Capítulo 5

CAPÍTULO 5

MISSION BRIEFING

Agente Vee. Agente Nora. Chegou a hora. Faremos algo que muitos dizem ser estúpido. Algo que mudará a história como conhecemos. Algo que vai além dos nossos maiores sonhos. Vamos fazer o que nenhum homem jamais conseguiu.

E vocês são mulheres.

Iremos…

invadir…

a…

sala…

dos arquivos…

estudantis!!!!

Acalmem-se! Teremos muito tempo para nervosismo após cumprirmos a missão. Não se comportem como mulherz-

…opa. Quero dizer, recomponham-se.

Este é o plano:

Sua missão começa no ponto A, que fica próximo à ilustrada “atendente chata”. Primeiro você, agente Nora, precisa dizer que vai cadastrar sua prescrição médica do seu remédio pra anemia na enfermaria, apesar de não ter precisado fazer isso nos últimos anos em que conviveu com a doença. Sua escola é estúpida. Quando você for à enfermaria, a missão dependerá de a enfermeira NÃO estar lá. Se ela estiver, A MISSÃO IRÁ FRACASSAR. Se ela não estiver, sente e espere a agente Vee.

Enquanto isso, agente Vee, você precisará criar uma distração que faça com que todos evacuem a área e, então, entrar. Estou ciente de que isso mata o propósito da agente Nora entrar primeiro, mas meus planos são engenhosos demais para vocês compreenderem.

Uma vez feito, abram a porta da sala de arquivos. Se ela estiver trancada, A MISSÃO IRÁ FRACASSAR. Se não, bem, preciso que a agente Nora entre enquanto a agente Vee fica de vigia. Uma vez dentro, a agente Nora precisa verificar o arquivo do nosso suspeito (o sr. Cipriano… pfffhihihihi, Cipriano), daí sair da área. Depois disso, missão cumprida. Esta é uma missão de ESPIONAGEM. Ninguém pode saber que vocês entraram. Exceto o elemento “atendente chata”, claro.

Vamos à missão!

— – – – – – –

(spork começa)

Como o briefing sugere, esse plano é imbecil. Ele depende que duas coisas altamente improváveis aconteçam (que a enfermeira não esteja na sala e que a porta da sala dos arquivos esteja destrancada), e aparentemente num dia útil. Se fosse ao menos domingo, seria compreensível. Argh. Mas vamos logo com isso.

O plano prossegue como o planejado para a agente Nora, exceto que ela interrompe partes do plano para ficar ranteando sobre como isso é errado e indo longe demais e desnecessário e blá blá blá. Tolinha, esqueceu que você tem Sue powers que lhe protegerão de suspensões? Geesh.

O que havia de errado comigo? Não, o que havia de errado com Patch; com o jeito que, sempre que se tratava dele, eu não conseguia parar de fazer mau julgamento?

Malditos hormônios!

Vee consegue, de acordo com o plano, debandar todos os ocupantes do local e se juntar à sua amiga. Como?

– Você não incapacitou [eles], certo?

– Não dessa vez.

Que bom, pelo menos um pequeno alívio.

– Eu usei o orelhão lá fora pra denunciar uma bomba instalada na escola – disse Vee – A secretária ligou pra polícia, daí saiu correndo chamar o diretor.

– Vee!

Adoro como a personagem que a autora queria que odiássemos tem momentos bem mais memoráveis que o casal principal.

Nora então entra na sala e, graças ao super poder da emice, transforma uma tarefa simples numa tarefa complicada (“ai, será que eu tenho o direito de ver? Será que não? Será que o Patch é um stalker? Será que eu devo comer torrada amanhã?”). Graças a isso, o DIRETOR SE APROXIMA~!!!

Nora então abre o arquivo de Cipriano (pffffffff-), diz “no puede ser!”, e coloca de volta. A autora prefere guardar o suspense até o fim do capítulo; apesar de que é bem fácil de imaginar o que era.

O diretor abre a porta, e pega Nora segundos depois de ela colocar o arquivo de Cipriano (pffhehpff) de volta. Ele pergunta o que ela está fazendo, ela diz que SE PERDEU da enfermaria (ela achou que a enfermaria era atrás de uma porta que dizia “arquivos estudantis”). O diretor engole.

…..

..

*respira fundo*

Eu odeio tanto esse livro.

A situação termina sem detalhes, e sem Vee ser terrivelmente punida por ter quebrado no mínimo umas 5 leis. As duas então vão para um restaurante mexicano chamado A Fronteira (nome interessante). Lá, temos mais um pouco da dose nunca saudável da piada “dieta das cores” que não é engraçada e seria legal se parassem de referenciar. Daí Vee anuncia que está “naquela época do mês”, e vai para o banheiro para dar lugar a alguém mais importante para a trama.

Patch!

É, acontece que Patch trabalha no lugar (limpador de mesas, sei lá); coisa que ele comentou quando Nora foi visitá-lo no fliperama-underground, mas que ela esqueceu completamente. Naturalmente, eles trocam olhares, “Nora estava séria, Patch estava gaiato” blá.

Ele roubou o lugar da Vee. Quando ele repousou seus braços, notei que eles eram tão longos que invadiam o meu lado da mesa.


