Capítulo 8

CAPÍTULO 8

Nosso capítulo começa com Nora voltando à mesa de futebol de mesa (heh, pleonasmo) onde Vee e Elliot esperam para começar a partida; Elliot parece um tanto despreocupado com o tempo que Nora levou conversando com o Loomer, o que me é esquisito. Infelizmente a partida não pode começar, porque a personificação de tudo o que é alto e de grande estatura, Jules, ainda não voltou de… lugar. Vee suspeita que ele não goste da dupla de vadias, mas Elliot garante energicamente que ele AMA elas, e vai procurá-lo.

Nora então comenta que vai matar Vee, e:

Vee levantou as palmas de suas mãos e deu um passo para trás.

Vee continua, dizendo que também contou pro Elliot que Nora era uma super Mary Sue que tinha todos os caras da escola na palma da mão; ou seja, Vee fez o pecado de contar a verdade. Que feio.

Nora decide que ela precisa de açúcar, e sai pra comprar um algodão-doce para si e para a amiga. Mas ao invés disso ela vê O Arcanjo, e se sente *suspira* ATRAÍDA por ele, e vai na direção. No caminho ela angsteia sobre se sentir estranha, um frio na espinha, mas não por causa da temperatura, e sim porque há alguém seguindo ela!!!!

E mais uma vez aponto o potencial para um livro de suspense aqui.

Daí ela observa pra achar o tal observador.

Me virei num completo 180 graus. Um pouco mais atrás, parada atrás de um jardim cheio de árvores, uma figura encapuzada virou-se e desapareceu na escuridão.

Ela resolve correr (na direção do Arcanjo, duh) e esbarra em alguém.

– Me desculpe! – exclamei, tentando recobrar meu equilíbrio.

Patch me lançou um sorriso.

– É, eu sou difícil de resistir.

Onde está um porrete de ferro quando se precisa de um.

Nora tenta fugir, mas Patch a detém segurando-a pelo cotovelo (o que é um pouco engraçado de imaginar). Adoro como o livro diz que ele está SUPER PREOCUPADO com ela porque ela parece estar prestes a vomitar (que nem eu!), mas isso não justifica ele arrastar ela até um carrinho de limonada pelo cotovelo. Isso deve doer que só um cão. Ela esperneia e diz que não quer ficar perto dele:

Ele afastou uma mecha do meu rosto:

– Adorei o cabelo. Adoro quando ele fica fora de controle. É como ver um lado seu que deveria se expor mais vezes.

PFFF-HAAAAHAAHAHAHAHAHAHAHAAAHAHHAHAAHAAAHAHAHAAHAAAAAAHAHAHAHAHALOLOLOLOLOL OH GOD

ISSO é o que passa por ROMANTISMO hoje em dia? Minha nossa, meu primo capeta faz elogios melhor que… isso aí. E ele tem tipo 10 anos.

Depois disso temos um momento epic fail em que Nora instintivamente tenta ajeitar o cabelo, mas aí para ao notar que está fazendo isso pra buscar aprovação de um possível psicopata. Mas isso não importa. Temos o seguinte diálogo:

Patch: Venha comigo no Arcanjo (que aparentemente é um tipo de montanha-russa).
Nora: NÃO!
Patch: Vamos, venha.
Nora: NÃO NÃO!
Patch: Se você vier, eu te conto a verdade sobre mim!
Nora: Oh, que verdade?
Patch: Vai ter que vir pra saber =D
Nora: Medo de altura vs. “verdade” dúbia e possivelmente inexistente… EU TOPO!

Ah, e depois de declarar seu medo de altura, Nora nos dá isso:

Só que, repentinamente, a idéia de subir tão alto no céu não me assustava. Não mais. De um jeito absurdo, saber que estaria com Patch me fazia sentir mais segura

De fato, é ABSURDO. PORQUE ELE É UM CREEPY CREEPY STALKER, DAMMIT! ISSO DEVERIA MULTIPLICAR O SEU MEDO, NÃO REDUZÍ-LO!

Patch então altera o acordo – se Nora for no Arcanjo sem gritar, ele vai pedir pro Treinador trocá-los de parceiros de biologia. Nora, sendo a estúpida imbecil que é, aceita (pobre Vee, ainda esperando seu algodão-doce). Na fila, Nora tenta perguntar pro Céuboy se ele tinha alguma conexão com o local (o porto, não o parque).

– Responder isso significaria jogar luz sobre o meu passado. E eu gostaria de mantê-lo na escuridão.

Ele poderia simplesmente dizer “não gosto de falar sobre meu passado”, mas isso não seria tão dramático quanto a analogia luz – escuridão.

Depois temos uma pequena cena que tem três coisas super legais acontecendo:

Ele se aproximou e nossos braços se tocaram, uma conexão tão forte que fez os pelos do meu braço se arrepiarem.

PATCH ESTÁ MAGNETIZADO!

– As coisas que tenho a confessar não são o tipo de coisa que se diz para um parceiro de biologia impertinente – disse ele.

VOCÊ tá chamando ELA de IMPERTINENTE?! LATKJDF. AFTOAJDBNFJLADBKNQMLFNAJLERTKHAJDLNFPOIUYTFVBNJ.

O vento gélido me envolveu, e quando eu o aspirei, me encheu de gelo. Mas não se comparava ao calafrio que as palavras de Patch me fizeram sentir.

Pena que sobreviveu a essa hipotermia.

Chega a vez do nosso par de subir no brinquedo, e eles ficam no carrinho do final. Antes de entrar, Nora percebe que há toda uma historinha desenhada nos lados dos carrinhos da montanha-russa: uma sobre um anjo que teve suas asas arrancadas por um demônio, daí foi pra terra, ficou amigo de uma garotinha e daí possuiu ela, privando-a de vontade própria e liberdade.

Nossa. Será que isso foi foreshadowing.

Após uma descrição detalhada sobre o brinquedo que foi totalmente necessária, os carrinhos começam a subir.

O cheiro de suor, ferrugem e água salgada provindos do mar enchiam o ar. Patch sentou-se perto o bastante para sentir seu cheiro. Captei um vago resquício de um sofisticado sabonete de menta.

Como os anjos caíram.

(E sou só eu que acho estranho cheiro de ferrugem vir do mar?)

– Você parece pálida – disse ele, inclinando-se para ser ouvido sobre os sons da subida.

Eu me sentia pálida, mas não admiti.

Já eu estou me sentindo bronzeado hoje. É uma sensação estranha.

O carro subiu até o ponto pré-queda.

O vento cessou, permitindo ao ar seco se espalhar por minha pele.

Oi?

O carro começou a descer, e estava indo super rápido!

Por dentro, sentia meus orgãos flutuarem e caírem em resposta à queda.

Mais uma vez tenho imagens mentais de desenhos animados. Especificamente, do episódio de Bob Esponja em que todas as pessoas da Fenda do Biquíni ficaram minúsculas, entraram nele e começaram a chutar seus orgãos.

Aqui as coisas começam a ficar tensas. Nora primeiro nota que seu cinto de segurança foi desafivelado (?). Ela largou a barra de metal para tentar refixar o cinto (o que não é muito sábio, por sinal), e, mesmo após se esbarrar em Patch passada uma curva violenta para a esquerda, ele não ligou. Eventualmente o pior aconteceu – uma curva violenta para a direita a fez esbarrar contra a frágil porta de saída do carrinho, que desmoronou. Nora, não tendo conseguido fixar o cinto de segurança, é também arremessada carrinho afora, caindo tão rapidamente. A cada milésimo chegando mais próxima do chão; quando finalmente chegou o momento fatídico, Nora fechou os olhos e gritou… e quando os abriu…

…ela nunca havia saído de dentro do carrinho.

EU SEI que estou batendo nesta mesma tecla tantas vezes. Eu sei. Mas sério – POR QUE ESSE LIVRO NÃO É DE SUSPENSE!?!?? Essa cena foi PURO filme de terror. Eu consegui imaginar até aquela trilha sonora cheia de coral-cantando-latim-incompreensível. Estaria ideal num filme desses. Mas NÃO. ESTÁ EM SUSSURRO.

ARGH. AARRRRRGHGHHHHHH.

*respira fundo* Enfim, Nora deu um grito, o que faz Patch ganhar a aposta. Eu sei que, se foi o Patch quem fez isso (e o livro aponta com força que foi), isso faz dele o interesse amoroso mais inacreditavelmente perturbador da história da literatura (sim, mais do que o Vlad Purpurina). Mas me sinto generoso; vou dar o benefício da dúvida para a autora. Talvez tenha sido um Red Herring. Sim, sei que estou supervalorizando-a.

O capítulo termina com o Status Quo adoravelmente mantido; mas não antes de termos algumas falas horrivelmente mal-escirtas:

– O Arcanjo – eu murmurei, olhando de relance para o brinquedo, que já havia começado sua próxima subida.

– Significa um anjo de alta posição (JURA? NÃO SABIA!) – havia claramente convencimento em sua voz – Quanto mais alto se está, maior a queda.

Sim, foreshadowing óbvio é óbvio; mesmo assim, há um ar de trocadilho no que ele disse. De trocadilho ruim.

Daí Nora diz que anjos guardiões fazem mais o seu tipo, e o capítulo se encerra.

Sim, ela realmente disse isso.

Começo a achar que esse livro me fará começar a beber.

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