Capítulo 17

CAPÍTULO 17

17 capítulos… e ainda não. Se chegarmos até o capítulo 20 e ele ainda não tiver revelado, eu vou acabar abandonando meu voto de não beber. Provavelmente.

Nossa heroína está protelando para não fazer dever de casa enquanto reflete sobre todas as coisas importantes da vida – Patch, seu encontro com Patch, e refletindo se deve contar para a mãe sobre seu encontro com Patch. Ah, e o pensamento principal dela é:

Patch e eu tínhamos assuntos não-resolvidos. Nosso último beijo foi interrompido. Mais cedo ou mais tarde, o beijo teria que ser concluído. Eu não tinha dúvidas de que queria a conclusão, só não sabia se estaria pronta esta noite.

Eu particularmente, se tivesse dois cromossomos X e uma quantidade suficiente de neurônios, ficaria preocupada com sair com o cara bizarro que sabe todos os detalhes do meu comportamento, que aparentemente me segue e sobre quem eu não sei nada. Mas ey, Nora não é uma pessoa como outra qualquer – seu principal pensamento é sobre como seria o beijo e como o beijo seria o máximo e quente e iiiiiHHHHhhhhhHHhHhhh.

Daí Nora sobe pra se arrumar, e temos um pouco de make-up porn, seguido de:

“É como um encontro de estudo de biologia”, disse para o meu reflexo, com seriedade. “Só que… sem biologia, e sem estudo.”

Nora então se veste numa demonstração de costume porn, e segue para a porta. Infelizmente ela não encontra Patch, mas sim os dois policiais daquele capítulo em que ela chamou a polícia pela primeira e única vez. Eles estão investigando algo relacionado a Marcie Millar, então perguntam o que Nora estava fazendo com ela no domingo à noite, na biblioteca.

Suas palavras levaram alguns segundos até serem completamente processadas. A biblioteca. Quarta-feira. Marcie Millar.

Nora fala mais ou menos o que aconteceu, incluindo o lance do “porco anoréxico”, porque os policiais acharam que seria importante saber que tipo de insultos foram trocados (not making that up). Os tiras não ficam impressionados.

O Detetive Basso levou suas mãos aos quadris.

Ui, arrasa.

Esta é uma conversa insuportavelmente chata e mal-escrita. O detetive revela que Marcie foi espancada horrivelmente, e pressiona Nora a admitir que Marcie era uma garota que “merecia” e que isso deve ter sido obra dela, or something. Em algum ponto da conversa eles perguntam se ela tem prova de que não esbarrou na Marcie após sair da biblioteca. Nora comenta que foi de carona com o Patch, e o outro policial (cujo nome me escapa e eu não ligo) questiona se foi, de fato, APENAS uma carona.

– É uma pergunta bem simples. Mas se quiser que eu seja mais específico, posso ser. Quando eu estava no colegial, só oferecia carona para garotas nas quais eu estava interessado. Vamos partir daí. Qual é a sua relação com seu parceiro de biologia… fora da sala de aula?

Concordo com a resposta de Nora a esta pergunta (ei, há uma primeira vez pra tudo): “Isso é uma piada, certo?”.

Os policiais suspeitam que Patch poderia ter ido espancar a Marcie pra se vingar pela TROCA DE INSULTOS INFANTIS que aconteceu na porta da biblioteca. Nora meio que suspeita do Patch, mas

(…), mas Patch não era [do tipo de pessoa que bateria na Marcie pra se vingar]. Espancamentos sem sentido não faziam seu estilo.

Ele era mais fã de espancamentos com sentido.

Me perguntei se eu achava que ele estava escondendo alguma coisa.

Que frase… horrível. Mal construída. Mal planejada.

Ela mente dizendo que Patch NÃO está indo buscar ela pra sair, e que ela está arrumada e penteada pra ficar em casa. Eles não engolem, mas vão embora, e uns 10 minutos depois Patch aparece com um carro novo que ganhou numa aposta em sinuca.

…Conveniente.

Ah, e ele trocou de roupa! Ao invés de jeans pretos e camisa preta, agora ele está usando jeans pretos e camisa ligeiramente acinzentada! Ele é o Power Ranger Preto, por acaso? Tem que ficar andando com a cor da transformação pros telespectadores não se confundirem?

