Capítulo 26

CAPÍTULO 26

Happiny chega no cinema enquanto reflete sobre se Patch realmente quer sacrificá-la. Ela para para comprar os ingressos de um filme aleatório e começar sua busca por Vee, mas não antes de ser completamente owned pela vendedora de ingressos (Happiny furou fila se achando mais especial que os outros). Não vou transcrever, mas amo essa vendedora de ingressos.

Happiny procura Vee em todas as salas de cinema, se metendo na frente da projeção e irritando várias e várias pessoas (este capítulo está promissor). Na última sala, surge do lado de Hapiny, completamente do nada… Patch! Ele manda que ela saia do cinema para que possam conversar do lado de fora, mas ela resiste. Aqui temos uma cena BEM legal que merece ser transcrita.

– Shh! – disse o cara do meu lado.

Patch disse:

– Saia, ou eu vou te carregar.

Eu me virei.

– Como é que é?

– Shhh! – o cara ao meu lado proferiu de novo.

– A culpa é dele – disse para o cara, apontando para Patch.

O cara curvou o pescoço para trás.

– Olha – ele disse, me encarando de novo – Se você não se aquietar, vou chamar os seguranças.

– Ótimo, chame os seguranças. Diga para eles levarem ele daqui – eu disse, mais uma vez apontando para Patch – Diga que ele quer me matar.

Eu quero te matar – soltou a namorada do cara, se inclinando para falar comigo.

Ah, as figurantes deste capítulo são tudo de bom.

Os figurantes não notam Patch, logo Happiny chega à conclusão de que ele está usando seus jogos mentais de novo (por sinal… sério, isso é um tanto creepy, especialmente porque ele faz com tanta frequência).

– Ah, pelo amor de Deus! – disse a namorada, jogando suas mãos para o céu,

agredecendo se acaso tiver alguém que ela gostaria que estivesse sempre com ela na rua na chuva na fazenda OU NUMA CASINHA DE SAPÊÊÊ… tchu-tchu-tchuuuu. Tchu-tchu-tchuuuu.

Os dois saem da sala, e Patch arrasta Happiny para o banheiro feminino, trancando a porta.

…Eu não gosto de pra onde isso está indo.

– Você está zangado porque eu não fui para Delphic – eu ergui um ombro que tremia.

…quem faz isso?

Ele andou em minha direção até ele ficar perto o suficiente para eu ver seus olhos pretos por debaixo do chapéu de beisebol.

1) Frase… horrível. Hiperativa. Mal construída.
2) Ele estava com os olhos escondidos o tempo todo? Olhando pros pés?
3) AINDA COM O MALDITO CHAPÉU DE BEISEBOL?!?!

– Dabria me disse que você precisa me sacrificar para conseguir um corpo humano – eu disse.

Patch ficou quieto por um instante.

– E você achou que eu faria isso?

Eu engoli seco.

– Então é verdade?

Nossos olhares se entrelaçaram.

– Precisa ser um sacrifício intencional. Simplesmente matá-la não vai servir.

ÊPA, êpa, tempo. Deixe-me ver se eu entendi isso direito:

Ela precisa desistir da vida por conta própria para que o lance funcione. Certo. Beleza.

…então porque DIACHOS PATCH TENTOU MATAR ELA DUAS VEZES?!?!? POR PURA FILHA-DA-PUTAGEM?!?!?

Ou isso ou Patch é o pior mentiroso da História (e Happiny é uma imbecil por não notar a contradição GRITANTE).

Happiny pergunta se Patch é o único que pode “fazer isso”, e ele diz que é o único que sabe “fazer isso” (o que raios é “isso”? Convencer alguém a se sacrificar por vontade própria?!). Happiny muda de assunto e pergunta sobre a garota que fez Patch cair. Patch diz que ela envelheceu e morreu.

Patch diz que irá contar tudo, mas que

– Eu vou lhe contar tudo, mas você tem que perguntar. Você tem que querer. Você pode ver quem eu era, ou quem eu sou agora. Eu não sou bom – ele disse, me atravessando com aqueles olhos que absorviam a luz mas não refletiam-na – mas eu era pior.

