Capítulo 21

CAPÍTULO 21

O capítulo começa com o tempo fechando, chuviscos aparecendo e postes brilhando com uma “luz estranha” (?).

Eu saí apressadamente do Blind Joe, feliz de ter (…) trazido comigo meu guarda-chuva.

Pera lá… ela não disse no capítulo anterior que tinha levado apenas o celular e um mapa?

No caminho para a parada de ônibus, Nora sente um frio na espinha que sentiu nos últimos ataques do Ted. Ela pega atalhos por becos perigosos e escuros para chegar na parada de ônibus (esperta, essa menina). Infelizmente ela não é atacada por um assassino, e chega na parada em segurança.

Eu ouvi o barulho do ônibus, e momentos depois ele virou a esquina, materializando-se a partir da névoa.

Que melodrama.

Nora é a única passageira no ônibus, o que, apesar de absurdamente improvável, poderia ser uma boa oportunidade para mais suspense e coisas assustadoras. Infelizmente nada disso acontece, então o fato do ônibus estar totalmente vazio é completamente desnecessário e não acrescenta nada à trama, como uns bons 50% do livro.

Nora começa a trocar mensagens de celular com Vee, e aqui notamos que não apenas Fitzpatrick comete erros, como o revisor dela precisa ser despedido.

Obviamente, a parte “I TEXTED BACK” era pra estar em letras minúsculas, já que é parte da narração, não da mensagem.

A menos que Nora esteja tentando narrar sua troca de mensagens EPICAMENTE.

Vee está numa festa com Elliot e Jules na área, e convida Nora (a esta altura as duas já estão conversando no telefone em si, não via mensagens). Ela convida porque Elliot e Jules tiveram que ir buscar alguma coisa em Kinghorn, e Vee é uma garota sozinha numa festa numa rua perigosa.

…Essa tensão é… totalmente inútil, porque… Vee é uma idiota. E o leitor não consegue achar motivos pra ligar se ela está lascada ou não.

Nora pede pro motorista parar e dizer a direção da rua (eu acho que seria sensato ela pedir uma carona, já que o ônibus está sem ninguém além dela, e o lugar aparentemente não fica longe… MAS DAÍ NÃO TERÍAMOS SUSPENSE!!!!111!!1ELEVEN!111), e ele pergunta se Nora é louca de ir pra uma vizinhança tão perigosa. Mas ela vai, e é até meio frustrante o quanto isso é imbecil.

Nora anda pelos becos perigosos até se deparar com uma velha sem-teto arrastando um carrinho. Nora pede direções, e a velha diz que dará, desde que Nora entregue seu casaco, depois o chapéu… e ela entrega, e o celular dela está dentro do casaco. Argh, isso é doloroso de ler. Como alguém consegue ser tão estúpido.

O resultado é que o lugar fica muito muito mais perto do que se imaginava (mais ou menos do lado), e a velha passou a perna na Nora (não que seja uma grande conquista). Nora caminha assustadamente pelo caminho indicado, quando vê um carro preto aparecendo no caminho adjacente a partir do qual ela veio. Ela consegue ouvir a porta do carro abrindo, e dois tiros sendo disparados. Depois, o carro fecha a porta, e parte.

Nora volta para verificar, e encontra a velha sem teto no chão, provavelmente morta.

Líquido negro fluía pelo casaco que eu estivera usando três minutos antes.

SANGUE. SAN-GUE. S-A-N-G-U-E. Sem essa de “líquido negro”. Soa como fanfic. O que isto é, em espírito.

Nora vasculha o casaco atrás do seu celular (yay, graverobbing), só para descobrir que não está mais lá. Ela então tenta usar um telefone público próximo para chamar uma ambulância, mas pouco depois de chegar nele, uma rápida olhada para o lugar onde estava a velha revela que – como já disse – ela não está mais lá.

Ela começa a ouvir passos, e fica razoavelmente apavorada. Acreditando ser o Ted, ela liga para Patch e pede uma carona. Ele não demora a chegar.

