Capítulo 12 + 13

CAPÍTULO 12

Serei bem rápido com esse pois, como o capítulo 10, é um capítulo decentezinho. Pra mostrar que os capítulos desse livro que não dependem de romance-desconfortavelmente-mal-escrito são os melhores.

O capítulo começa com Nora ligando pra sua mamis, ela avisando que estaria chegando em casa mais cedo, que Nora voltasse logo, coisas de mãe. Ela também faz o típico comentário “fiquei assustada com o acidente da Vee, que bom que não foi você” para empurrar desenvolvimento de personagem apressado garganta abaixo.

Nora visita Vee no hospital; lá, para a minha desgraça, Vee foi drogada com muito analgésico e portanto faz um monte de tentativas falhas à comédia. Eu não vou transcrever, mas são bem ruins.

As duas conversam sobre o incidente. Não houve testemunhas, que droga. Nora então comenta que o incidente foi tipo assim – ela foi no cemitério, olhou pra trás, e lá estava um cara com uma máscara de ski. Ele tinha uma arma, mas ao invés de atirar ele bateu nela com a arma. Ao ouvir isso, Nora volta pro incidente com o cara da máscara de ski na estrada, e chega à conclusão que não imaginou aquilo. Ela também teve que se questionar sobre quem era a garota de capa no dia do incidente com a Vee, e se eles estavam conectados.

Nora conta a Vee sobre aquele ataque, Vee fica alarmada com o fato de alguém querer matar Nora (eu não ficaria tão surpreso, mas sou eu).

A única pérola do capítulo é isto:

Depois de um momento de silêncio, [Vee] disse:

– Tem certeza de que não contou pro Patch [que você ia fazer compras]? Porque pensando bem, acho que o cara tinha o porte do Patch. Olhos cor de carvão. Meio alto. Meio magro. Meio forte. Meio sexy, exceto pela parte em que me atacou.

– Os olhos do Patch não são cor de carvão, eles são pretos.

ISSO REMOVE ELE COMPLETAMENTE DA POSIÇÃO DE SUSPEITO.

Vee comenta que não pode ter sido Elliot (porte incompatível), e por conseguinte vou supôr que não pode ter sido o Jules (porque ela iria reconhecer uma pessoa tão alta e com tanta altura).

Long story short, Patch é o único suspeito, portanto as duas resolvem tentar espionar ele no dia seguinte. Nora volta pra casa e abraça sua mamãe, fim de capítulo.

CAPÍTULO 13

O plano era incrivelmente estúpido – ir pro Fronteira (sabe, o restaurante mexicano) num dia de folga do Patch pra interrogar seus colegas de trabalho sobre ele, com o auxílio da tão enficaz tática de se vestir como uma vadia e seduzí-los. Uma ótima idéia, garotas, super boa, exceto que vocês poderiam ter esperado ele aparecer na escola e seguir ele pra descobrir onde ele mora? Sim, seria stalkismo, mas já passamos da linha neste livro em que isso importa.

Chegando no lugar, Nora revela que fez uma listinha com as perguntas pro interrogatório de um lado e dicas de paquera do outro. Cute.

Vee admite que também convidou Elliot e Jules porque… sim. Ah, e ela anda saindo com o Jules off-screen; ela até visitou a casa dele, e ele mora numa enorme gigantesca mansão grande, que condiz com sua grande estatura. Porque ele é grande. Deixando isso de lado, Nora tenta falar pra amiga sobre Elliot e a morte da garota na antiga escola, mas as circunstancias se colocam no caminho dela.

Nora suspeita completamente que tenha sido Elliot quem atacou Vee, mas isso realmente não faz sentido considerando que 1) Os olhos do atacante da Vee eram “cor de carvão”, enquanto Elliot tem olhos “cor de cromo”, e 2) Nora só conheceu Elliot no dia depois do ataque na estrada. Sim, ele poderia estar fingindo não conhecê-la, mas Nora nunca para pra considerar esse fator antes de descer na conclusão “RAWR ELLIOT FOI INTERROGADO, ELE MATA PESSOAS”.

Entrando no restaurante, Elliot está sozinho numa mesa.

Sua boca sorriu, mas seus olhos não.

…Táá.

– Senhoritas – disse ele, esfregando uma mão na outra enquanto andava em nossa direção – Estão magníficas, como sempre.

Minha pele se eriçou.

Admitamos, isso aconteceria com qualquer um se viesse um cara esfregando uma mão na outra em sua direção (O_o;)

Elliot diz que Jules não pôde aparecer, porque ficou horrivelmente doente com diarréia e vômito (e sim, ele nos dá esse adorável detalhe). Nora monologa internamente sobre como não gosta da idéia de Vee e Jules juntos.

Nenhuma parte do meu ser estava confortável com a idéia de Vee ficar sozinha com Jules. Não necessariamente pelo modo como ele era desagradável ou por eu saber tão pouco sobre ele, mas porque eu sabia de uma coisa: ele era amigo íntimo de Elliot.

Em outras palavras, apesar de Jules ser mais misterioso e muito mais estranho que Elliot, você acha ele mais confiável que Elliot simplesmente porque Elliot foi suspeito em uma morte que foi confirmada como sendo suicídio.
Eu… nem sei o que pensar.

Fui generosa demais pensando que [o Elliot] não era tão baixo quanto a Marcie. Fui generosa demais com o caráter dele em geral. Principalmente agora que eu sabia que ele esconde uma investigação sobre um assassinato, acompanhada de sabe-se lá quantos cadáveres no armário dele.

Olha… eu admito que qualquer um ficaria um tanto assustado de conhecer alguém que foi suspeito de assassinato. O problema é que ele ERA suspeito, e ele foi declarado inocente. Eu vou aqui dar o benefício da dúvida pra polícia – talvez eles tenham feito toda a investicação e tal off-screen, o que no caso confirma que, caso tenha sido uma investigação compentente, Elliot não tem culpa disso, e ficar acusando ele de ser o demônio pelo simples fato de uma suspeita é um ato de muita, muita sacanagem.
E se ele vir a ser mesmo o assassino… bem, I’ll be damned.

Elliot parece estar zangadinho com Nora, porque… sei lá. Acho que ele sacou que ela viu sobre o negócio da investigação, apesar de que qualquer pessoa normal naquela situação iria tirar outras conclusões (volte à spork do capítulo 11 se não tiver entendido).

– Roxo é a sua cor, Nora – disse [Elliot], observando meu cachecol enquanto eu o tirava do meu pescoço e enrolava na alça da minha bolsa – Aumenta o brilho dos seus olhos.

Isso não faz o menor sentido.

Nora e Vee tentam perguntar sobre o colégio Kinghorn, mas Elliot desvia as perguntas com um “é uma escola legal e tal, mas ei, querem comer o quê?”. Nem um pouco estranho.

– Se é tão boa, por que se transferiu? – fitei seus olhos e os prendi. Sutilmente, franzi minhas sobrancelhas, desafiadoramente.

Mais uma vez, nem um pouco estranho.

Elliot diz ter sido pelas garotas, e dá uma piscadela pra Nora. Aliás, todo mundo nesse livro fica soltando piscadelas aleatoriamente, é irritante. Ele diz que Jules não transferiu para o colégio público (eu só notei isso agora; peço desculpas se disse que Jules se transferiu em algum capítulo anterior) porque os pais dele são obcecados com sua educação, e que portanto Jules é super bom na escola. Daí perguntam com o que a família do Jules trabalha, e Elliot mente pateticamente dizendo que eles trabalham com diamantes na África e na Austrália (apesar de nossa narradora personagem nos informar que não há diamantes na Austrália).

Gente que não sabe mentir. Custava dizer “não sei com o que eles trabalham” e deixar por isso mesmo?

Vee faz um comentário idiota sobre anéis de casamento.

Chutei Vee por debaixo da mesa. Ela me bateu com o seu garfo.

– Ai! – eu disse.

Essa cena merece ser desenhada; infelizmente estou sem artistas pra comissionar.

Daí eles pedem umas bebidas.

A garçonete voltou com nossas bebidas incrivelmente rápido.

Garçonete Flash for the win.

Nora resolve ir pro banheiro começar o plano de sedução investigacional, mas tenta levar Vee consigo por medo de que Elliot fosse matá-la horrivelmente enquanto ela estivesse longe (mais detalhes nisso mais tarde). Elas falam de modo secretivo, e Elliot quer saber qual é a parada.

Ele se inclinou para a frente e sorriu conspiratoriamente.

Mais algumas palavras inuteis vomitadas depois, Nora vai pro banheiro com a fantasia que iria usar para tentar o plano. Nora tranca a porta principal do banheiro (…que restaurante desleixado, deixando a chave na porta. E como ela foi parar no lado de dentro do banheiro, exatamente?) e checa o conteúdo da sacola com o figurino – uma peruca loiríssima, um sutiã inflável, um top azul, uma minissaia curta, “fishnets” e um salto alto incrivelmente alto.

…Até prostitutas se vestem mais dignamente que isso.

– Você consegue – disse para meu reflexo.

– Você está ridícula – ele respondeu.

Nora enrola um pouco e vai para o balcão, servido por um cara de 26 anos (viu? Viu? Sem gente velha). Ela tenta mentir um pouco sobre o que está fazendo, mas ele meio que não engole porque ela não sabe mentir (e porque está vestida ridiculamente). Ah, e ela mente de início dizendo que tem mais de 18 anos, mas aí admite ser repórter de um jornal colegial. Inteligenta, huh?
Enfim, ela se arrepende de comentar isso.

Repórteres não eram considerados confiáveis pela maioria. As pessoas geralmente suspeitavam de repórteres.

Como é doce o som do pleonasmo. O som do pleonasmo é muito agradável.

Ela começa a entrevista, mas sua mente está em outro lugar.

(…) Eu não tinha muito tempo. Elliot poderia estar colocando drogas mortíferas na Coca Diet da Vee.

Nora pergunta se Patch estava trabalhando no restaurante (erm, bar? Sei lá, a descrição é vaga) no domingo à noite, na hora do ataque. O rapaz diz que não lembra, e que Nora deveria perguntar para uma das garçonetes, já que ele é totalmente fangirlizado por elas. Por algum motivo que eu não compreendo, ela não pergunta (super detetive, essa Norinha).

Aqui temos uma cena super legal que merece ser transcrita.

– Só por curiosidade, – eu disse – sabe se é possível ser contratado se você tiver um crime na sua ficha?

– Um crime? – ele soltou uma pequena risada – Tá me gozando?

– Tá, pode não ser um crime, mas que tal um pequeno delito?

Ele posicionou suas mãos no balcão e se aproximou de mim:

– Não – seu tom havia mudado de divertido para insultado.

(…)

Eu consultei minha lista [de perguntas para interrogar]:

– Sabe se Patch já foi submetido a algum mandato de segurança? Ele tem algum histórico com perseguir pessoas?

Nora, se ele acabou de dizer que uma pessoa não pode ser contratada com delitos na ficha, qual foi o propósito dessa pergunta?

Nossa heroína (?) nota que essa pergunta não é necessariamente de inspirar confiança, e resolve perguntar a segunda coisa mais importante.

– Ele tem namorada?

Ela quer saber isso EXCLUSIVAMENTE com propósitos de investigação, juro por Deus!

Aqui aprendemos que, apesar de ele não costumar trabalhar nesse dia, ele resolveu mudar de idéia hoje! YAY VAI ROLAR MUITA CONFUSÃO e aventura de montão!

Nora volta pro banheiro pra se trocar mas – OH MY GOD PATCH ESTÁ LÁ! Sim, ele está no banheiro feminino (mais uma vez, ele não é um sonho?) (preciso criar uma pic pra essa frase). Ela pergunta o porquê disso, ele simplesmente não responde.

Temos uma sessão inútil de perguntas que não respondem nada que não já sabíamos (exceto que Patch faltou aula porque tava jogando paintball); daí Nora resolve tirar o salto alto, e nesse momento sua lista de perguntas/dicas de paquera caíram do…… seja-lá-onde-ela-tava-guardando-ela. Patch pega e começa a ler; Nora tenta pegar de volta, mas Patch está segurando no alto. A imagem mental é engraçada.

Patch colocou o papel no seu bolso traseiro. Estava amargamente tentada a tentar pegá-lo, apesar da localização.

Eu te odeio e quero que você morra horrivelmente e dolorosamente, o mais breve possível.

Naturalmente, Nora fica ligeiramente incomodada com ele ler a pergunta se ele tem namorada, mas no fim das contas ele responde às perguntas – ele não tem nenhum mandato de segurança e nenhum crime. Ela pressiona sobre a namorada, Patch aponta que isso não é da conta dela.

Vestígios de um sorriso de pirata adornavam sua boca.

Nora pressiona mais, Patch admite que ele TEVE uma namorada. Nora imagina que a tal ex seria a mulher encapuzada, mas…

Daí Patch disse:

– Mas ela não está mais por aqui.

– O que quer dizer com isso?

– Ela se foi. Ela nunca vai voltar.

– Quer dizer… que ela morreu? – perguntei.

Patch não negou.

Mas ele também não afirmou! Naturalmente Nora acredita que ela morreu, quando é bem óbvio que ela está viva e que ainda vai aparecer. Até o foreshadowing acidental é óbvio (?)

A porta do banheiro tremeu quando alguém tentou entrar. Havia esquecido que a tinha trancado. O que me fez questionar como Patch conseguiu entrar. Ou ele tinha uma chave, ou tinha outra explicação. Uma explicação sobre a qual eu provavelmente não queria pensar, como escorregar pra dentro do banheiro como o ar. Como fumaça.

OOOOOOUUUU ele simplesmente entrou no banheiro quando você estava fora e ficou esperando! Ou talvez ele nem estivesse esperando você, especificamente; apenas queria que qualquer mulher entrasse por ser um pervertido sujo. E por sinal, faria sentido ele ter a chave – não faz sentido VOCÊ ter, Nora.

Ele sai do banheiro, e a mulher que queria entrar nem acha isso imoral e ilegal nem nada.

Nora volta pra mesa.Vee pergunta como foi.

Antes que pudesse responder [a Vee], Elliot disse:

– Você perdeu a garçonete. Eu pedi um burrito vermelho pra você – um sorriso sinistro se formou nos cantos de sua boca.

Nora e Vee saem do restaurante, largando Elliot e prometendo completar o encontro algum outro dia.

TO BE CONTINUED!

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