Capítulo 23 – Jornada ao Centro da Cicatriz

CAPÍTULO 23

Gentem, vocês não vão acreditar.

HÁ ENREDO DENTRO DA CICATRIZ DO PATCH!

Whew, que bom que o Enredo começou quando faltam SETE CAPÍTULOS PRO FIM DO LIVRO. Seria tão ruim se tivesse começado, sei lá, no começo do livro.

Mas à spork.

Nora se encontra no salão de sinuca do Bo, repentinamente, após triscar na cicatriz do Patch. Ela está de camisola e calcinha, mas ninguém nota ela, porque este é um salão de sinuca homossexual ela não tem absolutamente nada pra mostrar ela está invisível. De fato, ela está no passado, 8 meses antes da data presente dela.

Ela avista Patch jogando pôquer (bad boy point!), e após tentativas frustradas de ser notada, cala a boca (é tipo machismo implícito!). No meio do jogo, o dono do local diz que apareceu uma garota para falar com o Patch, que não quer dar seu nome. O cara pergunta se deve chutá-la pra fora.

– Não. Mande ela descer.

Patch jogou as cartas que tinha na mão, recolheu as fichas e empurrou sua cadeira para trás.

– Tô saindo. – Ele andou até a mesa de sinuca mais próxima das escadas, se apoiou nela e colocou as mãos nos bolsos.

Argh, o bad boyismo! ELE QUEEEEIMAAAAA!!

Nas escadas aparece… a srta. Greene! Só que num visual ligeiramente diferente.

Seu cabelo loiro estava caído até o nível dos quadris, e completamente liso. Ela estava usando calças jeans coladas e um top cor-de-rosa, e estava descalça. Vestida desse jeito, ela parecia…

…uma sem teto.

Patch a chama pelo seu primeiro nome (Dabria), o que leva Nora a um ATAQUE SUPREMO DE INVEJA! Pera, cuma?

Meu coração acelerou ligeiramente. Tentei apaziguar meus pensamentos conflitantes, mas só conseguia pensar em uma coisa: se eu realmente estava oito meses no passado, como o Patch e a srta. Greene se conheciam? Ela ainda não trabalhava na escola. E por que ele estava chamando-a pelo seu primeiro nome?

Eu sei que ciuminho é uma coisa bem normal em relacionamentos, mas isto é o cúmulo.

1) Como eles se conheciam? – Parentes. Ex-colegas de uma aula de pintura. Conhecidos. Contatos no MySpace. AS EXPLICAÇÕES SÃO MUITAS.
2) E por que ele estava chamando-a pelo seu primeiro nome? – Isto NÃO. É. UM ANIME. A história não se passa numa cultura em que chamar as pessoas pelo primeiro nome é algo super íntimo – se passa nos EUA (?), onde chamar as pessoas pelo primeiro nome é algo NORMAL QUE TODO MUNDO FAZ. E você mesmo disse que a garota é só alguns anos mais velha que você (em aparência), então isso não é estranho, period.
3) Sente ciúmes de um ponto antes de ele conhecê-la? Sério? Que antiquado.

Mas claro que eles são (ex) namorados. O ciúme da Sue nunca poderia ser infundado.

Enfim, “Dabria” (meu Deus, que nome Sue) aparece cheia de amores e alegrias pro Patch, contra as leis celestiais, porque tem uma oferta que ele não pode recusar. Ele não está agradado com a presença da sua ex irritante. Dabria diz que Patch pode se tornar um anjo de novo se ele salvar a vida de alguém, mas há um lado ruim… ele teria que virar um guardião.

Patch inclinou sua cabeça pra trás e riu em voz baixa.

PAREM DE FAZER ISSO. NEM AS BRUXAS VILÃS DA DISNEY FAZEM ISSO… com tanta frequência, anyways.

Patch diz que tem uma idéia melhor, mas Dabria tenta convencê-lo do contrário.

– (…) Nenhum anjo caído trocaria nada pela chance de se tornar um guardião e ter suas asas de volta.

Então por que eles não tentam? Digo, salvar a vida de alguém parece algo bem fácil no nosso mundo – vá num bairro perigoso, impeça um bandido de esfaquear uma garota, BANG – ganhou suas asas de volta. E não me parece algo difícil de imaginar, portanto a explicação de “é segredo” não vale. E pra todos os propósitos, é bem fácil ganhar as asas de volta depois de cair, hein?

Nota extra: a conversa é cheia de “fulano lançou um olhar que dizia [algo improvavelmente detalhado]”, o que é bem engraçado de ler.

Dabria aplica um DUPER BEIJO PODEROSO no Patch antes de ir embora, o que faz Nora se moer de ciúmes (bem, desta vez o ciúmes tem mais fundamento, porque Nora FINALMENTE soma 2+2 e entende por que a srta. Greene sempre tentou afastá-la de Patch). Dabria se despede com um monte de emoções variadas (de sorriso pra lágrimas pra melosidade pra seriedade), mas antes de ir embora Patch pega ela pelo pulso e arrasta ela pra uma mesa (uma imagem mental engraçada), dizendo que ela tem algum outro motivo para estar ali!

Um outro motivo que, pra todos os propósitos, não fica muito claro.

– Tá bom. Eu sei o que você está planejando.

Patch riu. Era um riso que dizia: “eu tenho muitos planos. A qual deles você está se referindo?”.

*tenta fazer esse riso*

*fails*

Dabria diz que muitos anjos no céu sabem o que ele está tramando, e estão preocupados.

– Se eles estão preocupados, os boatos devem ser verdadeiros.

– Não são. São boatos. (tá)

– Se aconteceu uma vez, pode acontecer de novo.

– Nunca aconteceu. Você sequer se deu ao trabalho de ler o Livro de Enoque antes de cair? – ela desafiou – Você sabe exatamente o que está nele, palavra por palavra santa? (pffffffffffffhhhhahhhah)

– Talvez se você me emprestasse uma cópia

– Isso é blasfêmia! Você está proibido de lê-lo (pra que dizer isso pra ele? Algo me diz que ele já sabe) – ela gritou – Você traiu cada anjo no céu quando você caiu (o que isto tem a ver com a primeira fala?)

– Quantos deles sabem do que estou atrás? – ele perguntou – Quanta ameaça eu represento pra eles?

Ela balançou a cabeça de um lado para o outro (dependendo da sua intepretação, esta cena é hilária)

– Eu não posso lhe contar isso. Já lhe contei mais do que devia. (mas você já desobedeceu leis pra falar com ele em primeiro lugar! Não vejo como a situação pioraria)

Patch tenta convencer Dabria (sério, esse nome…) a mentir pros higher-ups e dizer que ela o convenceu a desistir de seus planos.

– Me prometa antes que você vai esquecer o Livro de Enoque. Dê a sua palavra.

– Você acreditaria na minha palavra?

– Não, – ela disse – não acreditaria.

E esta conversa foi

De um jeito ou de outro, Patch pergunta quem ele teria que salvar (mais especificamente, quem estava mais perto de morrer de acordo com o céu). Dabria convenientemente tem o poder de ter visões sobre esse tipo de coisa, e revela queeeee…. NORA GREY É A MAIS PRÓXIMA PESSOA A MOR-

WAIT, THIS IS BULLSHIT! ISTO ACONTECE 8 MESES ANTES!!!! 8, 8, MESES! MUITAS MUITAS GENTES MORREM EM 8 MESES! O primeiro atentado à vida da Nora (Ted) foi a menos de um mês! Que coisa mal escrita, grrrrr.

Após ouvir a revelação, Nora sai do transe, de volta ao hotel.

Eu não estava preparada para Patch, que me imobilizou na cama em questão de segundos. Ele prendeu meus pulsos sobre a minha cabeça.