Ele retirou sua vestimenta externa – um camisa preta de manga comprida -, ficando apenas com uma camisa preta que estava por baixo.

Eu não sei o que é pior – o fato de Nora nos dar Costume Porn após uma experiência traumática, ou o fato de que Patch mostra, mais uma vez, pistas de ser secretamente o Black de algum Super Sentai.

[A camisa] exalava cheiro de cigarro, água do mar e sabão de menta.

Sempre me dá a sensação que Nora tem um olfato canino quando se trata do Patch.

Alguma coisa [no cheiro/na camisa] completava os locais vazios dentro de mim (como o meu cérebro) com segurança.

É. Porque quando eu penso em cheiro de cigarro, penso em segurança.

– Eu acho que estou ficando enjoada – eu disse. O mundo girava, incluindo Patch – Preciso das minhas pílulas de ferro.

Pílulas de quê…?

AH É, A ANEMIA! Lembra, aquele plot point que foi citado… há uns 15 capítulos atrás, e que foi totalmente esquecido em todos os outros momentos de perigo e pressão?

Quem diria, isso significa que agora ele terá relevância e será levado a sério, certo?

– Shhh – ele disse, me segurando contra seu corpo – Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui, agora.

Uhhh….. oi? Ela tem uma doença. É uma condição. Ela PRECISA do remédio. Um bishie abraçando ela não cura nada, isso é uma coisa de biologia. Claro que isso não vai funcionar.

*lê um pouco mais, vê que a sensação passa*

Fitzpatrick, eu te odeio. E muitas pessoas com anemia provavelmente também te odeiam.

Nora pega o celular do Patch emprestado, e usa mensagens pra descobrir como está Vee. Aparentemente Elliot e Jules levaram ela pra casa.

….

CONCLUSÃO: Tudo o que aconteceu até aqui foi TOTALMENTE INÚTIL, e se a Nora tivesse continuado no ônibus e ido pra casa, nada teria mudado, e ela não teria que presenciar nenhum assassinato. GAWD eu odeio esse livro.

Nora pede para Patch levá-la para a casa de Vee, e ele a leva.

Minutos depois estávamos na estrada litoral, contornando um penhasco bem acima do oceano. Eu já tinha vindo por esta estrada antes. Quando o sol brilhava no céu, a água ficava azul-acinzentada, com pedaços verde-escuros em que folhagem boiava sobre a água. Mas era noite, e o oceano era um veneno preto e plano.

VENENO. PRETO. KHJS.ADK;HYGTLAJEBN TRKLAJDFH.A,MDBNRKAGHDRF.

Patch pergunta o que houve, mas Nora já aprendeu que não é muito inteligente contar que você viu alguém morrer e depois desaparecer num piscar de olhos.

Não estava com humor para aguentar alguém me lançando olhares de escárnio e risadas. Não o Patch. Não agora.

É, eu consigo acreditar que há – *tosse tosse* – romance entre os dois.

De um jeito ou de outro, ela conta partes da história (o roubo do casaco e do celular).

Lei de Murphy ataca, e o carro para no meio da estrada. Patch verifica o motor, e parece que o motor quebrou forever. Nora diz que há um hotel por perto, e que iria lá sozinha para chamar um táxi. Mas Patch afirma que não deixaria ela ir sozinha.

– Eu é que não chego perto de um hotel com você – soei firme para dificultar o processo de mudar de idéia.

– Você acha que nós dois somados a um hotel de beira de estrada formamos uma combinação perigosa?

Para dizer a verdade, acho.

Achei que vocês iam chamar um táxi, não passar a noite. E de onde vocês MATERIALIZARIAM dinheiro, afinal?

O capítulo se conclui quando Patch convence Nora com o argumento de que começará a chover.

Isso não muda nada, mas aparentemente é suficiente para convencê-la a ir com ele, porque…. ele…. pode proteger ela da chuva?

Sei lá.

Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: