Crescendo – Capítulo 4

O capítulo 4 começa com Nora tendo um sonho, em preto, branco e cinza… Porque o fato dela sonhar em preto e branco é tipo, super-relevante, exceto que não. No sonho, ela vê uma carruagem puxada por cavalos parar e dela sair um homem de capa. Há um diálogo curto entre ele e o motorista do coche, onde descobrimos que o tal homem está indo a uma taverna a negócios, que ele tem uma esposa e um filho que está sofrendo da peste negra. Ele é, aliás, a coisa mais próxima de um personagem gostável que esse livro teve até agora.

No silêncio profundo que se seguiu, os cavalos pisoteavam o chão impacientemente, seus pêlos fumegando. Pequenas nuvens de gelo saíam de suas narinas.

Espera aí, que tipo de cavalo é esse que solta fumaça e gelo? Um cavalo-escapamento-freezer?

(Eu quero um pra mim.)

Era tudo tão autêntico, que me assustei. Nunca nenhum dos meus sonhos havia sido tão vívido.

Nora percebe que o sonho desaparece por onde ele passa e decide ficar perto dele pra não correr o risco de desaparecer, apesar de eu desejar loucamente que ela ficasse longe dele e isso a fizesse entrar em coma ou quem sabe até morrer. Ela então entra em uma taverna cheia de pessoas que se vestem estranho.

Eu estava definitivamente sonhando com um período distante na história, e os detalhes eram tão vívidos que eu deveria ter pelo menos uma vaga idéia de onde estava. Mas eu não tinha. Provavelmente Inglaterra, em algum ponto entre os séculos XV e XVIII.

Isso é uma carruagem do século XVIII. Não é exatamente o tipo de coisa que você vê por aí, mesmo assim ela nem pára pra questionar como isso parece antiquado quando vê a carruagem, não, ela só se toca que está no passado distante quando vê as roupas estranhas.

Eu havia tirado A em história, mas as roupas do período não caíam nas provas. Nada disso que eu estava vendo caía.

Como você me tira um A em história e nem sequer percebe uma droga de carruagem do século dezoito?!

De qualquer forma, nosso amigo, Personagem-sem-nome-muito-mais-interessante-que-a-protagonista, vai falar com o bartender, que se nega a dizer onde está o homem com quem ele deve se encontrar, até que ele paga, e ele decide cantar como um passarinho. Ele diz que o homem está na floresta e que dizem que ninguém que entra lá volta vivo ou algo do tipo, ao que nosso caro personagem, que daqui em diante será chamado de Coleguinha, pergunta o que ele sabe sobre o Cheshvan. E você tem que ser muito burro pra ainda ter qualquer dúvida do que acontece depois.

“[…]Ele disse que precisaria que eu realizasse um serviço para ele por duas semanas.”

“Duas semanas é muito tempo.” Disse o Bartender, coçando a barba.

“Tempo demais. Eu nem teria vindo, mas tinha medo do que ele faria se eu não viesse. Ele mencionou minha família por nome. Ele os conhecia. Eu tenho uma linda esposa e quatro filhos. Não quero que nada de mal lhes aconteça.”

[…]

“Meu filho mais novo contraiu a peste negra,”- O homem de capa explicou, sua voz adquirindo um ar de desespero. – “Os médicos dizem que ele não viverá muito mais. Minha família precisa de mim. Meu filho precisa de mim.”

Esses trechos mostram porque eu disse que o Coleguinha é o personagem mais gostável até esse ponto. Ele não passa do Figurante n°267, mas mesmo assim, é o personagem mais fácil de simpatizar. Qualquer pessoa no lugar dele faria a mesma coisa, e fica bem claro que ele se sente assustado com essa situação toda. Não digo que é um personagem BOM, ele ainda sim é meio “meh”, mas até agora é o mais decente.

Coleguinha sai para ir encontrar o homem na floresta e Nora o segue como… Como um parasita irritante que está se aproveitando dele pra não morrer.  Antes que consiga entrar na floresta atrás dele, ele volta correndo, sua capa prende e ele cai.

Seus braços se moviam com violência, todo seu corpo se contorcendo e agitando convulsivamente.

Reação da Nora?

“Vire-se!”  –  Eu lhe ordenei, tentando soltar a capa debaixo dele.

Mas ele não me ouvia. Pela primeira vez o sonho pareceu tomar um rumo familiar. Como todo outro pesadelo em que me vi presa, quanto mais eu lutava, mais aquilo que eu tentava alcançar se distanciava de mim.

