Capítulo 4

CAPÍTULO 4

O capítulo começa com Nora (no carro) ligando para sua boa amiga Vee. Nora, nervosa demais para articular boas palavras, balbuceia, fazendo Vee imaginar que sua amiga atropelou um veado, e que vários pedaços sangrentos de veado estão espalhados pelo carro. Como todos faríamos.
Nora, demonstrando uma consciencia de clichês surpreendente, resolve que voltar pra casa seria uma idéia estúpida (com o tal assassino do ski próximo e tal), e portanto segue para a casa da super melhor amiga.

Avancei com o [carro] pela chuva, rezando para que o sinal na Hawthorne estivesse verde ao meu favor.

Porque um serial killer é fichinha se comparado a – gasp – UMA MULTA!

Nora então deixa o carro destruído na garagem da amiga, e então sobe para seu quarto, onde a encontra ouvindo um iPod (PRODUCT PLACEMENT) no volume máximo. Vee e Nora descem pra ver o carro, e…

…ele está novinho em folha.

…sabe, este é um clichê clássico de filmes de terror. Uma pessoa vê algo estranho e, quando chama alguém pra ver, o algo estranho sumiu. POR QUE ESSE LIVRO NÃO É DE SUSPENSE?! Tem tudo pra ser de suspense! Pra quê ser um “Romance Perigoso” ™ quando o interesse amoroso parece mais um psicopata do que qualquer coisa?

Em outra nota, acho divertido imaginar como alguém teria conseguido consertar/trocar o carro em tão pouco tempo. Sei que deverão dizer que foi mágica ou coisa do tipo, mas é legal pensar em um monte de duendes aparecendo, carregando o carro pra fora, e trocando ele por um novo; tudo super rápido.

Após uma inspeção, tudo o que as garotas encontram é uma rachadura no pára-brisa, o que faz Vee suspeitar que foi um esquilo que a Nora acertou. Um esquilo suicida.

Nora meio que prefere não contar sua versão dos fatos pra amiga, porque… sei lá. Nora começa a duvidar que tudo tenha mesmo acontecido, o que – eu acho – sugere controle da mente, mas faz ela esquecer feito uma idiota que há marcas vermelhas em seu ombro que mostram que realmente aconteceu. Mas quem liga pra consistência em Sussurro, afinal?

– NO DIA SEGUINTE!! –

Nora e Vee resolvem tomar café da manhã perto da escola. Nora fica refletindo sobre o – suposto – assassino, e teorizando que ele poderia ser Patch, pois ambos têm olhos pretos (assim como a maioria dos habitantes do planeta), enquanto Vee fica paquerando dois GATINHOS PAQUERAS AI AI AI do outro lado da rua – um pretty boy pouco descrito e um cara inacreditavelmente alto. Sério, ela gastou um parágrafo e diálogos só pra apontar que ele é alto.

– Oi – disse Vee – Meu nome é Vee. Ela é Nora Grey.

Fitei Vee, irritada. Não gostava quando ela me apresentava com meu sobrenome, sentia como se isso violasse algum tipo de contrato subconsciente entre garotas, ainda mais entre melhores amigas, ao conhecer um garoto novo.

Draaaaama-queen.

Os dois rapazes se apresentam, o pretty boy se chama Elliot…

E o grandalhão se chama Jules

Basicamente, Elliot é super amigável e se oferece a pagar comida para as garotas. Isso não é clichê.

– Vamos querer dois donuts com recheio de creme.

– Então é o fim daquela dieta? – perguntei a Vee

– Só se for pra você. A semente da baunilha é uma fruta. Uma fruta marrom.

– É um legume.

– Tem certeza?

Não tinha.

Nora comenta sobre como ela está oh tão abalada pelo incidente da noite anterior que talvez não tivesse sido incidente, mas felizmente esses pensamentos insignificantes são afastados quando ela avista a tão sedutora figura de Elliot comprando doces.

Se não estivesse tão abalada, talvez tivesse cultivado algum interesse. Em amizade, ou talvez mais.

Porque amizade, só com caras bonitos.

Vee tenta puxar conversa com o grande e quieto grandalhão que ficou  na mesa. Ele revela que vem de uma escola particular.

Vee molhou um dedo na espuma do seu leite e o lambeu:

– [Essa escola] é cara?

Jules olhou para ela diretamente pela primeira vez. Seus olhos se semicerraram, mostrando um pouco do branco nas bordas.

– Vocês são ricos? Eu aposto que são – disse ela.

Jules encarou Vee como se ela tivesse acabado de matar uma mosca em sua testa. Ele arrastou sua cadeira para trás por vários centímetros, afastando-se de nós.

Eu não faço idéia de que olhar eu teria se alguém tivesse matado uma mosca na minha testa. Acho que eu daria um tapa na testa dele(a), de volta.

Por sinal, ninguém acha estranho o fato de alguém afastar uma cadeira só porque você pergunta sobre sua condição financeira? Sheesh.

Elliot volta com donuts e começa a puxar conversa (mais ou menos). Ele revela que – tão plausivelmente convenientemente – ele irá se mudar pra escola pública em que Vee e Nora estudam! Legal, mais duas pessoas pra aula de biologia. Mas nessa hora Nora resolve que não aguenta mais ficar naquela mesa.

Em pequena parte minha falta de educação me incomodou, especialmente porque Elliot não havia feito para merecê-la. Mas eu não queria mais ficar sentada lá. Eu queria seguir em frente, me distanciando da noite anterior.”

É, eu entendo a sensação. Quando alguém tenta me matar, comer donuts com uma pessoa agradável (e outra nem tanto) me faz lembrar do fato.

Daí elas vão pra escola.

O período escolar já estava quase terminando, faltando apenas a aula de biologia

Estou com pena de Elliot e Jules. A escola particular deles provavelmente tinha outras matérias; agora eles só estudarão biologia.

Enfim, na sala, Nora está apreensiva.

– É por causa do Patch? Você não tá realmente preocupada de ele estar de seguindo, né? Porque, sabe, tudo aquilo que eu disse na biblioteca ontem à noite era só brincadeira.

SHAME ON YOU, VEE.

Nora mente que Patch não é o que está lhe roendo, quando convenientemente Vee e ela são interrompiads pela voz dele vindo de “cima” (?). Porque ele se moveu super silenciosamente, como bad boys fazem.

Ah, e Patch e Vee não se dão, sem muito motivo.

– Bonita como sempre – disse-me ele, tomando seu lugar.

(…)

– Você também cheira bem.

Anjos caídos viraram cachorros?

– Se chama banho – eu estava olhando diretamente pra frente. Quando ele não respondeu, me virei. – Sabão. Xampú. Água.

– Pelada. Sei como é que é.

Ele é tão charmoso quanto…

ninguém, porque ele não é charmoso, ponto.

Aqui Nora passa um tempo descrevendo que 1) Ela descobriu que Patch era mais alto que ela pensava, por algum motivo, e 2) Que ela odiava os comentários do Patch, exceto que ela não odiava, mas que talvez ela gostasse, ou que talvez ela odiasse.

Ah, Hércules. Não o melhor filme da Renascença da Disney, mas um ótimo filme. No mínimo setenta vezes melhor que esta coisa.

Enfim, o Treinador passa para todos um tipo de simulado para uma prova que aconteceria mais à frente. No meio da prova, Patch e Nora conversam sussurrando. Nora pergunta se Patch é um stalker, e ele brincalhosamente nega (confiável). Daí ela pergunta se ele seguiu ela após a biblioteca; ele diz que não, mas nota que Nora está abalada e fica preocupado…

…não autora, isso ainda não é o suficiente pra torná-lo gostável. Tente mais. Muito mais.

Infelizmente o treinador impede a conversa, adiando-a pra mais adiante. O que me intriga, porque, se eu fosse a assombração maligna que Patch é, teria incluído um comando “não interrompa nossas conversas” quando tivesse feito a lavagem cerebral no treinador.

Após a prova, Nora impede que Patch fuja lentamente de novo e prende ele para uma conversa. A conversa na verdade é bem imbecil; ao invés de perguntar sobre o lance do vulto e do carro e tal, Nora simplesmente diz que quer se separar do Patch na aula de biologia. Ela crê que Patch também quer isso, e que os dois poderiam conseguir se pedissem juntos ao Treinador.

Deixe-me repetir isso de novo: Nora ficou levando cantadas de pedreiro desse cara durante semanas, e acha que ele quer se separar dela na aula.

Doril. AGORA.

Vee interrompe, então a conversa é cortada. Patch se retira, e Nora diz que verá ele no dia seguinte.

– Estou ansioso por isso – ele piscou pra mim. Ele realmente piscou.

Vee revela que descobriu o sobrenome de Patch – Cipriano.

Cipriano.

Soa engraçado. “Cipriano”.

Hehe.

Enfim, agora que sabem o sobrenome, Vee planeja invadir os arquivos dos alunos para, enfim, descobrir mais sobre eles. Vee e Nora, as super espiãs!

Sou só eu ou a imagem se encaixa feito uma luva?

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Comentários

  • Elora  On julho 30, 2010 at 5:58 am

    Um bishounen e um homem alto estavam do outro lado da rua. Ele era muito alto. Muito alto mesmo. Sério, ele era alto pra caramba.

    -Nossa! – Vee exclamou. – Como ele é alto!
    -De fato. – Nora respondeu. – Ele é muito alto.

    O garoto e o homem alto (que, realmente, era muito alto) aproximaram-se de nós. O ser insignificantemente minúsculo perto do tamanho do outro nos cumprimentou.

    -Olá garotas, eu sou Elliot e esse é meu amigo Jules, ele é alto.
    -Como você é alto! – As duas gritaram em conjunto.
    -É, eu sou mesmo bem alto.

    • sahgo  On julho 30, 2010 at 6:15 am

      Hum, esse diálogo está muito sutil. Alguém nele é alto, por acaso?

      • Yami  On julho 30, 2010 at 1:15 pm

        Como você chegou a essa conclusão?! não tem nada indicando isso. PFFF esses malucos que veem coisas onde não tem.

  • Kisa  On julho 30, 2010 at 5:15 pm

    Estou tentando pensar num comentário mas só penso em pessoas altas por algum motivo…hm

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