Crescendo – Capítulo 2

Bem, esse spork vai ser mais chatinho, porque esse capítulo é extremamente monótono. Começa com Sue, digo, Nora, sonhando que Patch pode sentir e que os dois estão se agarrando numa moto. Ele diz “eu te amo”, ela tenta responder mas não consegue, ele vai embora, ela vai atrás, pensa que encontrou-o na multidão, mas é uma garota.

Estava muito escuro para ler bem os traços do seu rosto, mas eu sabia que ela era bonita.

“Eu amo Patch.”- ela me disse, sorrindo através do batom vermelho vibrante. – “E eu não tenho medo de dizer.”

Adoro quando personagens dizem que não conseguem enxergar depois descrevem aquilo que supostamente não poderiam ver. Essa pokémon de gelo menina aparece mais algumas vezes na sequência, ou seja, obviamente ela vai ser mais significante depois. Aliás, um tanto quanto engraçado ela ter confundido o Patch com uma menina, principalmente depois de ficar tagarelando sobre como ele é musculoso.

“Eu disse!” Respondi.”Eu disse a ele ontem!”

Eu a empurrei e continuei, meus olhos escaneando a multidão, até que avistei o boné azul de baseball característico do Patch.

E quando todos achávamos que havíamos nos livrado dele, o boné de baseball voltou. Ela também menciona a camisa preta em outro trecho, ou seja, em um livro inteiro e dois capítulos, Patch trocou de roupa uma vez. Lovely.

Nora acorda e lembra que tem aulas de verão, então ela corre, enquanto se apronta, a mãe dela diz que ela providenciou para a Sue um jantar com um amigo de infância chamado Scotty que ela não vê há anos e que realmente odeia. Depois, no caminho, Marcie Millar lhe oferece uma carona, mas ela rejeita porque Marcie falou que a Vee é gorda, depois, de forma totalmente imprevisível, as duas são forçadas a sentar juntas durante a aula. Ah, e esse capítulo é um saco. Descobrimos que Marcie aparentemente trabalha na secretaria da escola… Isso não devia ser ilegal? Pai rico ou não, ela é uma aluna, não acho que permitiriam que ela tivesse acesso aos arquivos dos colegas, principalmente com o histórico de bullying. Nesse momento ela revela que o stalkismo de Patch aparentemente não se resume à Nora.

“Eu, por exemplo, sei que você ainda não superou a morte do seu pai, e que você se consulta com o psicólogo da escola. De fato, sei tudo sobre todos. Exceto Patch. Semana passada eu notei que a ficha dele estava vazia. Eu quero saber porquê. Quero saber o que ele esconde.”

“Porque você se importa?”

“Ele estava na rua da minha casa ontem, encarando a janela do meu quarto.”

Eu pisquei. “Patch estava na sua rua?”

“A não ser que você conheça outro cara que dirige um jipe Commander, só veste preto e é super sexy.”

Juro que se mais algum personagem mencionar como o Patch é sexy, eu vou matar alguém. Essa sequência também me cheira a triângulo amoroso, e se essa autora já é ruim escrevendo relacionamentos entre dois personagens, imagine três.

Nora e Vee se encontram, Nora descobre que Vee estava se encontrando com alguém.

[…]Dei-lhe um sorriso conspiratório.”Então, conte-me tudo.”

“O nome dele é Rixon e ele é Irlandês.”

OH MEU DEUS EU NÃO ACREDITO NISSO! SERIA O MÁ-XI-MO ESSES PERSONAGENS SE JUNTAREM… Se eu desse a mínima pra eles. Depois, Nora se encontra com Patch, e os dois têm uma briga de casal.

Esse vídeo na verdade é um resumo até bem preciso de como acontece.

Patch evita o assunto da Marcie. Nora menciona o fato de Patch não poder sentir algumas vezes, então parece que a autora tentou levar isso a algum lugar, mas a cena em geral é tão clusterfuck e isso é colocado tão de última hora, depois de ela ter passado tanto tempo escrevendo como se ele pudesse, que acaba simplesmente sendo estranho. Patch diz que Marcie acidentalmente se envolveu com nefilins e foi para o hospital, o que não ajuda em nada na defesa dele, depois revela que *gasp* ele e Nora não deveriam estar envolvidos dessa forma, o que meio que já tinha ficado óbvio quando ele disse que caiu porque se apaixonou, e que se ele for descoberto, vai ser mandado para o inferno FOREVER.

Depois Nora tem uma crise, “Blábláblá nosso relacionamento está fadado ao fracasso, blábláblá eu desistiria dos meus sonhos que nunca foram mencionados até agora e não vão ser nessa cena também, mas não adiantaria nada, blábláblá eu o amo, mas faço da vida dele uma droga, blábláblá eu quero um namorado que possa sentir, então acabou.”

O capítulo inteiro me passa essa impressão de uma tentativa exagerada de deixar a história mais dramática. O resultado foi algo extremamente entediante de ler. Bem, espero que o próximo seja mais zoável.

Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Comentários

  • Lanna  On junho 19, 2012 at 10:06 pm

    Não acho que o livro seja algo tão monótono assim, se a autora não fosse incrivel criando uma história fora de contexto e sem parecer muito um Crepúsculo da vida não seria considerado um best seller pelo New York Times, então como pode se ver, só os bons entram nessa lista, ou melhor os ótimos. Sei que é sua opinião mas, qual é, o que você faria se o seu namorado escondesse tantos segredos? Se fosse por isso em categoria de melodrama a Bella ganharia a cada palavra que diz, a Nora é insegura, tem só 16 anos, ainda tá aprendendo a lidar com esse tipo de coisa, qualquer uma ficaria quase na mesma situação, nenhuma garota é forte pra suportar esse tipo de coisa, mesmo aquelas que se dizem inabaláveis, não acho que seja muito clichê, são os sentimentos de um personagem por isso fica repetitivo, mas de certa forma, não é uma coisa ruim, sou fã do livro, não quero ofender sua critica, mas falar de algo desse genero não é algo tão bom para uma pessoa que precisa ser imparcial, não só levando para seu próprio lado, se é tão ruim e tedioso, desculpe o que vou escrever, mas então por que você continua a ler? Apenas para zoar? Não se ofenda, mas se fosse no meu caso eu já teria largado o livro, e não falado dessa forma de uma obra que já conquistou muitos fanáticos pelo mundo. Mas é só minha humilde opinião.
    – XOXO

    • inugamimochi  On junho 21, 2012 at 2:31 am

      Bem, pra começar, respondo sua pergunta com outra: Já viu algum filme tão ruim, mas tão ruim, que chegava a ser engraçado?

      Minha relação com esse livro é assim.

      Admito que, com exceção dos capítulos atuais (parte do motivo pelo qual eu demoro tanto pra fazer o spork deles, aliás) o livro é sim divertido, mas não por ser bom, simplesmente por ser muito ruim. Procurar formas de criar uma piada com base no texto também é algo divertido, por isso eu e o Sahgo (nota que somos dois, mas ninguém que comenta parece perceber isso) continuamos a ler.

      Sobre o seu argumento, fama não é diretamente proporcional à qualidade. Crepúsculo também tem uma fanbase grande e é um livro extremamente mal-escrito, mas faz o joguinho certo para encantar adolescentes influênciáveis, e por isso acabou se tornando popular.

      O negócio com esses livros é que todos eles têm a mesma fórmula: garota genérica e sem personalidade e namorado de alguma forma extraordinário, o que é feito para que a leitora se insira no lugar da protagonista e imagine que é ela que namora o vampiro/anjo caído/elfo/homem-ornitorrinco gostosão. É por isso que eu e o Sahgo rotulamos Sussurros como uma cópia de Crepúsculo: ele usa essa mesma fórmula batida que Crepúsculo já usava como atalho para conseguir reconhecimento, porque se forem levados em conta apenas os seus méritos, seu desenvolvimento de história e personagens, qualidade de escrita e etc., é possível perceber que ambos são livros ruins.

      Quanto a seu comentário da caracterização da Nora, em primeiro lugar, seu argumento da idade e insegurança é válido para a Bella também e aliás, usar a Bella como exemplo não adianta muito porque ela também é uma personagem ruim. Em segundo lugar, o problema não é só a Nora ficar deprimida porque o namorado terminou com ela, isso seria compreensível, os maiores problemas que eu tenho com esse livro são que a Nora é irritante e que o romance dela com o Patch não faz sentido. Ela fica pensando constantemente em como ele a abandonou (apesar do fato de ela ter falado que não queria mais), e deixa que o Patch controle toda a existência dela, depois insiste que pode viver sem ele e que ele não faz falta. Ao mesmo tempo, não dá pra entender do que ela sente falta porque Patch é uma pessoa desprezível e deu muitos sinais de ser um psicopata perigoso. O que ela gosta nele, além de ele ser bonito? O que conecta os dois, quantas conversas eles tiveram em que Patch não foi grosso, asqueroso ou desagradável em geral? O romance deles não é saudável para padrão algum, e ainda sim ela se prende obsessivamente a ele.

      Isso não é amor verdadeiro, é uma fixação doentia.

      (P.S.- Não adianta argumentar que “É ficção, não precisa ser realista”. Existe uma coisa chamada “Suspension of Disbelief” ou “Suspensão de Descrença” que mede o quão convincente sua história é, ou seja, o quanto ela causa uma ilusão de realidade. Boas histórias são aquelas que fazem o leitor esquecer que está lendo um livro e acreditar que os personagens realmente existem, ou seja, suspender a descrença. Sussurros não consegue isso. Um leitor com um pouco mais senso crítico logo enxerga a manipulação da autora e percebe que os personagens têm a profundidade de um recorte de papelão, por isso fica óbvio que você está lendo um livro, o que é marca de um escritor ruim.)

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: