Capítulo 30 – FINALMENTE. FINALMENTE. ACABOU.

CAPÍTULO 30

IT! ENDS! HERE!!!!!!

Mas é cedo pra comemorar. Há um capítulo inteiro pela frente, então mãos à massa!

O capítulo se inicia com Nora dormindo (?), ouvindo um som de relógio acompanhado por um sereno som de asas. O primeiro faz ela pensar em morte, mas o segundo lhe dá esperança. Daí…

Um líquido de forma espiral se formou dentro de mim, girando mais e mais profundamente. Senti-me puxada para a corrente. Estava escorregando sobre mim mesma, para um lugar escuro, quente.

Alguém ligue pra Blythe e avise que Nora anda inalando coisas estranhas.

Nora então acorda, cheia de dores e com a voz baixa por causa de desuso (mas como veremos mais adiante, ela só está desacordada há poucas horas, então isso é meio nonsense). Ela lembra de tudo e grita por Patch, que está em pé perto da porta.

Seus olhos demonstravam mais profundidade que nunca. E estavam afiados por um fio protetor.

Whatever that means.

Por sinal, a protagonista apagando no meio do confronto final e acordando no dia seguinte numa cama com o seu hottie do lado? Geez, se eu fosse superficial, diria que isso foi copiado daquela outra série de “romances perigosos”. Mas DEVE SER SÓ IMPRESSÃO.

Nora pergunta como ela pode estar viva se ela se matou na noite anterior. Patch começa a explicação.

[Patch] fechou a porta atrás dele, e eu sabia que esse era o seu modo de tentar trancafiar todo o mal. Ele estava colocando um limite entre mim e tudo o que havia acontecido.

Essa é uma porta e tanto.

Nora questiona se está morta, após lembrar sobre os eventos antes de apagar. E agora, senhoras e senhores, preparem-se para uma demonstração épica de Voodoo Shark:

– Quando você pulou, o seu sacrifício matou Jules. Tecnicamente, quando você voltou, ele também deveria ter voltado. Mas como ele não tinha uma alma, ele não tinha nada com o que reviver o seu corpo.

Quando eu era criança, eu desenhava coisas. Histórias. Eram estúpidas e ridículas – eram crossovers doidos entre Mega Man, Digimon, Dragon Ball e qualquer outra coisa que eu gostasse na época.

E elas faziam mais sentido que isso.

Mas não vou continuar comentando isso. Enfim acabo esta coisa, e é só o que importa.

Nora questiona sobre o lance de “voltar”, e Patch comenta que ele não aceitou o sacrifício dela, ele REJEITOU O SACRIFÍCIO, e portanto ELA RESSUCITOU.

CONVENIENTE. E FAZ TODO O SENTIDO DO MUNDO.

EXCETO QUE NÃO!

Minha… cabeça…

Ele levantou minha mão enfaixada. Sob toda aquela gaze, meus punhos doíam de socar Jules. Patch beijou cada dedo, vagarosamente, mantendo seus olhos colados nos meus.

– De que serve um corpo se não posso ter você?

Eles se abraçam, Nora perde seu medo, lágrimas, isso é açucarado demais para uma novela das 8, etc. Daí Nora percebe que se Patch salvou a vida dela…! Ela manda ele se virar.

Suas costas eram puro músculo liso e bem-definido.

É, as cicatrizes dele sumiram. Ele virou um anjo guardião! Mas suas asas não podem ser vistas, porque elas são feitas de “matéria espiritual” (sabe, aquela… coisa que nunca foi mencionada e que bem que poderia ser explicada agora).

Nora está super feliz por enfim realizar seu sonho de infância e ter um Anjinho particular (Maurício de Souza não mentiu, afinal!), e pergunta exatamente o que ele faz. Bem, ele guarda (dã?), protege.

– Protejo o seu corpo. – seu sorriso se alargou – Eu levo meu trabalho bem a sério, o que significa que terei que me familiarizar com o elemento em questão em um nível pessoal.

Meu estômago ficou completamente embrulhado.

Estou com saudades do Chansey.

Patch diz que ainda não pode “sentir” (insira imagem rolleyes aqui), mas que agora não é mais odiado. Ser perdoado por seja-lá-qual-for-o-crime-que-lhe-fez-cair é um tanto fácil, mas já ranteei sobre isso no passado.

Blythe chega em casa, e Nora entra em pânico ao descobrir que ser um anjo guardião não torna Patch invisível (o que… faria sentido, na verdade), e pergunta se ele pode pular pela janela.

Patch sorriu.

– Eu posso voar.

http://www.youtube.com/watch?v=zK2ZuescJGA

Patch, antes de sair, nos dá a tão ótima notícia de que a casa Sue sofreu apenas pequenos danos no incêndio, porque os bombeiros agiram rápido.

Viva.

Ah, e Elliot foi mandado pro hospital, mas ele tá sobreviverá. Chansey era incompetente no que devia fazer. E por fim, a polícia vai questionar Nora.

Blythe pergunta pra Nora o que significam as faixas policiais na porta da casa.

Olhei para a janela. Patch havia desaparecido, mas uma solitária pena negra estava pressionada contra o vidro, fixada pela chuva de ontem. Ou magia de anjo.

Preciso dizer, anjo caído + pena negra = faz sentido; anjo guardião + pena negra = é estranho.

Nora dorme até o amanhecer, onde comenta otimisticamente sobre como tudo está legal agora que tudo foi resolvido. Ela conversa com Vee no telefone. Long story short, Patch manipulou as informações no cérebro dela sobre o que realmente aconteceu, e a história espalhada é que Jules cometeu um trágico suicídio na escola e Vee e Nora nunca estiveram lá. Vee também se desculpa por não acreditar em Nora quando ela desconfiou de Elliot e Jules.

Moral da história – se alguém for suspeito de um assassinato, mesmo que seja julgado inocente pela justiça, essa pessoa é perigosa e portanto você não deve ficar perto dela.

Os policiais chegam (os mesmos das outras vezes), e perguntam sober o evento da Dabria. Nora conta uma versão censurada da história (cortando os elementos “Patch”, “anjo” e etc.), e eles dizem que vão investigar (bem que Patch poderia tê-la amarrado e deixado no porão da casa ou algo do tipo). Blythe se preocupa com a segurança e chama alguém para instalar um novo sistema de segurança (porque as DESPESAS COM A CASA SUE NÃO ERAM SUFICIENTEMENTE ALTAS *bate a cabeça na parede com força*). Esse alguém chega improvavelmente rápido, e é…

Patch! Acompanhado de um último trecho de costume porn.

Ele vestia jeans desbotados e uma camisa branca.

MEUS OLHOS ME ENGANAM?! PATCH ENFIM USOU UMA CAMISA QUE NÃO É PRETA?!?!

Apocalipse. APOCALIPSE, EU DIGO!

É, ele mudou de emprego e agora ele instala aparelhos de segurança. Ele despista Blythe e leva Nora para fora, onde enfim chegamos no nosso trecho final do livro.

– Ainda temos muita coisa pra conversar – eu disse.

– Conversar? – ele balançou a cabeça, seus olhos cheios de desejo (que ele disse que não podia sentir…?). “Beijar”, ele sussurrou em meus pensamentos. (Isso nem é creepy. E “dane-se o que você quer fazer”)

Não era uma pergunta, mas um aviso. Ele sorriu quando eu não protestei (“submissa, assim que eu gosto”), e abaixou sua boca em direção à minha. O primeiro toque foi apenas isso: um toque. Uma leveza provocativa, tentadora. Eu lambi meus lábios (“tem gosto de galinha”) e o sorriso de Patch aumentou.

– Mais? – ele perguntou? (Mais livros? Teremos continuações?)

Envoltei minhas mãos em seus cabelos, puxando-o para perto.

– Mais. (Mais livros! Haverá uma continuação! NÃÃO!)

E com isso acabou o DESPERDÍCIO DE ÁRVORES DEUS EXISTE ESTOU LIVRE! LIVREEE!!

———————————————————————–

Deixando de lado a acidez em prol do humor, tenho uma opinião formada sobre o livro. Não é bom. A história e o universo dos “anjos” são mal escritos e apresentam contradições; e os personagens são pouco impressionantes e, até onde eu vejo, não muito gostáveis. Por outro lado, preciso admitir que a autora escreve bem as cenas de suspense/ação; o fato de ela enrolar bem menos que uma certa Stephenie Meyer faz do seu estilo mais fluido. Em outras palavras, é ruim, mas a série Crepúsculo ainda é pior.

A fixação da autora com bad boys e a pressa no avanço do relacionamento impediu a formação de um romance identificável e sequer cativante. Esse foi o maior defeito da história. Os dois personagens, em especial Patch, parecem tratar o outro com mais desgosto que qualquer coisa. Patch tenta matar Nora algumas vezes. Patch age como uma pessoa assustadora nos primeiros capítulos. Ele leva uma eternidade pra revelar qualquer coisa sobre si. E mesmo assim, Nora gosta dele. Isso vai além do típico “perdoar os pecados” e vai direto a “masoquismo”. Foi ridículo de ler.

Enfim, foi uma experiência desagradável. Se alguém lendo isso planejar escrever um “romance perigoso”, faça o favor de criar casais com mais química entre si.

E tentem escolher um ser sobrenatural melhor que “anjos”. Anjos tem um complexo bizarro em termos de origens religiosas e tal.
(O mesmo vale pra vampiros).

Bem, é isso aí. Acabei e agora estou LIVRE para jogar video-games. Até.

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Comentários

  • Lisandra  On março 13, 2012 at 7:33 pm

    Devia escrever um livro *oo*

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