Capítulo 22… provavelmente

CAPÍTULO 22

Vou resumir este capítulo em um curto parágrafo:

Nora e Patch entram no hotel de beira de estrada. Telefones não funcionam. Eles resolvem passar a noite (porque Patch convenientemente tem dinheiro o suficiente). Patch provoca Nora enquanto ela fica “eu não vou fazer ‘aquilo’ com o Patch apesar de eu estar obviamente inclinada a fazer”, e isso dura umas 10 páginas. Fim.

E isso marca 8 capítulos que ainda faltam, e que a trama desta história (se é que existe) terá que ser introduzida e desenvolvida neles. Isso é… patético.

Mas à spork do capítulo…. 21?

Note que no canto superior esquerdo da segunda página do capítulo, ele está enumerado corretamente. Quem é o revisor desta coisa?

A chuva fica mais forte quando Nora e Patch enfim alcançam o motel hotel barato e de fama duvidosa. Nora planejava simplesmente usar o telefone, mas as linhas caíram. O dono do lugar não tem mais um celular. O celular do Patch ficou sem bateria. A energia elétrica acaba justamente quando eles chegam lá, então Patch não poderia carregar o celular – mesmo – se ele não tivesse esquecido o carregador.

Parece um furacão de conveniências para que os dois passem a noite no lugar. Como se um Deus universal – chamemos ele de “escritor(a)” – estivesse orquestrando todas essas improbabilidades para forçar interação entre os dois.

Ou vai ver estou imaginando COISAS, quem sabe, né.

Mas vou parar de pular pedaços da spork, prometo. Após Nora pedir um telefone:

– Não dá não. As linhas estão fora do ar. Por causa da tempestade.

– C-Como assim a-as l-linhas estão f-fora do ar?

Não estão funcionais. Não prestam. Estão quebradas. Estão indisponíveis por tempo indeterminado. Não servirão aos seus propósitos no momento. “Unavaliable”. Fora de serviço. Escangalhadas. Esculhambadas. Deram “tilt”.

Daí ocorre o blecaute, e o dono do lugar oferece ao não-casal duas velas que parecem ser capazes de iluminar absolutamente tudo (?), uma pro banheiro, uma pro quarto.

E não que seja importante, mas aprendemos que o dono do lugar ainda mora com a mãe apesar de ter 40 anos. Ah, e ele nos faz a cortesia de contar que o local é mais ou menos obviamente um motel. Casais vão em segredo. Fazem coisas. Pagam em dinheiro. Tá.

– Isso é loucura – disse a Patch, num sussurro.

– Eu sou louco – ele estava prestes a sorrir de novo.

Então ele disse isso com uma cara séria? Imagem mental estranha.

Os dois entram no quarto.

Tirando seu chapéu de beisebol, [Patch] balançou as pontas de seu cabelo como um cachorro molhado.

*segura um risinho*

Patch diz que Nora tem que tomar banho.

Nora: Olha, só pra VOCÊ SABER, EU NÃO TENHO NENHUMA OBRIGAÇÃO DE FICAR NESTE QUARTO!!
Patch: …Então você vai embora?
Nora: EU NUNCA DISSE ISSO!
Patch: …Tá…
Nora: Além disso eu tomo banho SE EU QUISER, fique você sabendo que não apoio esta loucura e-
Patch: Uma observação – é difícil levar você a sério quando você está vestindo a minha ex-camisa extra, ainda mais ensopada e colada no seu corpo.
Nora: *levanta um dedo, desiste, e vai pro banheiro*

Não que isso venha ao caso, mas o que aconteceu com o guarda-chuva de Nora? Ele não deveria impedir que a camisa ficasse ensopada? (Digo, sim, teria molhado, mas não teria molhado TANTO).

Nora liga água quente, começa o banho, e imediatamente pensa sobre como ela se sente sobre Patch. De novo.

Antes, eu me sentia atraída por Patch por um forte campo de força.

Fitzpatrick, você sabe o que significa o termo “campo de força”?

Agora, me sentia atraída por algo completamente diferente. Algo que envolvia muito mais calor. Uma conexão hoje à noite seria inevitável. Numa escala de um a dez, isso me apavorava num nível 8. Mas me intrigava num nível 9.

Odeio ter que apontar isso, mas…. como essa atração mudou, afinal? A interação entre vocês dois não É NATURAL. Você segue Patch por aí como uma cachorrinha, ele se recusa a contar coisas, vocês nunca tem uma conversa de fato intima, e nem se conhecem a tanto tempo… e repentinamente “UMA CONEXÃO HOJE À NOITE É INEVITÁVEL”? Se a menos você usasse algum outro argumento… sei lá, até hormônios. Mas não me venha com essa de “nossa atração evoluiu”.

A camisa emprestada ficou ensopada demais, portanto Nora ficou condenada a usar camisola e calcinha. Patch lhe empresta a camisa que ele estava usando (e que ele obviamente também molhou, e que portanto não faz muito sentido). Nora sugere que ele também tome banho.

– Estou cheirando tão mal assim?

Na verdade, ele estava cheirando tão bem. O cheiro de cigarro se foi, e o de menta ficou mais forte.

É, a água da chuva foi bem seleta em quais aromas saíam e quais aromas ficavam.

Nora enfim para de babar em cima do sujeito após ele entrar no banheiro, e começa a refletir sobre tudo o que aconteceu. Blá velha que morreu e sumiu, blá não adiantaria contar isso pra pessoas, blá Vee está em perigo com o Elliot, blá. No fim das contas ela volta a pensar no Patch, do mesmo jeito.

Desde que Patch estivesse por perto, eu estaria protegida do perigo (uuughhh), mas isso não significa que eu esperava que ele agisse como um anjo guardião.

SACOU? ELA USOU A PALAVRA ANJO PARA DESCREVÊ-LO PORQUE ELE É- argh, alguém me livre deste sofrimento.

Sim, o uso da palavra lhe faz refletir sobre o possível status de anjo do Patch.

MAS ESPERE! É HORA DE FANSERVICE ESCRITO!!!!11111!!!1!

A água parou, e logo em seguida Patch saiu, usando apenas suas calças jeans molhadas um pouco abaixo de sua cintura (…). Uma olhada breve revelava que Patch passava horas dos seus dias correndo e carregando peso. Um corpo tão definido não se ganhava sem suor e trabalho duro. De repente, me senti um tanto auto-consciente. Pra não dizer amolecida.

Sabe, não há nada de errado em fanservice, mas… há hora e local pra tudo, e algo me diz que após VER UMA MULHER MORRENDO E O CADÁVER DESAPARECER não é.

– Que lado da cama você vai querer? – ele perguntou.

– Hã….

Um sorriso de raposa.

Ele acusa ela de estar nervosa, ela diz que não está nervosa, ele diz que ela é uma mentirosa.

Levei minhas mãos à minha cintura, comunicando um silencioso “como é que é?”

O capítulo se conclui com Nora, após mais babação, notando as cicatrizes nas costas do rapaz. Daí ela….

….faz….

….algo?

Sem pensar, escorreguei minhas mãos pelo seu peito, envoltando-o até alcançar suas costas. Um dedo tocou tocava sua cicatriz direita.

Patch se enrijeceu ao meu toque. Eu fiquei paralisada, a ponta do meu dedo movendo-se em sua cicatriz. Demorei um instante para notar que não era a ponta do meu dedo que estava se movendo, mas eu. Todo o meu corpo.

Eu fui sugada por uma passagem sombria e suave, e tudo escureceu.

Veremos se dentro da cicatriz do Patch encontraremos um enredo.

Até lá.

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