Uh, Nora…

É meio que óbvio que ele não vai te ouvir, sabe. Você é uma garota de dezesseis anos, e estava num bar cheio de bêbados dos quais um personagem já deixou bem claro que a maior parte são criminosos e arruaceiros. Você saiu inteira. Você realmente acha que eles estavam te vendo ou ouvindo? Sério?

Coleguinha, que aliás diz se chamar Barnabas Underwood (PFFFFF BARNABAS!!), está convenientemente alucinando que tem alguém ao lado dele no exato lugar em que a Nora está e diz para sua Nora imaginária que está sendo atacado por um anjo de satã que está tentando possuir seu corpo. Ele se debate novamente e seu capuz sai revelando que ele é…

O pai da Marcie Millar.

Aí Nora acorda, pensa no sonho por tipo uns cinco segundos, e vai chorar mais sobre como o Patch não ligou pra ela.

Ugh.

Algum angsting depois, Nora vê que sua mãe deixou um recado e que convenceu a mãe de Scott que ela não precisava de carona para casa, mas que ela ainda terá que levá-lo num tour pela cidade. Vee chega e quando repara que Nora está de mau-humor.

“Pronta pra outro dia repleto de diversão na escola de verão?” – Ela perguntou.

Peguei minha mochila em um dos ganchos do armário.

“Vamos acabar com isso logo.”

“Nossa. Quem urinou no seu cereal?”

“Scott Parnell.” Patch.

“Então o problema de incontinência dele persiste.”

HAHAHA. ENTENDEU. É ENGRAÇADO PORQUE O SCOTT URINAVA NAS CALÇAS. HAHAHAHAHA.

… Fitzpatrick, pare de tentar comédia. Você é horrível nisso.

(Adição do Thiago: “Aliás, pare de tentar escrever logo de uma vez. Você é horrível nisso também.”)

Nora comenta sobre como vai ter que levar Scott num tour, Vee comenta que isso é bom (porque ele é um OMG GAROTO!), Nora fala sobre como Scott é estranho e creepy e aparentemente abusivo com a mãe. Vee diz que elas tipo assim, deviam totalmente descobrir o que tem de errado com ele, e Nora praticamente a ignora e sugere que ELA leve o Scott.

“Eu tenho uma grande idéia,” – Eu disse, me virando para ela. –“Porque você não leva o Scott? Sério, Vee. Você ia adorá-lo. Ele tem aquela atitude irresponsável e sem regras de Bad Boy. Ele até perguntou se nós tínhamos cerveja. Escandaloso, não é? Acho que ele faz o seu tipo.”

O seu também, Nora.

Vee diz que não quer porque tem o Rixon, e diz que é bom Nora não passar muito tempo com Scott ou Patch vai ter ciúmes. Nora monologa mais e mais sobre Patch. Vee diz que ela devia fingir que o gato ficou doente pra escapar do compromisso, mas Nora diz que ele sabe que ela não tem gato. Nora depois pensa sobre como Scott pode ser um Nephilim porque ela o ouviu falando com os pensamentos da mãe. Aliás, como ela fez isso? Telepatia é tipo linha de telefone compartilhada, se tirar do gancho você ouve?

De qualquer forma, ela pensa sobre como talvez ele não saiba e como talvez fosse bom ela dizer, por causa dos anjos caídos e etc, e depois de um corte muito confuso e mal colocado Nora já está saindo da aula. Adivinha quem está esperando por ela no estacionamento?

Scott. Ainda com o boné.

Ela então decide ligar para o celular dele para dizer que… Esperem só…

O gato dela ficou doente.

E ELE ACREDITA.

Depois ela e Vee se juntam e decidem que vão seguir o Scott pra descobrir o que há com ele. Scott vai a uma feira, compra stuff como qualquer pessoa normal, tira fotos de meninas de biquíni sem o conhecimento delas como qualquer pessoa extremamente perturbada homem perfeito da Fitzpatrick. Normal stuff. Vee decide ir comprar cachecóis e deixa Nora sozinha. Nora então olha para dentro de uma cafeteria e avista alguém que parece seu pai lá dentro. Ela corre para tentar entrar mas acaba sendo vista por Scott. Como papai sumiu, ela manda Scott procurar ele dentro do banheiro masculino por ela. Scott pergunta se ela se drogou, mas o faz mesmo assim, aí quando percebe que foi só a imaginação dela (ou não, ela é a Sue, afinal, ela está sempre certa) vai chorar no banheiro.

Bem, esse é o fim desse spork. Felizmente parece que daqui pra frente a coisa toda fica menos entediante, mas veremos.

Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: