Capítulo 10

CAPÍTULO 10

Com este capítulo, alcanço um terço do livro. É meio triste encarar que ainda há 2/3 disto pela frente, mas este capítulo deixa as coisas mais otimistas. Porque ele é bom!

Provavelmente porque o capítulo não tem Patch, nem muita babação sobre Patch. E tem intriga de verdade, apesar de intriga incrivelmente pouco provável. Mas chega disso, vamos à spork.

O capítulo começa com Nora acordando aos toques de celular provindos de sua amiga Vee; Vee diz que aparentemente Nora se atrasou muito mas muito mais do que normalmente aconteceria na vida real quando ela foi no Arcanjo, e que Vee e Elliot ficaram procurando ela desesperadamente (…cadê Jules?). Daí Nora revela o lance de Patch, e Vee fica tipo “aiiiii você beijou ele beijou B-E-I-J-O-U, aposto que teve língua e aposto que foi romântico e blah”.

Cobri meu rosto com as minhas mãos. Patch provavelmente achava que eu não tinha nenhum auto-controle.

ISSO PORQUE VOCÊ NÃO TEM NENHUM AUTO-CONTROLE.

As amigas marcam de sair pra fazer compras mais tarde, e Nora volta pra cama, pensando em… adivinha.

Eu imaginei o sorriso maroto de Patch e seus olhos negros cintilantes.

Olhos… negros… cintilantes (glittering black eyes). Repentinamente imaginei aqueles olhos que personagens de anime fazem quando estão muito emocionados.

Quando eu era mais nova, o afilhado de Dorothea, Lionel, quebrou um dos copos da cozinha. Ele varreu todos os fragmentos de vidro exceto um, e ele apostou comigo que eu iria lambê-lo. Eu imaginei que me apaixonar por Patch era mais ou menos como lamber aquele fragmento: eu sabia que era idiota, e sabia que iria me cortar. E mesmo depois de todos esses anos uma coisa nunca havia mudado em mim: eu continuava atraída pelo perigo.

Não sei se rio ou se recomendo um psiquiatra.

Nora então finalmente nota o óbvio – o celular dela está ligado, e cheio de bateria. Como ele estava descarregado no dia anterior, então? Este trecho do livro é seguido por uma imagem de uma pena negra, o que é TÃO INCRIVELMENTE SUTIL.

Mais tarde as duas vão pra loja Victoria’s Secret, onde Vee vai procurar roupa íntima. É um dia chuvoso e nublado.

Não vai ter nenhum dia ensolarado neste livro, vai?

Temos uma conversa sobre seios e sutiãs.

…Tentativa de conquisar a outra metade do público de leitores?

Aprendemos que Vee tem enormes ta-tas, e está em busca de um sutiã que não os faça ficarem… “agitados”.

Eu não deveria estar olhando lingerie. Naturalmente me fazia pensar em coisas sensuais. Como beijar. Como Patch.

Vá se catar.

Nora reflete sobre todas as coisas que Patch fez com ela (bem, duas) e, dentre elas:

[Estava pensando] No mesmo Patch que me salvou de morrer na queda no Arcanjo; pois é o que eu tinha certeza que havia acontecido, apesar de não ter nenhuma explicação lógica.

Eu continuo economizando meu alfinete aqui, porque ainda acho que a autora pode ter jogado um Red Herring; mas se eu fosse a Nora, estaria suspeitando que foi o PATCH quem causou toda a experiência da queda no Arcanjo. Pense bem, sua anta – ele precisava que você gritasse pra ganhar a aposta insignificante, e graças à “queda”, você gritou, e ele ganhou. E ele nem pareceu preocupado com seu estado depois, apesar de ter se preocupadom com o não-Jason num capítulo anterior. Todas as provas apontam pra ele; não faço idéia de por que Nora iria achar que ele SALVOU ela.

Ah é, Sue. Silly me.

Ah, e no capítulo anterior, Patch deu à Nora um papel com o endereço da tal festa-na-costa. Ela ainda o tem no bolso, o que me faz teorizar que ela não trocou de roupa desde a noite anterior, e isso é muito nojento. Daí ela diz que não irá de jeito nenhum, e compara uma privação de Patch com uma privação de chocolate.

…eu não preciso transcrever.

Isso é seguido por uma pequena cena bestinha em que Vee tenta trocar etiquetas dos produtos para pagar menos por eles, e Nora aponta que isso é retardado e nunca daria certo.

Tudo muito bem, tudo muito bom, até que Nora avista a figura encapuzada da noite anterior vigiando-a do lado de fora. Ela alerta sua amiga Vee, que é surpreendentemente prestativa em termos de não-duvidar-da-revelação apesar da figura encapuzada já ter desaparecido. Vee questiona se é Marcie Millar, mas Nora diz que não é, por qualquer motivo.

Vee então resolve vestir as roupas da Nora e atrair a figura, enquanto Nora seguiria as duas de carro até o cemitério (apropriado) para descobrir quem era a figura.

Fora o fato de [Vee] ser alguns centímetros mais alta que eu, e alguns quilos mais volumosa, ela podia se passar por mim.

Isso não faz o menor sentido. Vee teria que ter seu “cabelo castanho que é vermelho dependendo da luz”, e seus “olhos esfumaçados”, lembra?

O plano começou, e logo da janela da loja Nora pôde observar que a figura encapuzada era definitivamente uma mulher – e, considerando que até agora apenas três mulheres (descontando a Dorothea) foram apresentadas, pode apostar que a próxima personagem feminina que aparecer será a identidade secreta.

Nora entra no carro e se direciona ao cemitério, mas repentinamente o guarda-chuva vermelho que Vee levou vai de encontro ao pára-brisa. Nora para o carro e acha sua amiga caída, ferida de uma maneira não específica no meio da rua, e teve sua bolsa roubada também. O capítulo termina com Nora discando 9-1-1, pedindo socorro para a sua amiga.

…*olha pra cima* isso foi bem agradável. O livro fica tão mais fácil de engolir quando não tenta empurrar seu romance perigoso ™ e suas empreitadas patéticas sobre relacionamentos.

Só que esse livro não é classificado como aventura ou fantasia ou ficção, então aposto que isso será temporário. Sad.

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