Tá, isso não vai acontecer. Mas diga que isso não passou pela sua mente.

Patch exige saber o que Nora ouviu.

– Saia-de-cima-de-mim-ou-eu-vou-gritar!

– Você já está gritando. E não vai causar efeito neste lugar. Aqui é mais um motel do que um hotel.

Não é totalmente verdade. A escolha certa de palavras, o volume certo de grito e a intensidade de emoção podem ter efeitos satisfatórios.

Patch exige, mais uma vez, saber o que ela viu.

Meu corpo inteiro reagia com uma emoção tão exótica que nem conseguia nomeá-la.

Esta conversa está progressivamente mais estranha.

Nora revela que sabe que ele vem tentando matá-la, e acusa ele de estar tentando fazer isso agora (o lance do motor do carro morrer e tal).

– Você vem tentando me matar desde o começo. Vai me matar agora? – eu o encarei, sem freaquejar e sem piscar, tentando impedir as lágrimas de saírem enquanto lembrava no dia fatídico em que ele entrou na minha vida. (Vontade de vomitar, aumentando)

– É tentador.

Lamento pelo uso repetido desta imagem, mas é que ela captura tão bem minha expressão ao ler esse tipo de coisa.

Nora tenta se debater e fugir do agarramento (não esse tipo de agarramento! Por enquanto…), mas nota que é inútil tentar enfrentar a FORÇA SUPERIOR DO PATCH (*suspira*) e desiste.

Patch fixou os olhos em mim. Estavam mais pretos do que nunca.

E o fato de você conseguir notar isso no meio de um BLECAUTE numa sala iluminada com uma única vela, é… bem impressionante, pra dizer o mínimo.

Conseguia até sentir as batidas do meu coração nos dedos dos pés.

Nora então diz que se o Patch quer matá-la, que vá em frente (argh, que patético! RESISTA, MULHER!), mas que antes diga: por que ela? Ele diz que é porque ela tem “genes ruins”, e deixa por isso mesmo. Nora fica irritada, dizendo que só terá o resto da história depois que Patch perder o controle e matá-la.

– Eu não preciso perder o controle para matá-la. Se eu quisesse vê-la morta há cinco minutos, você estaria morta há cinco minutos.

CHARMING. Patch parece TÃO desejável. *cofcof*

Eu engoli seco perante o pensamento razoavelmente desagradável.

PENSAMENTO RAZOAVELMENTE DESAGRADÁVEL? Isso era pra ser ENGRAÇADO!? SUA VIDA ESTÁ EM RISCO, SUA OTÁRIA!! EU QUE-… ergh. Respire fundo, Marcelo, só mais 7 capítulos… só mais 7 capítulos…

Patch começa a afrouxar suas mãos, perguntando se Nora tentará fugir se ele soltá-las.

– Por que você se incomoda se eu fugir? Você irá simplesmente me arrastar de volta.

– Sim, mas isso ia causar um escândalo.

E POR QUE ISSO CONVENCERIA NORA A NÃO FAZÊ-LO!!? If anything, isso INCENTIVARIA ela. Ah é, mas Nora é uma retardada, ESQUECI.

Nora pergunta se Dabria (argh, esse nome!) é namorada do Patch. Ele diz que ela ERA, não é mais. Daí Patch solta Nora, e Nora resolve tentar bater nele (you go, girl!). Infelizmente os socos e tapas e cotoveladas (sério, cotoveladas) não surtem nenhum efeito, PORQUE PATCH É TIPO ASSIM TÃO FORTE. Argh, isso me lembra quando Bella tentou dar um soco no Jacob e quebrou a mão em…. n-naquele outro livro.

Nora pergunta se Patch tinha entrado na escola para matá-la. Ele diz que sim. Ela fica irritada e diz que este é o momento de se gabar dele, ao mesmo tempo que lamenta porque ela acreditou nele e VOCÊS SABEM O DRAMA, dang it.

– Eu entendo que esteja zangada… – disse Patch.

– Eu estou totalmente arrasada! – eu gritei.

Patch faz a coisa mais sensata que consegue pensar. Ele a segura e se aproxima, e…

Senti seus lábios se pressionando sobre os meus com tanta força que parou qualquer insulto que eu estava prestes a proferir (parece horrivelmente desconfortável). Suas mãos desceram para os meus ombros, rastejaram pelos meus braços, e terminaram nas minhas costas. Breves sensações de pânico e prazer me atravessaram. Ele tentou me puxar para mais perto dele, e eu mordi seu lábio.

Ele lambeu seu lábio com a ponta da língua (redundância power!)

– Você me mordeu? (não, te dei chocolate. O QUE É QUE TU ACHA!?)

– Tudo é uma piada pra você? – eu perguntei. (sei que pra mim este livro inteiro é)

Ele levou sua língua ao seu lábio de novo.

– “Tudo”, não (ele falou com a língua nos lábios? Imagem mental bizarrinha)

– O quê, por exemplo?

– Você.

Patch então fala telepaticamente com Nora, fazendo-a notar que… é, de fato, ele é capaz de fazer isso. Ela também chega à conclusão de que ele pode mandar não apenas palavras como imagens para o cérebro dela; e que foi ele quem tentou matar ela n’O Arcanjo, e foi ele quem fez ela pensar que o celular dela tinha ficado sem bateria para forçá-lo a dar-lhe uma carona (imagino que ele também tenha manipulado os OUVIDOS e o TATO dela para que ela fosse incapaz de ouvir o toque do celular, ou sentir sua vibração. Mas ey, plotholes serão plotholes).

Ele admite (após colocar “as duas mãos apoiadas na parede atrás de mim, em volta do meu rosto”, o que é um pedaço de fanservice bem desnecessário numa cena tão tensa) que sim, é um tipo de poder especial de anjo caído. E ele manipulou o Treinador (lembra, aquele personagem que não aparece há um bom tempo) para fazê-los sentar no mesmo lugar, e tentou matá-la tanto no arcanjo quanto na casa dela (quando ele pegou a faca na cozinha, lembram?), mas que não conseguiu ir adiante com isso. Na minha opinião alguém que vive a séculos teria uma visão menos “piedosa” com vidas alheias, mas esse é o lado do meu cérebro que quer mais suspense falando. E desde quando matar alguém dentro da própria casa sequer PARECE uma boa idéia?

Eu respirei fundo.

– Eu não entendo você. Quando eu lhe disse que meu pai foi assassinado, você parecia genuinamente com pena. Quando você conheceu minha mãe, você foi gentil.

– Gentil. – repetiu Patch – Vamos manter isso entre nós dois.

ISSO LÁ É HORA DE RE-APLICAR SUA PREFERÊNCIA PESSOAL POR BAD BOYS, FITZPATRICK?! PORQUE- argh, minha pressão!

Nora tem um ataque de anemia conveniente que dura umas duas páginas, até Patch mandá-la respirar fundo… yeah. Isso foi meio inútil.

Ela pede para tocar na cicatriz denovo e ver mais do passado do homem. Ele recusa um pouco, mas aceita, dizendo que ela poderia não gostar do que veria. Após dois parágrafos num monólogo interno sobre o quão ético ou não seria ver o passado dele (wth), ela toca, e o capítulo se encerra quando outro flashback começa.

…Sabe, flashbacks são bacanas, mas cadê a trama que acontece no presente?

Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Comentários

  • Ágatha  On março 7, 2011 at 6:14 am

    “Patch riu. Era um riso que dizia: “eu tenho muitos planos. A qual deles você está se referindo?”.

    *tenta fazer esse riso*

    *fails*”

    Ri de tanto chorar lendo esse trecho. Apesar de adorar esse livro, achei muito engraçado a zoação que você aprontou para Sussurro. Morro de rir com as coisas que você diz. xD’

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: