Capítulo 11 – Como não usar o computador, by Nora

CAPÍTULO 11

Nosso capítulo pula toda aquela parte chata e dramática E.R.-like da Vee sendo internada e analisada e tal. Nah, pulamos para a escola no dia seguinte; enquanto isso, Vee quebrou um osso mas, devido à falta de conectividade dele (ou algo do tipo) ela tem que ser operada e ficar sob observação. Whew, que bom que tiramos aquela personagem secundária FEMININA do caminho, agora teremos mais tempo para bishies escritos. Nora quer falar com Vee imediatamente, mas o horário de visitas só é liberado mais pro fim da tarde. Enquanto isso nossa heroína pondera a identidade da figura encapuzada; mas uma vez que a única candidata (Marcie Millar) está fora de questão (porque Nora diz que está), acabaram as opções (expanda seu circulo social, menina).

Daí pulamos todas aquelas aulas sem importância e vamos para biologia (yaaaaay!), onde Nora, surpreendentemente, NÃO encontra Patch. Ele faltou a aula; Nora pondera se poderia ter relação com o ataque a Vee? …Naaaaaaaaaaaaaaah, ele é CONFIÁVEL demais pra ser suspeito. Se bem que o sexto sentido dela avisou que ele estava por perto na hora do incidente; take that as you will.

Na saída da aula, o Treinador avisa pra Nora que ela tem uma psicóloga nova (lembra? consulta com psicólogos escolares e tal?). Nora vai para a tal; ela se chama srta. Green…

e.

Daí temos a descrição da aparência da Srta. Greene, comentando sobre como ela é atraente, completando com uma pitadinha de costume porn.

Sua figura era alta, porém feminina.

…?

Ela era no máximo 5 anos mais velha que eu.

Isso é uma coisa bem legal de autores trash (de fanfics) – todo mundo é novo. Pra que adicionar personagens atraentes velhos (isto é, acima dos 30), afinal? Nah, vamos adicionar só personagens novos, apesar da completa improbabilidade de alguém apenas 5 anos mais velha que uma estudante colegial ser uma psicóloga formada.

– Você deve ser Nora Grey. Você é igualzinha à sua foto no seu arquivo.

Estranho, né?

Aparentemente a Srta. Greene substituiu o antigo psicólogo porque ele era velho demais para um livro cheio de gentes bonitas ele resolveu se aposentar cedo (não acho que seja tão fácil fazer isso, mas whatever).

Essa parte do livro começa a entrar em Purple Prose poderosa descrevendo a nova sala da psicóloga, chegando ao nível do ridículo quando aprendemos que o monitor do computador dela é preto. Obrigado Fitzpatrick, essa informação é super necessária para o enredo.

Aqui temos uma parte bem exemplar de um psicólogo que eu preciso transcrever:

– [A senhora sua mãe] costumava ser do tipo de ficar em casa, certo? E depois que seu pai faleceu, ela arrumou um emprego em tempo integral – ela fitou uma folha de papel no meu arquivo – Ela trabalha para uma compania de leilões, não é? Parece que ela gerencia leilões estaduais em toda a região litoral – ela me espiou por cima de seus óculos – Isso deve exigir muito tempo fora de casa.

– Nós queríamos ficar na nossa casa de campo – eu disse, meu tom soando um tanto defensivo – Não conseguiríamos bancá-la se minha mãe tivesse conseguido um emprego local (…).

– Sim, mas você deve se sentir muito solitária, sozinha na casa de campo.

– Temos uma governanta que fica comigo todas as tardes até as nove ou dez da noite.

– Mas uma governanta não é a mesma coisa que uma mãe.

Fitei a porta. Nem tentei ser discreta.

– Você tem alguma melhor amiga? Um namorado? Alguém com quem possa falar quando sua governanta não… dá conta do recado? – ela removeu a xícara de chá do pires, erguendo-a para um gole.

Okaay, algumas coisas:
1 – Que psicóloga sem tato. É tipo “EI, SEU PAI MORREU E SUA MÃE ESTÁ LONGE, VOCÊ SE SENTE SOZINHA? MUITO, MUITO SOZINHA? EXTREMAMENTE SOZINHA?!”.
2 – Não faz o menor sentido. Sua mãe quase não fica na cidade, mas QUER PORQUE QUER ficar na casa de campo, sendo que quando ela está ausente (e isso acontece bastante, pelo que dissestes, Nora) você fica na Casa dos Morros Uivantes sozinha. Pior mãe ever.
3 – Sim, “você deve se sentir muito solitária, sozinha na casa de campo”. A fala original era “you must be very lonely all by yourself at the farmhouse”; essa autora é fã de pleonasmos.

Temos também um trecho em que Greene comenta que as notas de Nora são ótimas, o que adiciona um ponto extra pro Sue-ismo.

Nora dá uma investida legal aqui, jogando que ela já falou sobre essas coisas traumáticas com o antigo psicólogo, e que falar de novo sobre elas não é necessariamente eficaz. Ela resolve mentir (parcialmente) dizendo que… leiam.

Não pretendia contar sobre o ataque à Vee para a srta. Greene:

– [Preciso sair cedo para] pesquisa na biblioteca – menti.

– Para qual aula?

Respondi a primeira coisa que me veio à mente:

– Biologia.

Podem rir.

Antes de deixar Nora sair, a srta. Greene aponta sobre o lance de “ser tutora do Patch” (que foi mencionado e nunca resgatado, como aquela anemia). Ela está infeliz com Nora estar sozinha com um – gasp – garoto.

– Preciso alertá-la que vou falar com o sr. McConaughy e tentar estabelecer certas condições para suas sessões de tutoria. Gostaria que todas as sessões acontecessem aqui na escola, sob supervisão direta de um professor ou outro membro do corpo docente. Não quero que você dê aulas ao Patch fora da propriedade escolar. E especialmente não quero ver os dois se reunindo sozinhos.

Senti um forte calafrio na pele:

– Por quê? O que está havendo?

– Não posso discutir sobre o assunto.

O único motivo que me vinha a mente para ela não querer que eu me encontrasse a sós com o Patch era que ele fosse perigoso. Afinal, ele me disse que seu passado poderia me assustar quando fomos no Arcanjo.

Ora vamos Nora, há mais tipos de perigo *pisca pisca*

Daí hora da despedida.

[A srta. Greene] se direcionou até a porta, mantendo-a aberta com seus magros quadris.

E antes que você pergunte – lembra quando eu previ no capítulo passado que a primeira personagem feminina a ser apresentada seria a culpada pelo ataque? Bem, aposto alguns dinheiros que é a Jennifer Aniston aqui.

Nora então vai pra biblioteca, matar o tempo fazendo dever de casa enquanto espera o horário de visitas da sua amiga começar. Após um pouco disso, ela resolve que vai fazer também sua resenha crítica sobre o filme Othello (qual deles?), que ela não viu, mas vai na internet ver resenhas da época pra inventar a sua. Nossa protagonista é tão admirável.

Nora então vai para o laboratório de informática da biblioteca e faz seu trabalho, mas sendo ela a personificação do transtorno de déficit de atenção, claro que ela volta a pensar em Patch. Resolve procurar pelo nome dele no Goooooooooooooooooooooooooogle.

Os resultados me desagradaram. Nada. Não tinha um MySpace, nem Facebook, nem um blog. Era como se ele não existisse.

…M-…mas eu… não… tenho nenhuma dessas coisas (este blog não conta).

Eu… não existo?

Mas então… o que foi a minha vida?

Todas as pessoas que conheci… todos os JRPGs que joguei… minha família… espere…

Isto que eu estou digitando é real? Este notebook, esta mesa… será que alguma dessas coisas é real?

Mas eu penso, certo? Se penso, existo.

…não é?

Eu… estou confuso. Não posso continuar assim.

Lamento, leitores (se é que não são fruto da minha mente). Precisarei partir numa jornada em busca de auto-confirmação.

Voltarei um dia… e quando voltar…

concluiremos esta saga.

[10 MINUTOS DEPOIS]

Pronto, jornada feita. Continuemos a spork.

– Qual é a sua história, Patch? – murmurei – Quem é você, na realidade?

Pare de falar sozinha, está espantando os outros frequentadores da biblioteca.

Daí Nora resolve verificar o site da ex-escola de Elliot, pra ver o jornal escolar dela.