Ele provoca ela tipo “ah, veio aqui me ver!” e ela tá tipo “até parece”, daí ele rouba um copo dela e começa a puxar conversa, e ela aponta, bem sensatamente, que ele deveria estar trabalhando, e não apavorando as clientes.

Oh, bom senso, por que és tão raro.

Ele ignora e temos um dos piores diálogos de “romance” da história da literatura. Merece uma análise completa.

Ele sorriu:

– Vai fazer alguma coisa no domingo à noite? (quer também ir comigo no baile da formatura, e fazer  todos os outros clichês de romances adolescentes?)

Eu funguei (foi catarro pra todo lado!). Por acidente:

– Você tá me chamando pra sair? (não, tá te chamando pra um dueto de berimbau)

– Tá ficando convencida. Gosto disso, Anjinho. (GEDDIT?)

– Eu não ligo pro que você gosta. Eu não vou sair com você. Não para um encontro. Não sozinha (cofcofmentiracof) – Eu queria me bater por sentir um aumento de temperatura ao imaginar no que uma noite sozinha com Patch poderia resultar (eu também). Provavelmente ele nem estivesse falando sério. Provavelmente estava me atraindo para cair nessa, por motivos que só ele conhecia – Espera aí, você me chamou de Anjinho? (demorou tanto assim pra notar que ele te chamou de um dos apelidos mais corny da história?)

– E daí se eu chamei?

– Eu não gosto. (lol, who karez)

Ele sorriu:

– Mas fica. Anjinho. (screw the rules, I am a creepy stalker)

Ele se inclinou para frente, levando sua mão ao meu rosto (assédio!), e esfregou seu polegar em um dos cantos da minha boca. Eu me afastei, tarde demais (foi mais rápido que a vez que ele “saiu lentamente” pela porta atrás de mim). Ele esfregou gloss labial entre seu polegar e seu indicador (daí limpou na minha blusa):

– Você ficaria melhor sem ele.

Tentei me lembrar sobre o que estávamos conversando (não consegui, pois não estávamos conversando sobre nada), mas não tanto quanto tentei parecer inalterada pelo seu toque. Joguei meu cabelo para trás sobre meus ombros (eu sou LINDA! ABSOLUTA! EU SOU STE-FHA-NY!)

Daí Nora diz que não vai poder ir porque não pode sair em noites que precedem uma manhã de aula, or some.

– Que pena. Vai ter uma festa perto da praia, pensei que a gente podia ir. – Ele soou de fato sincero.

Até aquele momento, estive tentando me convencer de que não me importava com o que Patch pensava sobre mim. Mas agora, eu sabia que era mentira. Apesar de saber que provavelmente me arrependeria, eu estava curiosa o bastante sobre Patch para acompanhá-lo a qualquer lugar.


Procure um psiquiatra, com certa urgência.

– [Você não pode ir] porque não pode sair nas noites que precedem a escola, ou porque tem medo de ficar sozinha comigo?

– Os dois – a confissão simplesmente me escapou.

– Você tem medo de todos os caras… ou só de mim?

Virei meus olhos, como se estivesse dizendo “eu não vou responder a uma pergunta tão (retórica) sem sentido”.


É, eu teria que transcrever o diálogo todo pra passar a imagem de como ele é ruim, mas essa amostra serve. Basicamente eles ficam nessa besteira – Patch provoca e Nora se irrita, quando no fundo ela está MORRENDO DE DESEJO por ele. O assunto começa a ficar sério quando Nora diz que Patch não sabe tudo sobre ela, e Patch diz a mesma coisa.

Eu estava brincando com as (minhas) mãos, daí as tirei de vista.


Esse capítulo está sendo fonte de imagens mentais bem legais.

Nora revela que viu o arquivo escolar de Patch e que nele…

….

NÃO HAVIA NADA!

Daí o Patch fica tipo “e daê?”, e Nora:

– Estou lhe dizendo isso porque quero que você saiba que eu sei que ela sabe que você sabe que há algo de errado sobre você. Você não enganou todo mundo. Vou descobrir o que você está tramando.


“Não enganou todo mundo”? Quem é “todo mundo”? Vee já suspeita dele, e Jules, Elliot e Marcie nem falaram com ele. A única pessoa que ele “enganou” on-screen foi o Treinador. E o resto do corpo escolar, mas uma vez que a escola só ensina biologia, não é muita gente.

– Vou expor você.

– Esperarei ansioso.

Enrubeci, entendendo o duplo sentido tarde demais.


That’s what she said.

Daí Patch fica mal-humorado com ela e encara ela, quando Vee FINALMENTE sai da sua sessão de menstruação de 5 horas.

– Por que está me olhando assim? – eu desafiei.

Ele apoiou o pé na frente, preparando-se para levantar:

– Porque você é muito diferente de como eu imaginava.

– Você também – rebati – É pior.


Deixe-me ver se entendi – Patch está zangadinho porque Nora admitiu que não gosta dele por ele ser tão tão perturbadoramente estranho, e por ele agir como um bad boy de um filme dos anos 70; sendo que antes ele não se importava. E Nora está zangadinha porque agora acredita que tem algo errado com Patch, coisa que ela não achava quando ele praticamente Mind Rape-ava ela nas aulas de biologia.

Bipolaridade – a gente vê por aqui.

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