Capítulo 15 – Halfway done!

CAPÍTULO 15

Antes de começarmos a dar uma olhada em mais um capítulo horrendo deste livro horrendo, tenho uma coisa a comemorar:

FINALMENTE TERMINEI METADE DO LIVRO! IT’S PARTY TIME!

Ah, estou tão feliz que já estou no meio disto. Só mais 15, daí enfim terei paz de espírito… e poderei ir jogar alguma coisa.

E já notaram que já foram 15 capítulos e AINDA não foi revelada a verdadeira natureza do Patch? Pra que guardar tanto segredo pra algo que está na capa, afinal?

Mas enfim, vamos ao capítulo!

———-

O capítulo começa numa aula de biologia (pra variar); dessa vez a aula foi de escolha livre de parceiros (porque sim), e portanto Nora estava trabalhando com Vee, enquanto Patch ficou com um cara chamado Thomas Rookery. Imagino fanfics sendo escritas entre os dois, nessa internet louca. A aula é um experimento sobre pressão sanguínea, o que me faz lembrar de um certo outro livro com vampiros, ei, COM certeza é coincidência e não plágio.

Nora comenta, enfim, sobre o lance de Elliot e a garota que morreu na antiga escola. Vee aponta tudo que uma pessoa normal apontaria – Elliot é uma pessoa agradável, e ela não acredita que ele tenha sido o assassino. Vee também aponta que ele pode ter sido um suspeito, mas ele foi declarado inocente, então pra que se estressar? Daí Nora aponta o que eu temia – sim, a polícia realmente fechou a investigação após achar a carta de suicídio.

…Sério, sério, sério – nem uma autópsiazinha? Análise de impressões? NADA!?

Pior ainda, Nora também aponta que, de acordo com o artigo, o quarto da vítima tinha sinais de arrombamento. E ainda assim eles dispensaram a investigação depois de acharem uma carta de suicídio? Eu hein.

Mas Vee, mostrando surpreendente bom senso, comenta que é um tanto improvável Elliot ter enforcado a garota, depois arrombado o quarto dela e colocado o bilhete de suicídio (e eu preciso apontar sobre análise de caligrafia/impressões digitais/stuff que foram ignorados aqui); Vee comenta que se a polícia, depois de investigar, declarou Elliot inocente, então ela vai com a polícia.

– Qual tal assim: – eu disse – Poucas semanas depois do interrogatório, ele se transferiu pra nossa escola. Por que alguém sairia do colégio Kinghorn pra vir pro CHS?

– É, isso é estranho.

– Eu acho que ele está tentando escapar do seu passado. Acho que ele se sentia desconfortável demais indo pra escola no mesmo campus em que ele matou a Kjirsten. Está com a consciência pesada.

Ou isso ou ele, sei lá, mudou de escola pra evitar gente que fica suspeitando dele apesar de ele ter sido declarado inocente… GENTE COMO VOCÊ.

Vee então aponta que, deixando isso de lado, a pessoa que eles estão procurando (o Ted) não – pode – ser o Elliot; a garota passou a cena várias vezes na sua mente, e não podia ser ele.

– Tá certo, talvez Elliot não tenha te atacado – disse, tentando acalmar Vee mas não tentando limpar o nome de Elliot – Mesmo assim, ele tem muita coisa contra ele. Pra começar, ele estava envolvido numa investigação de assassinato. Além disso, ele é quase gentil demais, é assustador.

…Eu… preciso… de Dorflex. Doril não serve mais.

Em primeiro lugar, Nora aqui basicamente está falando: “certo, talvez Elliot não tenha nada a ver com o cara que tentou me matar algumas vezes e está acabando com a minha sanidade mental, mas MESMO ASSIM eu quero odiar ele”. Essa garota precisa organizar suas prioridades, isso é estúpido.

Segundo, “ele é quase gentil demais“. Hooooh boy. Sentem-se, garotos e garotas, isso levará um tempinho.
Eu estou totalmente ciente de que há um fundo de verdade nisso – não se pode confiar em todo mundo, independente de essa pessoa lhe tratar bem ou mal. Especialmente na nossa sociedade paranóica. Mas o que Nora acabou de (subjetivamente) dizer aqui foi – eu não posso confiar no Elliot, porque ele é bonzinho demais, e isso é assustador; mas eu posso confiar no Patch, que é um desgraçado, isso não é assustador”.

Fale a verdade – se você tivesse que escolher entre confiar no Elliot ou no Patch, eu acho que uma maioria confiaria no Elliot. Há uma diferença aqui – uma pessoa que lhe trata bem pode querer te machucar ou pode simplesmente ser assim; uma pessoa que lhe trata mal, por outro lado, geralmente quer lhe machucar E PONTO FINAL. Nora, por outro lado, parece ter um caso de romantização-do-bad-boy TÃO FORTE que ela literalmente acha ele mais confiável que o Elliot simplesmente porque ele não é “bonzinho demais”.

Se me derem licença, eu vou ali do lado bater minha cabeça várias e várias vezes contra a parede.

[5 MINUTOS DEPOIS]

Droga, caiu um pouco de sangue nos meus olhos. Mas eu consigo continuar.

Nora também aponta que Jules é uma pessoa estranha, e Elliot é ainda mais suspeito por andar com ele (eu juro que não estou exagerando isso). Ele sempre desaparece na hora de encontros duplos, além disso havia uma coisa estranha com relação ao fato de ele e Elliot sempre estarem juntos, principalmente em dias escolares – Kinghorn era muito longe da CHS, e mesmo assim Jules sempre deixava e buscava Elliot na escola. Eu particularmente suspeitaria que a relação entre eles é… algo mais, mas Nora prefere acreditar que “Elliot tem Jules na palma da mão” (o que quer que isso queira dizer).

Nora começa a suspeitar que Kjirsten pode ter sido morta por ter visto Elliot fazer algo que não devia. Vee aponta (bem sabiamente, devo adicionar) que isso já está entrando num mundo de suposições aleatórias, como uma caça às bruxas. E daí Nora lembra que o papel que ela imprimiu, o artigo do tal suicídio, havia desaparecido do quarto (e ela convenientemente esqueceu até agora).

Aimeudeus* – eu disse – Elliot invadiu a minha casa ontem à noite. Foi ele! Ele roubou o artigo – Já que o artigo estava bem visível em cima da mesa, era óbvio que Elliot tinha que destruir o meu quarto pra me aterrorizar, talvez como castigo por ter encontrado o artigo em primeiro lugar.

. . . Eu nem sei por onde começar.

1 – Isso nem começa a fazer sentido. “Castigo por encontrar o artigo”? Sério?
2 – Se foi o Elliot, como ele conseguiu “reconstruir” o quarto em menos de 10 minutos?
3 – Não tinha sido o Ted, que tem “olhos super pretos”? Os olhos “cor-de-cromo” do Elliot não parecem se encaixar (sim, ele pode ter usado lentes, mas pelo amor de Deus Nora, pense feito ser humano)
4 – Por ultimo mas não menos importante:

PRA QUE ROUBAR UM ARTIGO QUE ESTÁ 24 HORAS POR DIA DISPONÍVEL NA INTERNET?!

Nem fez sentido imprimir o artigo pra começar, uma vez que mandar pro próprio email (ou outros emails) seria muito mais seguro (e até muito mais prático). Nora não pode voltar na internet e pegar o arquivo de novo?

Ok, digamos que a autora ainda venha a escrever que o artigo também foi tirado do site, graças a Elliot e suas “l33t sk1llz”. Bem, a autora teria que ignorar aqui a regra prima da internet (não, não a 34): “o que entra na internet não sai da internet”. Há várias maneiras de reacessar esse artigo – ir num site como o Internet Archives provavelmente daria bem certo e, mesmo que não acontecesse, a escola com certeza teria um backup pra caso o site saísse do ar. Além disso o artigo aparentemente foi imprimido no jornal da escola; vários alunos ainda devem ter uma cópia. A menos que você esteja insinuando que Elliot foi atrás de TODAS essas segundas alternativas de readquirir o arquivo e, nesse caso, eu realmente quero parabenizá-lo por fazer algo tão improvável.

Em resumo, Fitzpatrick não sabe usar a internet.

Depois disso temos uma sequência de eventos bestinha em que Nora e Vee brincam um pouco na frente do Treinador, e ele troca elas de parceiro. Adivinha quem é o “novo” parceiro da Nora

Um segundo depois Patch se sentou na mesa ao meu lado. Ele juntou as mãos entre os joelhos e me encarou firmemente.

Ah é, ele é MUITO mais confiável que o Elliot *tosse*

Patch basicamente elogia Nora e sua fantasia de secretária-do-amor no dia anterior.

Como sempre, senti o embrulho de estômago induzido pelo Patch e, como sempre, não sabia distinguir se era uma coisa boa ou uma coisa ruim.

Eu nem vou mais comentar.

– Como foi a sua noite? – eu perguntei, minha voz cuidadosamente neutra enquanto eu tentava quebrar o gelo.

Quebrar o gelo? Ele acabou de falar com você!

– Interessante. E a sua?

– Não muito.

– Ficou montada no sofá fazendo dever de casa?

Ele estava tirando uma com a minha cara.

– Eu não fiquei montada no sofá.

Ele tinha o sorriso de uma raposa.

– Então em quem você montou?

Eu fiquei muda por um instante. Fiquei parada com minha boca parcialmente aberta.

– Está insinuando alguma coisa?

Descobriu isso sozinha?

– Só curioso sobre quem é a minha competição.

– Vê se cresce.

Seu sorriso aumentou.

– Se solte.

Esse diálogo me faz notar como os próximos 15 capítulos serão dolorosos.

– Eu já estou estourei os limites da paciência do Treinador, então faça-me um favor e vamos nos concentrar no trabalho de laboratório.

FOI VOCÊ QUEM COMEÇOU A CONVERSA, ENERGUMENA!

Nora pede pra Patch se deitar na mesa pra ela medir sua pulsação.

– Não posso – disse ele – Não tenho um coração.

Senhoras e senhores, apresento-lhes Patch:

Só que Patch tem olhos pretos.

Ele (provavelmente) estava só brincando, mas mesmo assim, Nora se deita no lugar dele pra ele tirar o pulso dela. 5 minutos da experiência se passam.

Ergui uma mão com o pulso virado para cima para que ele medisse minha pulsação. Patch pegou minha mão, e um raio de calor passou pelo meu braço, resultando num embrulho em meu estômago.

Que pena que a hipertermina não te matou.

O pulso da paciente acelerou após contato – disse ele.

– Não escreva isso – era pra ter sido irritado. Mais pareceu que eu estava segurando um sorriso.

Morra.

– O que você quer?

Os olhos de Patch fitaram os meus. Por dentro, ele estava sorrindo. Eu tinha certeza.

– Além, sabe, daquilo – eu disse.

…Hah.

Nora então vai pra psicóloga.

– No fim do horário escolar, o Dr. Hendrickson sempre mantia a porta bem aberta, como um convite não-verbal para os alunos visitarem. Agora, sempre que eu passava por esta parte do corredor a srta. Green tinha a porta fechada. Completamente. O “não perturbe” estava bem implícito.

Ou talvez ela simplesmente quisesse silêncio? Deus Nora, pare de imaginar o pior das pessoas.

Agora o escritório estava enfeitado com plantas e imagens de plantas.

Greene diz que chegou à conclusão que é meio inútil bater na mesma tecla da solidão pelo resto da consulta. Vamos falar sobre PATCH! \o/

– Sábado à noite Patch lhe deu uma carona pra casa depois de visitarem o Píer Delphic. E você o convidou pra entrar.

Na verdade ele meio que invadiu a casa mesmo.

Lutei para segurar um grito de protesto.

– Como você ficou sabendo disso?

– Faz parte do meu trabalho como psicóloga escolar lhe oferecer conselhos – disse a srta. Greene – Por favor, me prome-

EI EI EI, quê? RESPONDA À PERGUNTA! COMO VOCÊ FICOU SABENDO? Nora, USE A CABEÇA, ela acaba de jogar uma enorme bomba. Ela pode ter te espionado! De fato, aumentam as chances de ela ser a garota da capa. USE O SEU SOLITÁRIO NEURÔNIO, MULHER!

Bah, temos mais do “não se encontre com Patch”, “tá tá, não vou”, “quer conversar sobre outra coisa?”, “não, bitch, quero gtfo”.

Fim do capítulo.

Ainda mais 15.

*suspiro*

* A frase original aqui foi “Ohmigosh”, que é indiscritivelmente estúpida e destrói a (já bem instavel) atmosfera da cena. Acho que nem “Aimeudeus” consegue traduzir a lameness.

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