– Cliquei no link, vasculhando a página de arquivos e aleatoriamente escolhi o dia 21 de março deste mesmo ano. Alguns momentos depois veio a manchete:

ALUNO QUESTIONADO SOBRE O ASSASSINATO NO COLÉGIO PARTICULAR KINGHORN

(…)

Um aluno de dezesseis anos do Colégio Particular Kinghorn que a polícia estava interrogando sobre o que havia sido entitulado “O Enforcamento de Kinghorn” foi liberado sem acusações. Após o corpo de Kjirsten Halverson, dezoito anos, ter sido encontrado pendurado em uma árvore no campus arborizado do Colégio Kinghorn, a polícia interrogou o estudante Elliot Saunders, que foi visto com a vítima na noite de sua morte.

Eu adoro como, de todos os arquivos que ela poderia ter clicado, ela clicou justamente naquele que constrói o drama sobre o Elliot. Ah, essa probabilidade danada.

Enfim, é, ele era suspeito de assassinato, até uma carta de suicídio ter sido encontrada no quarto da tal Kjirsten (nomezinha chato de digitar).

Maaaas…. eu não sou um perito em investigação criminal nem nada do tipo, mas… o que, eles desistiram da investigação depois de acharem o bilhete? Não tentaram, sabe, ver digitais no corpo/roupas dela, ou na árvore, ou procurar por pistas no local do crime…?

Jogue Ace Attorney, Fitzpatrick.

E para a lei de Murphy expressar todo o seu poder, Elliot entra na sala nesse exato momento OH NOES!

Seus olhos estavam fortemente semicerrados, sua boca organizada em uma linha reta.

Ah, vejam só isso – aqui temos o momento supremo “autora não sabe usar um computador”.

Afastei ligeiramente minha cadeira para a direita, tentando me posicionar na frente do monitor do computador.

(blah conversa desconfortável e claramente forçada blah)

Elliot se afastou da porta de entrada e entrou no laboratório. Eu tateei cegamente atrás de mim procurando pelo botão de desligar do monitor.

Sabe Nora, sei que isso virá como um choque pra você, NÃO SE DESESPERE!, mas você sempre teve a opção de, sabe…

…digamos…

…fechar a janela?

Não é tão difícil. É só apertar naquele adorável botão “X” no canto do seu navegador preferencial. Ou ainda melhor – você pode apertar o botão “Alt” (localizado nos dois lados da barra de espaço) e o botão “F4” (localizado no topo do teclado) simultaneamente e – ora, vejam só! – a janela irá fechar também. Problema resolvido!

Mas se você quer ir pelo caminho mais difícil, improvável de dar certo e incrivelmente suspeito, bem… não vou te impedir.

Pois é, enquanto ele vai se aproximando, Nora fala super rápido sobre estar pesquisando resenhas e tal, Elliot achando isso suspeito (sua boca provavelmente ainda organizada em uma linha reta). Quando ele finalmente chega na linha de visão do aparelho, Nora acha o botão e desliga-o.

Neeeeeem um pouquinho estranho.

Se bem que, se fosse eu, acharia que ela estava vendo material triplo X, se é que você me entende *ergue sobrancelhas*

Nora tenta escapar dizendo que já estava terminando e que ia comer alguma coisa.

– Deixa eu te pagar um jantar – disse ele – Tem uma lanchonete logo ali na esquina, certo?

– Obrigada, mas minha mãe está me esperando. Ela ficou fora da cidade a semana toda e volta hoje – levantei-me e tentei passar pelo lado dele. Ele retirou seu celular, e (o celular?) me pegou pelo umbigo.

– Liga pra ela.

Resumindo o resto *preguiça de continuar escrevendo*, Nora diz que não pode sair com caras em noites pré-escolares, mas Elliot aponta que ela já fez isso antes (lembra? parque de diversões?), mas ela meio que diz “éééé, mas mas tipo tem aquilo e isso BEJOS ME LIGA” e vai embora.

Daí ela VOLTA e vê que ele desapareceu, e imprime o tal artigo. Custava simplesmente salvar e mandar pro próprio email?

Bem, dane-se. Fim do capítulo.

Post a comment or leave a trackback: Trackback URL.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: