Capítulo 18 + 19

CAPÍTULO 18

18. FUCKING. CAPÍTULOS. Sabe, qual é o PROPÓSITO de um “romance perigoso” se você espera 2/3 do livro se passarem até revelar que ele é um ser sobrenatural!? Nem Stephenie Meyer demorou tanto; e aquela mulher é a RAINHA da enrolação!

O capítulo começa com nosso amigo Ícaro levando nossa protagonista para lanchar numa lanchonete que aparentemente era um moinho de vento (ou algo do tipo – a escrita aqui é abstrata). No caminho, Nora reflete sobre a reação da mãe ao ouvir sobre Patch.

Patch não era o tipo de cara que as mães gostavam. Era o tipo de cara que fazia elas trocarem as trancas das portas.

E ainda assim você é obsecada por ele. A síndrome de bad boy! ELA QUEIMA!

Nora pede pra Patch ir comprar o lanche e trazer para comerem no carro. O lanche que ela pede segue aquele esteriótipo de que mulheres são cheias de frescura no que querem comer (“sem maionese. Ah ah, e sem pickles), mas admitidamente, na nossa sociedade meio que todo mundo faz isso. E enquanto isso ela vasculha o carro atrás de alguma informação nova, algo que revelasse algo sobre ele.

Se eu fosse Patch, e quisesse esconder algo super-secreto, eu não esconderia no meu quarto, no meu armário da escola, e nem na minha mochila, pois todos poderiam ser confiscados ou vasculhados. Eu esconderia no meu brilhante carro preto com o sistema de alarme sofisticado.

Sim, ninguém pensaria em confiscar ou vasculhar um carro!! Exceto o departamento de trânsito, assim que Patch causasse algum pequeno delito; ou a polícia, caso ele se envolvesse numa investigação policial; ou… muitas pessoas, pra falar a verdade.

E me expliquem – como se confisca um quarto?

Seria suficiente (aprender) a combinação do armário dele ou o número do seu celular.

A combinação do armário é meio nonsense, já que ninguém normal anotaria ela num papel e deixaria no carro. Sobre o celular… já pensou em perguntar pra ele?

Após buscar bastante, ela encontra uma lanterna sem pilhas. Ao verificar melhor, ela encontra… MANCHAS… VERMELHAAAAS!!!!! No cabo. Ela imediatamente chega à conclusão de que são de sangue, causadas porque Patch espancou Marcie com a lanterna, e mentiu pra ela. Ela coloca as coisas de volta enquanto Patch sai da lanchonete, acompanhado de um relâmpago (juro que não estou inventando isso). Daí ele entra no carro.

Ele ergueu seu chapéu de beisebol (PARE DE USAR ISSO!) e livrou-se da água da chuva em seus cabelos. Ondas negras curvadas eram visíveis em toda parte.

Caso esteja se perguntando o que a segunda frase significa, é uma maneira ‘chique’ de dizer “o cabelo dele ficou bagunçado”. Fitzpatrick deve ter tido aulas com o Purple Prose Cat.

Nora então pergunta sobre o sangue… o que é meio idiota, porque se ele realmente bateu na Marcie, ele provavelmente não deixaria barato você ter descoberto. Dane-se. Ele responde tiraaaando UMA ARMA DO LADO DO BANCO!

Eu gritei.

Ele se inclinou sobre mim e cobriu minha boca com sua mão.

…Car sex?

Nah, ele só cala a boca dela (enfim!) pra revelar que a arma é de paintball. A mancha na lanterna era de tinta; estavam brincando de roubar bandeira, e a lanterna era a bandeira.

Hoh, que bom que isso foi totalmente irrelevante e inútil (como os últimos 17 capítulos). E tudo isso poderia ter sido evitado se Nora tivesse, sei lá, CHEIRADO a mancha ao invés de imediatamente concluir que era sangue. Sério, você é péssima em julgar pessoas.

Patch diz que não foi ele quem bateu na Marcie, de novo. Eles seguem pra casa da Nora, e Patch fica zangadzinho até chegarem lá, mas aí ele supera. Nora faz algum comentário superdetalhado sobre os lábios do Patch, mas felizmente isso não nos leva a agarração irritante. Ao invés disso, Patch entrega a Nora um presente.

– Pra quê isto? – eu perguntei, espiando dentro da sacola, sem ter a menor idéia do que havia dentro.

Eu amo esta frase. É bem semelhante em espírito a coisas de fanfic amadoras, tipo “- Oh, quem é você? – perguntei, sem ter a menor idéia de com quem estava falando”.

O presente é um globo de neve (NEVE!) com uma miniatura do parque de diversões que tinha o Arcanjo. Eu particularmente acho esse o presente mais besta, estúpido, sem graça e anti-climático (hihi. Climax) pra se entregar pra uma garota num encontro, mas ey, eu não sou UM ANJO CAÍDO DARK E SEXY pra saber que tipo de presentes prestam. Além do que, ela não teve uma experiência horrivelmente traumática na montanha russa desse parque? Que tipo de monstro insensível entrega um presente que faz a pessoa se LEMBRAR de um momento ruim?! PRA QUE alguém fabricaria uma miniatura de um parque pra vender acompanhada de NEVE?! POR QUE NADA NESSA COISA FAZ SENTIDO!!??!?

Nora gosta do presente, apesar disso (algumas pessoas são facilmente agradadas. Ou se conformam). Sobre a descida do destino, Nora questiona se Patch não pode dizer o que realmente aconteceu lá. Ele responde que “ela não quer saber” (apesar de ter, tipo, perguntado. Pela terceira vez), e antes que a conversa avançasse a mãe da Nora aparece na porta de casa.

“SEND HIM IN!”

(Melhor cena do filme; quem discordar é um prep)

Bem, a cena acontece do modo clichê que, sinceramente, não vale a pena detalhar. A mãe da Nora (que descobrimos se chama “Blythe”, que é um nome de verdade, mas ainda assim bem esquisito) questiona Patch sobre sua vida/emprego/carro/notas na escola e tal, enquanto Nora tenta evitar a conversa pra mãe não descobrir que ela está namorando o pior partido da história dos partidos. No fim, Patch menciona ter que ir resolver umas coisas, mas antes de sair Blythe faz uma última pergunta: o que os dois fizeram no encontro, afinal?

– Jantamos no Topsham – eu respondi depressa. – Sanduíches e refrigerante. Noite 100% inofensiva.

O problema era que meus sentimentos por Patch não eram nada inofensivos.

…Então, você quer machucar ele?

VIVA, NÃO ESTOU SÓ \o/

CAPÍTULO 19

Se você considerar “dedução independente porém correta” como revelação, então este capítulo revela que Patch é um anjo caído. Se você for como eu e preferir ouvir isso direto da boca da cria de Lúcifer, então estamos 19 capítulos no livro e ainda não foi revelado.

Nora guarda o globo de neve, notando que ele é um tanto assustador considerando o que o parque significou pra ela, como eu apontei. Ah, e ela suspeita que haja uma câmera nele.

Ela liga pra Vee, e temos toda a conversa preppy “Ai, como foi o encontro?” “Ai, tipo assim, ele tava tipo SUPER gato” “Rolou alguma coisa, ai, conta!” “Nah, não aconteceu nada” “HÁ, até parece”, etc. Nora comenta sobre a… “briga” no local da sinuca. Vee is not impressed.

– É disso que eu estou falando. Vocês dois resolvem sair… e ele se mete numa briga? Qual é o problema dele? É como se ele fosse mais animal do que humano.

Oh, Vee. Eu amo você por essas pequenas pérolas de diálogo, mas ao mesmo tempo te odeio com todas as minhas forças pelo resto do seu diálogo.

Nora pondera sobre a cicatriz em forma de V nas costas do Patch, quando ela lembra que a ilustração de anjo caído no Arcanjo tinha uma cicatriz igual, no exato mesmo local. As engrenagens do cérebro dela começaram a rodar! Ela compara as duas figuras (Patch e o desenho).

Ambas (as cicatrizes) haviam ficado preto-alcaçuz após curadas (…).

PRETO. ALCAÇUZ. Eu sei que zoei até a morte o “preto como o oceano à meia-noite” (porque, bem, É RIDÍCULO), mas… Fitzpatrick, você realmente usou uma GULOSEIMA pra rotular uma cor?

Num livro que supostamente era pra ser SÉRIO?

Estou levantando acusações de Stealth Parody.

De um jeito ou de outro, Nora resolve encerrar a conversa e pesquisar sobre a questão, mas primeiro…

– Eu não acho que [minha mãe] gosta do Patch.

– Não brinca! – disse Vee – Imagina só, uma coisa dessas.

Repito minha constatação sobre a Vee que fiz acima.

Nora então vai pra sala do computador da casa, que de acordo com a descrição é a sala mais desconfortável do mundo. E tem cortinas laranjas na janela. Ela liga seu computador pra conectar à internet!

Dez minutos depois o computador estabeleceu uma conexão discada com a Internet, e eu digitei “cicatrizes de asas de anjo” na barra de busca do Google (…).

Eu apertei “Enter” e cliquei no primeiro link antes que mudasse de idéia.

ANJOS CAÍDOS: A ASSUSTADORA VERDADE

*passando pelo Google* Se você digitar “angel wing scars” no Google, o primeiro link é um blog que não parece ter nada a ver com anjos caídos. Se você digitar entre aspas, o primeiro link será uma review (bem negativa) deste mesmo livro na Amazon.com, enquanto que o segundo será um site de tatuagens.

Nossa, o que pode ser dito sobre essa cena… bem, acho que todos os que leram aquela outra série de livros e/ou assistiram o filme de aquela outra série de livros devem ter notado que… é uma cópia bem descarada da cena daquele livro de como a Bella pesquisa sobre vampiros. Mas vai além disso – pra toda a lameness daquela cena, ao menos Stephenie Meyer mostrou que sabia usar a internet no nível de pesquisar coisas no Google – ela descreve que Bella teve que passar por páginas e mais páginas de lixo popular sobre vampiros (RPGs e tal) até encontrar uma página genuína. Fitzpatrick, por outro lado, diz que foi O PRIMEIRO LINK. Numa era com a internet tão acessível como esta, é difícil de acreditar que alguém escreveria uma pérola dessas.

E eu acabei de usar Stephenie Meyer como um exemplo positivo? Cruzes, Fitzpatrick é pior do que eu pensava.

Voltando à spork, Bella continua a ler a página.

Na criação do jardim do Éden, anjos celestiais foram mandados para a Terra para vigiar Adão e Eva. Logo, porém, alguns anjos ergueram seus olhos para além das paredes do jardim. Eles se viam como futuros governantes da população do planeta, almejando poder, dinheiro, e até mulheres humanas.

Sim, ela escreveu “anjos celestiais” (se bem que isso pode ter sido pra mostrar como o site que a Nora está vendo é ruim – ele esquece de usar letras maiúsculas após pontos continuando, de vez em quando).

Sei que esse site não é pra ser confiável (apesar de que o livro revelará que tudo o que ele disse está certo), mas… como esses anjos podem ter almejado governar a população do planeta, poder, dinheiro e mulheres se Adão e Eva ainda não tinham saído do Éden? Únicos seres humanos na Terra, sabe? Vida primitiva e tranquila e todo esse lero lero?

O site continua descrevendo que os anjos então fizeram Eva comer o fruto proibido para abrir os portões do jardim (ao invés de, sei lá, fugirem. Não é muito mais ilegal do que o que eles fizeram), e Deus puniu eles por isso e por eles serem tão cheios de si. Eles perderam as asas e foram condenados a ficarem na Terra (apesar de que eu acho que era o que eles queriam pra começo de conversa, mas acho que vou entrar numa discussão religiosa se continuar contestando isso). Anjos caídos podem possuir pessoas e fazem isso após guiá-las pelo mau caminho ao comunicarem-se com elas telepaticamente. MAS tal posse só pode ocorrer no mês hebraico do Cheshvan, o mês amargo e sem feriados e entre lua cheia e lua nova e já lemos sobre isso no prólogo.

Nora faz uma pausa para processar a situação.

Eu estava sem pensamentos. Nenhum.

Novidade.

Apenas uma enorme quantidade de emoções se entrecruzando em mim. Dentre elas, um fascínio frio, apavorado, e um mau presságio.

(e fome).

Um tremor involuntário me despertou do transe.

Bem, teria sido engraçado se tivesse sido voluntário.

Nora lembra que Patch também conseguia falar com ela mentalmente, e uma vez guiou ela pelo mal caminho de vencer um jogo de beisebol (AQUELE MONSTRO!). Somado com as cicatrizes de asa, ela começa a somar 2 + 2.

Ela continua lendo. Aqui vemos que anjos caídos podem ter filhos com humanos através de relações sexuais (anjos não eram assexuados?), sendo tais híbridos os Nefilins (Nephilim), crias malditas que todos odeiam e que Noé tentou matar ao encher o mundo de água (cccerto), mas que parecem ainda existir no nosso mundo.

Hum. Híbridos entre humanos e qualquer que seja a criatura anti-católica da história. Isso me é…

Tão…

Familiar…

Ren…Renes…m…

Opa, me distraí.

Eu me afastei da mesa. Espremi tudo o que li em um diretório mental e o arquivei. E carimbei “SINISTRO” no lado de fora do diretório.

Após mais angsting sobre Patch ser um anjo, Nora recebe uma ligação de Vee querendo saber algo sobre a sua dieta das cores (that’s not funny either!). Primeiro ela pergunta se Vee acredita em super heróis (PARE DE COPIAR COISAS DE aquela outra série de livros !!!!!!), e esta responde que acredita depois de ver Tobey Maguire como Homem-Aranha e Christian Bale como Batman (eu até entendo o Bale, mas… Tobey Maguire? Sério?). Nora nota que foi estúpido perguntar isso, então pergunta sobre as idas de Vee à igreja.

Peraí, Vee pertence a uma religião cristã?

Nossa.

– Você acha que a Bíblia é precisa? Digo, você acha que é real?

– Eu acho que o Pastor Calvin é um gato. De um jeito quarentão. E isso resume minhas convicções religiosas.

O capítulo termina com Nora indo dormir morrendo de medo.

Espero que ela sinta dor e sofrimento.

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