Nora pergunta a Patch sobre Marcie Millar, ele diz que não sabe de nada, ela meio que não acredita, mas eles vão sair mesmo assim. E pra qual lugar agradável e confortável o rapaz levará a sua garota pra “dar um rolé”?

Aquela sala de sinuca suja e fedendo a cigarro, do começo do livro.

…a síndrome do bad boy é…

…deixa pra lá.

Chegando lá, Nora se desentende um tantinho com o dono do local (o que me parece irrelevante pra cena, but ey). Patch leva sua acompanhante para o local de sinuca, que convenientemente não está lotado num domingo à noite. Daí o enviado de Zordon começa a ensinar Nora a jogar sinuca.

Patch passou uma mão na boca para apagar um sorriso.

Temos descrição chata e detalhada do funcionamento de sinuca, temos uma cena “Patch ensina Nora a jogar segurando ela por trás e ela fica envergonhada” (que esse livro já fez antes, com o Elliot, e isto está pouco variado), Nora não sabe jogar, blá. Daí Nora começa a dizer “aposto X que você não consegue encalçapar aquela bola”, e Patch começa a responder “não quero X, quero sua jaqueta” (?). Na segunda vez, Nora não diz o que foi apostado, portanto Patch diz que “ela fica lhe devendo essa”. Daí começa babação.

Seus olhos eram tão escuros quanto o oceano à meia-noite.

PFFFFAAAAHAHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHHAHAAHAHAUAHAUHAUAHUAHAUAHAHLOLOLOLOLOLOLHAHAHH ISSO FOI APROVADO POR UM EDITOR COMO UM LIVRO SÉRIO!

Minha temperatura interna se elevou em mais um grau.

Hipertemia, uhú.

Antes de podermos continuar com essa porcaria mal-escrita, um cara muito muito Jules (leia: muito alto) com “nariz de falcão e cabelo preto-azul” (?????) aparece. Seu nome é Nixon, aparentemente um velho amigo do nosso Patch. Temos apresentações razoavelmente amigáveis, e daí os dois amigos

De repente, Nixon investiu brincalhosamente sobre Patch, e os dois caíram no chão, rolando e trocando socos.

…Fitzpatrick, eu… posso não estar familiarizado com salões de sinuca, mas nós homens não fazemos o tipo da coisa “brincar de brigar” o tempo todo. Principalmente na frente da namorada de outro.

No meio da briga a camisa de Patch se rasga (LOLWUT), e Nora vê nas costas dele feridas horríveis que tomam a forma de um “V”. SERÁ QUE ISSO ERAM ASAS EU ME PERGUNTO OH DÚVIDA E MISTÉRIO. Enfim, Patch pede a camisa do Rixon.

Rixon dirigiu-me uma piscadela maligna.

*tenta piscar malignamente*

*não consegue*

Uma provocação inútil depois, Rixon dá sua camisa pro Patch, que estranhamente não fica grande demais nele. Daí Rixon explica que antes de Patch… fazer… o que ele faz hoje (?) ele lutava “Irish bare-knuckle boxing”” (“boxe com as mãos nuas Irlandês”; tem nome “oficial” em português?), e foi onde ele arranjou as feridas. Se eu fosse Nora, isso me faria questionar quanto anos Patch tinha quando ele lutava boxe; mas Nora é estúpida. Aqui também aprendemos que Patch é o apelido dele – o garoto se machucava tanto nas lutas de boxe, porque ele era ruim, que o Nixon sempre tinha que “consertar” ele (“patch him up”).

O nome verdadeiro dele, por outro lado, eu nem faço idéia. E se isso é um apelido, porque os professores também chamam ele assim?

Patch fitou-me e me mandou um sorriso medalha-de-ouro em briga-de-bar. O sorriso em si era bastante assustador, mas, sob seu exterior rígido, emitia uma nota de desejo. Mais do que uma nota, na verdade. Uma sinfonia inteira de desejo.

É oficial – isto é uma fanfic impressa.

Patch então leva Nora para o “próximo local” do encontro. O primeiro local foi super adorável, qual será o segundo? Um beco escuro? Uma boca de fumo? A ansiedade me mata!

ARGH, ainda 13 capítulos…

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Comentários

  • Yami  On agosto 22, 2010 at 7:44 pm

    Se patch é um apelido, por que estava então na ficha escolar dele?
    plotholehurr

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