Além da estupidez do “olhos que absorviam a luz” e blá, só deixo isso aqui pelo “eu era pior”. Veremos.

Happiny pede detalhes… *estala os dedos*

– Na primeira vez que a vi, eu ainda era um anjo. Foi uma luxúria instantânea, possessiva. Me deixou louco. Eu não sabia nada sobre ela, exceto que faria tudo ao meu alcance para me aproximar dela. Eu a observei por um tempo, daí coloquei na minha cabeça que se eu fosse para a Terra e possuísse um corpo humano, eu seria expulso do céu e me tornaria humano. O problema era que eu não sabia sobre o Cheshvan. Eu desci numa noite de agosto, mas não consegui possuir o corpo. No caminho de volta para o céu, uma horda de anjos vingativos me deteu e arrancou minhas asas. Eles me jogaram para fora do céu. Imediatamente eu sabia que havia algo errado. Quando eu olhava para os humanos, tudo que conseguia sentir era um desejo insaciável de estar em seus corpos. Todos os meus poderes me foram tirados, e eu era coisa patética e fraca. Eu não era humano. Eu era um caído. Eu notei que havia desistido de tudo, simples assim. Todo esse tempo eu me odiei por isso. Achei que havia desistido por nada – seus olhos se focaram singularmente em mim, fazendo-me sentir transparente – Mas se eu não tivesse caído, não teria conhecido você.

NÃO… CONSIGO… RESPIRAR…

Sabe, WRITING 101 –

Se for pra escrever uma backstory, NÃO CORRA! O leitor (supostamente) esperou todo o livro para ouvir o personagem falando sobre isso, e ele quer DRAMA. Faça o personagem mover os braços, ou tirar alguma lembrança da backstory para olhar enquanto fala, ou olhar para a distância, ou hesitar antes de falar algumas coisas… faça alguma coisa, MAS NÃO JOGUE TODO O TEXTO DE CARA DESSE JEITO! É hiperativo, é ridículo.

Em segundo lugar, “na primeira vez que a vi, eu ainda era um anjo” = OBRIGADO, CAPITÃO ÓBVIO. Considerando que você caiu PORQUE caiu de amores por ela, EU NEM TERIA IMAGINADO que você a tinha visto quando ainda era um anjo. Obrigado pela informação. Muito útil.

Em terceiro lugar, “Seus olhos se focaram singularmente em mim”. O departamento da redundância quer seu empréstimo de volta.

Em quarto lugar, isso era quando você era “pior”? Lamento, pequeno psicopata, mas você está muito pior agora.

E em quinto lugar… diversão = “quando eu olhava para os humanos, queria estar em seus corpos”. As interpretações deste trecho são… interessantes.

Happiny pergunta sobre o lance de ser descendente de Chansey. Patch faz segredinho, e Happiny pergunta de novo com… sabedoria.

Eu era a descendente de alguém que nem era humano. E meu coração estava se dilacerando por outro não-humano. Um anjo negro.

Que usa roupas pretas, e calças jeans pretas, e cujas asas devem ser pretas, e cabelos pretos e olhos pretos e… que emo.

– De qual lado da minha família? – eu disse, enfim.

*encara em choque*

DEIXE-ME.

ADIVINHAR.

Dabria disse que você era a única descendente

FEMININA

do Chansey.

Então, EU ME PERGUNTO, já que você é a única descendente FEMININA do Chansey… DE QUE LADO DA FAMÍLIA SERÁ QUE VEIO.

SÉRIO. EU ME PERGUNTO. É UM MISTÉRIO. VAMOS PATCH. REVELE. O SUSPENSE ME MATA.

– O do seu pai.

MEU DEUS!! CHOQUE COMPLETO!!!

Eu odeio tanto, mas tanto este livro.

– Onde está Chauncey agora? – apesar de sermos parentes, gostava da idéia de ele estar longe. Bem longe. (…)

– Eu não vou matar você, Nora.

….RESPONDA A PERGUNTA! E você Happiny, EXIJA A RESPOSTA!

Argh, esta spork já tem CAPS demais… mas é que… ghh…

– Eu não mato pessoas que são importantes para mim. E você está no topo da lista.

Por outro lado, as pessoas que olham feio pra ele no meio da rua? Chacina imediata. É, entendo por que ele é tão popular entre as leitoras; quem não iria querer um namorado assim?

Meu coração deu um giro nervoso.

Daí eu morri. Patch ficou triste. Elliot matou Vee. Fim.

…Um cara pode sonhar.

Minhas mãos estavam apoiadas sobre seu estômago, que era tão rígido que nem sua pele cedia.

…certeza que isso aí é um estômago?

Happiny começa a notar que não está segura de Patch (no sentido mais…. carnal…. da palavra?), e diz que precisa de ESPAÇO, DAMMIT.

O que eu precisava era de limites. Precisava de força de vontade. Eu precisava ser engaiolada, pois mais uma vez estava provando que não era confiável na presença de Patch. Eu deveria ter corrido para a porta, e ainda assim… não tinha. Tentei me convencer de que estava permanecendo ali porque queria respostas, mas isso era só parte do motivo. Era na outra parte que eu não queria pensar. A parte emocional. A parte que era a luta inútil.

…Eu odeio você, Happiny

(“A parte que era a luta inútil”? Cuma?)*

Aqui é uma parte bem grande, mas me sinto no dever de transcrever a maior parte dela.

– Você está escondendo mais alguma coisa de mim? – Eu queria saber.

– Estou escondendo várias coisas de você. (…)

– Como o quê?

– Como o que eu sinto trancado aqui com você – Patch apoiou uma mão no espelho atrás de mim, seu peso cedendo sobre mim – Você nem faz idéia do que você faz comigo.

Eu balancei a cabeça.

– Eu acho que não. Isso não é uma boa idéia. Isso não é certo.

– Há vários tipos de “certo” – ele murmurou – Na escala, ainda estamos numa área segura.

(…)

– Totalmente certo. Geralmente certo. – Patch continuou – Quase certo. Talvez certo.

– Talvez agora não – eu aspirei um pouco de ar.

…Erm… pelo que eu consigo compreender, Patch está interessado em playing a love game. E…

…isso nem começa a fazer sentido. Porque, num capítulo anterior não ouvimos que Patch não “sente desejo”? Então… qual é o propósito disto? E por favor, não me venha com “ELE SENTE DESEJO NO CORAÇÃO!”, pois isso significa que ele não sente “desejo no corpo”, e o desejo no corpo seria………….. uh……. produção de espermatozóides? Ereção? Não seria melhor eu parar de pensar muito afundo nisso?

A menos que Patch esteja afim de ir em frente mesmo sem “sentir desejo”. No caso, sexo deve ser uma coisa bem chata pra ele.

But I (happily) digress.

Happiny resolve escapar da situação (o que me é estranho, porque se ela não quer fazer isso, Patch está se mostrando um estuprador… mas vou parar de pensar nisso!) ao puxar um alarme de incêndio, mas Patch usa seus poderes mentais para fazê-la pensar que o alarme não está funcionando.

…Ele… realmente está usando controle mental pra impedí-la de fugir?

Isso… é assustador, gente. Pra não mencionar abusivo.

Happiny dá um soco em Patch (que agora ele consegue sentir, apesar de não ter sentido antes… oi?), por “toda essa noite”, e por “me fazer ficar louca por você apesar de ser tão tão errado” (este livro faz as fanfics que eu lia quando tinha 12 anos parecerem boas e bem caracterizadas).

– Sejamos sinceros, Nora. Você tem uma queda por mim – seus olhos expressavam grande profundidade – E eu tenho uma queda por você. – Ele se inclinou sobre mim e colocou sua boca sobre a minha. Muito dele estava sobre mim, na verdade.

Nos conectamos em vários locais estratégicos de nossos corpos…

Happiny pergunta sobre Dabria.

– Ela não ia manter suas asas após tramar a sua morte. No momento em que ela tentasse voltar para o céu, os anjos vingativos teriam arrancado-as. (…) Eu só acelerei o processo.

– Então você… rasgou as asas dela fora?

……………………………………………………………………………………………………………………………….

…………deixe-me ver se eu entendi:

está me dizendo que, depois de mais de 20 capítulos de adolescentes conversando futilidades, personagens agindo feito imbecis, romances mal-escritos e dramas subdesenvolvidos, temos essa CENA ÚNICA que tinha ENORME potencial de drama/ação/desenvolvimento de personagem/caracterização. Que poderíamos ter presenciado como teria Dabria reagido ao ato de brutalidade de seu amado. Presenciado até onde Patch está disposto a ir pela Happiny. Presenciado quais foram os pensamentos de Patch ao fazer isso.

…E a Fitzpatrick…

…PULOU…

…a cena.

……….

…Someone put me out of my mysery.

Happiny está preocupada com um possível retorno da Dabria, mas Patch tem outras prioridades.

Como um relâmpago, Patch pegou a gola da minha camisa e me puxou até ele. Seus punhos se arrastavam na pele do meu umbigo.

WTF.

Calor e gelo passavam por mim simultaneamente.

É impressão minha ou Fitzpatrick está escrevendo qualquer coisa aleatória que lhe vem à mente?

Seu sorriso era todo raposa… só que mais suave.

…Perdi minha vontade de zoar isso. Capítulo, acabe logo…

A agarração alcança um nível mais alto uma vez que “a parte lógica do cérebro de Happiny parou de responder” e ela coloca os braços sobre o pescoço dele, ele ergue ela pelos quadris e ela coloca as pernas em volta dele e… é, não é IMPLÍCITO que eles querem fazer sexo. O que me deixa meio creeped out – Happiny tem 16 anos, enquanto Patch é um ser sobrenatural com centenas de anos. Ele é mais velho que o Edward. Creepy.

Felizmente Vee os interrompe com um telefonema inapropriado. Ela, Jules e Elliot arrombaram a escola e vão brincar de esconde-esconde (…cada um com seu hobby), mas quando tudo parecia inocente, Elliot pega o telefone e diz para Happiny que é bom ela ir brincar com eles, pois há uma árvore com o nome da Vee anotado nela.

No próximo capítulo, o confronto de Patch e Elliot será FEITO OFFSCREEN!

Bem, talvez não, mas com a Fitzpatrick, nunca se sabe.

*Essa frase provavelmente foi um erro de digitação. No livro, está escrito “The part that was pointless fighting”, e a tradução foi o que eu dei (na verdade, eu até poli um pouco a frase para ela ficar mais engolível). Eu acredito que o que deveria ser era “The part that was pointlessly fighting” (“A parte que estava lutando inutilmente”). Não sei se a culpa foi da Fitzpatrick ou de um editor/revisor, mas alguém envolvido na produção deste livro é retardado, e isso basta pra mim.

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Comentários

  • Gabi  On janeiro 23, 2012 at 4:01 am

    “Porque, num capítulo anterior não ouvimos que Patch não “sente desejo”? Então… qual é o propósito disto? E por favor, não me venha com “ELE SENTE DESEJO NO CORAÇÃO!”, pois isso significa que ele não sente “desejo no corpo””
    talvez Patch seja como um velho que precisa de viagra: ele quer… mas não consegue. O,o

  • Lara P.  On janeiro 25, 2013 at 3:47 am

    KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK!!!!! Sério, vc é meu ídolo! Acho o máximo vc ainda ficar surpreso com as… “coisas sem sentido” da Fitzpatrick. Parabéns pela sua força de vontade de continuar escrevendo! (… na rua na chuva na fazenda OU NUMA CASINHA DE SAPÊÊÊ… tchu-tchu-tchuuuu. Tchu-tchu-tchuuuu!!!!!!!!!kkkk. Ai, mijei!).

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