Capítulo 7 – “7” de “anos 70”!

CAPÍTULO 7

Começa o capítulo com Nora pateticamente sentada na cozinha conversando com a governanta alemã cujo nome não me interessa e eu não vou decorar. Nada de mais – blá, sua mãe vai demorar ainda mais pra chegar pelo bem do enredo (ou falta dele), blá Nora tem psicólogo na escola desde a morte do pai dela, blá Nora está lambendo manteiga, blá governanta terá que ficar fora no fim de semana(-ish).

Daí temos este… momento non-sequitur:

– Tem planos pra hoje à noite? Você e Vee tem alguma trama? Um filme aqui em casa, talvez?

– Talvez. Sinceramente, Dorth, eu posso limpar a pia mais tarde. Sente-se aqui, e… coma a outra metade do meu bagel.

O coque cinzento de Dorothea estava se desfazendo enquanto ela esfregava:

– Estou indo para uma conferência amanhã – disse ela. – A Dra. Melissa Sanchez vai dar uma palestra. Ela diz que a chave para se tornar mais sexy está no pensamento. Hormônios são remédios poderosos. A menos que digamos a eles o que queremos, eles não agirão. Funcionarão contra nós – Dorothea se virou, me apontando o Ajax para maior ênfase. – Agora eu acordo de manhã e vou pra frente do espelho com meu batom vermelho. ‘Eu sou sexy’, eu escrevo. ‘Os homens me querem. GG é o novo P’.

– Você acha que está funcionando? – eu perguntei, me esforçando ao máximo pra não sorrir.

– Está funcionando – disse Dorothea, séria.

…desde quando “coma a outra metade do meu bagel” se traduz para “me fale sobre sua estratégia de auto-estima”?

Depois… disso… a governanta pergunta para Nora se ela tem algum garoto na sua vida. A Sue nega, mas isso não impede a governanta de descrever que ela já esteve na mesma situação que a Nora (ela tinha um asshole e um cara legal afins dela), e que escolheu seu “Elliot”. Nora tenta mudar de assunto perguntando sobre o afilhado da governanta, o que gera um diálogo divertido com a governanta achando que a Nora está afim dele (“eu posso arranjar algum esquema-“). Ei, há uma primeira vez pra tudo.

Nora então sobe pro quarto e reflete como ela talvez não devesse sair com o Elliot, porque eles mal se conhecem.

…eu… vou resgatar uma pequena citação de dois capítulos atrás:

“Apesar de saber que provavelmente me arrependeria, eu estava curiosa o bastante sobre Patch para acompanhá-lo a qualquer lugar.”

O Patch você companharia a qualquer lugar, mas o Elliot não.

…meu cérebro dói.

Bem, Vee liga e começa a falar patricinhamente sobre manchas e afins. Nora decide que NADA é pior que ouvir Vee se lamentando, e resolve falar pra ela sobre o encontro, ela diz que vai passar em 10 minutos, Nora vai se arrumar.

Daí temos COSTUME PORN!

Subi para o meu quarto e peguei um suéter branco confortável de cashmere, jeans pretos e mocassins azuis-marinhos. Arrumei meu cabelo contornando o meu rosto com o meu dedo, o jeito como aprendi a organizar minhas curvas naturais, e… voilà! Espirais quase-boas. Me afastei do espelho para uma análise e me entitulei de um meio-termo entre largada e quase-sexy.

Ouviram, fukkin preps?

Vee chega e Nora foge com a estratégia “conte que está saindo enquanto está saindo”. Mais costume porn (erm, make-up porn) pra Vee, seguido pela mesma dizendo que Nora está muito desarrumada pra encontrar GAROTOS (iiiihhh!!). Vee oferece maquiagem, mas Nora recusa.

Pra ser sincera, estava insegura quanto a ir sem maquiagem. Não porque eu me sentia um pouco desnuda, mas porque a sugestão de Patch de ficar sem maquiagem grudou na minha cabeça. Tentando me fazer sentir melhor, disse a mim mesma que minha dignidade não estava em jogo. Nem o meu orgulho. Recebi uma sugestão, e tinha a mente aberta necessária para experimentá-la.

Vee e Nora chegam no lugar (Porto Delphic), onde basicamente temos um parque de diversões ao ar livre.

…Hum.

Sabe, eu cresci nos anos 90. E toda criança que cresceu nos anos 90 assistia Sessão da Tarde na Rede Bobo. E na Sessão da Tarde passavam muitas vezes uns filmes bem bestas dos anos 80-tentando-ressucitar-os-anos-70. Esses filmes eram bem formulaicos, e era comum eles terem uma trama tipo “garota gosta de um cara gentil e um bad boy também gosta dela e o bad boy bate no cara gentil”. E sempre.

Sempre.

Sempre.

Eles vão num parque de diversões.

Somado com a personalidade bad-boy clichê do Patch, acho que posso confirmar que Fitzpatrick ainda vive nos anos 70 (ou nos 80, tentando ressucitar os 70).

Heh. Isso vai ser interessante.

Voltando, a vendedora de ingressos vende ingressos e entrega um panfleto para uma nova atração. O panfleto cobre UMA PÁGINA INTEIRA devido ao uso gratuito de separação de linhas.

A NOVA ATRAÇÃO

DO PARQUE DE DIVERSÕES DELPHIC!

O ARCANJO

REMODELADO E RENOVADO!

CAIA DA BENÇÃO NESTA

QUEDA VERTICAL DE TRINTA METROS.

“O Arcanjo”. Sacou?

Imediatamente após isso temos a confirmação de que Nora é uma mentirosa de carteirinha.

– Temos que ir [no Arcanjo]! – ela gritou.

– Por último – eu prometi (…). Eu não tive medo de alturas por anos, provavelmente porque convenientemente as evitei. Não tinha certeza de que já estava pronta pra descobrir se meus medos tinham se dissipado.

Depois de irmos na roda gigante…

Espero que você tenha ficado com os olhos fechados durante todo o passeio de roda gigante.

Depois de toda a diversão, Vee e Nora resolveram procurar os GAROTOS (iiiihhhh!!). Elas imaginaram o primeiro lugar como sendo o fliperama (porque é os anos 80, todos ainda adoram fliperamas). Mas lá, Nora acha alguém que ela não esperava…

Patch!

Felizmente pela primeira vez na vida ela simplesmente o ignora e vai com Vee para onde estão Elliot e Jules. Só que Jules resolveu que não quer participar dessa reencenação de Grease, e resolveu se mandar. Após isso, a trupe resolve jogar futebol de mesa/pebolim/totó/fla-flu/DANE-SE-O-NOME-DESSA-COISA-NO-SEU-ESTADO, mas a partida não começa porque Vee localiza Patch (vai rolar muita confusão!). Nora tenta evitar o assunto, mas Vee não o faz. E pra melhorar a situação, Vee resolve comentar sobre as peripécias de Patch (heh, aliteração).

– O Patch deixou bem claro que quer ser mais do que um parceiro de biologia para Nora – continuou Vee. – Não que alguém possa culpá-lo.

Você não acabou de dizer que ela era desarrumada?

Vee continua com a revelação de como Patch é um stalker horrível, e após uma (divertida) listagem de tudo que ele é (incluindo vários exageros), Elliot resolve dar uma de mocinho de filme de anos 80-tentando-ressucitar-os-anos-70.

– Sem ofensa, mas esse cara parece um maníaco – disse Elliot. – Me dêem dois minutos com ele – ele começou a andar.

– Não! – eu disse, pendurando-me em sua manga para pará-lo. – Ele, er, pode ficar violento de novo. Deixe-me cuidar disso – estreitei meu olhar na direção de Vee.

– Tem certeza? – disse Elliot. – Eu não me incomodaria em ir.

ISSO. É. TÃO. ANOS 70. Consigo ouvir a música disco no fundo.

E só eu me sinto meio perturbado com o comportamento da Nora? Se eu fosse Elliot, iria pensar que Patch bate nela, ou algo do gênero.

Nora vai em direção a Patch, apontando que ele continua com sua vestimenta ninja e seu boné de beisebol (ele não trocou de roupa desde aquele dia? Eca). Temos uma descrição fanservica do “possível corpo de Patch” (argh, eu odeio você, Nora), até que ela finalmente o alcança e tenta começar uma conversa. Patch está jogando fliperama.

– Pac-Man? Ou Donkey Kong?

…vamos dar uma parada para analisar isso. Sei que estou sendo detalhista, mas meu lado geek por video-games não consegue se conter.

Baseando no fato de que Nora sabe dirigir, vou supor que ela tem 16 anos. E baseando no fato de Vee ter um iPod, vou chutar aleatoriamente que essa história se passe em 2006.

Bem, vou começar dizendo que, em 2006, nenhum fliperama normal teria Pac-Man ou Donkey Kong. São jogos velhos. Mas sei que isso pode ter sido apenas a falta de contato com fliperamas por parte da Nora; digamos que ela não vê um desde que ela era criança; tipo… 1998. Bem, em 1998 poucos fliperamas tinham Pac-Man ou Donkey Kong do mesmo jeito; na época, era muito mais comum encontrar Street Fighter II, jogos de tiro com light-gun… Marvel vs. Capcom também saiu em 1998, e foi um grande sucesso na época.

Então, eu simplesmente não consigo aceitar qualquer explicação por Nora escolher Pac-Man e Donkey Kong, como se eles fossem os fliperamas mais populares da época dela. Eles não eram. Eles eram nos anos 80 até o começo dos anos 90. Isso só mostra minha teoria de que Fitzpatrick ainda não saiu daquela década. E nem se incomodou em pesquisar direito.

——-

De volta ao nosso capítulo.

Patch pergunta sobre Elliot por CIUMINHO.

– Primeira semana na escola e já fez amigos. Cara sortudo – Ele me lançou um olhar. – Talvez ele tenha um lado negro

e perigoso sobre o qual não saibamos”.

Você entende de lados negros e perigosos, né.

Patch então desafia Nora a um jogo. Se ele vencesse, ela iria se despedir do Elliot e acompanhá-lo. Se ela vencesse… “hah, até parece” (Patch).

Esse é um clichê de conversas que eu nunca entendi. Se a pessoa com quem você está jogando não tem nada a perder, e você tem tudo a perder, pra que raios jogar?

Ouvindo o comentário “hahah, você nunca me vencerá em jogos eletrônicos para crianças”:

Antes que pudesse me conter, dei um soco no braço dele.

– Cuidado – disse ele em voz baixa. – Eles podem pensar que estamos paquerando.

…Socar o braço de alguém = paquera?

…Oh… preciso falar com um amigo meu.

Nora comenta que a parte racional dela não queria ir, mas a parte irracional queria se “aproximar do fogo para ver se iria se queimar” (analogia incrivelmente retardada). Ele escolhe sinuca, mas ela prefere recusar o jogo.

Isso nunca vai pra frente, porque Nora muda de assunto e pergunta como Patch conseguia ler a mente dela. Ele nega fazer isso, porque ver Nora duvidando da própria sanidade é divertido. E ei, ela poderia ser mandada para um manicômio e esse lixo de livro estaria terminado!

…um cara pode sonhar.

O capítulo termina com Patch pedindo para que Nora o encontre n’O Arcanjo, e ela diz que não o fará.

…Sim, podem rir.

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