Capítulo 3 (agora com 31% mais piratas!)

CAPÍTULO 3

Nosso capítulo começa com nossa adorável protagonista assistindo – adivinha só – mais uma aula de biologia (sério, eles não estudam mais nada nesta escola?). Ela aparentemente não consegue prestar atenção nas “complexidades” da ciência da aula (lol complexidade numa aula que mandou anotar os hobbies do coleguinha), e portanto voltou sua atenção para – adivinha só – Patch. Admitidamente, é uma atenção assustada, o que é bem compreensível.

Após imaginar Patch me espionando, abri o compartimento frontal da minha mochila e tirei dois comprimidos de ferro de uma garrafa, engolindo-os inteiros. Eles travaram na minha garganta por um momento, e finalmente desceram por completo.

Minha imagem mental dessa cena é tipo um desenho animado da Hanna-Barbera – imagino ela colocando as duas pilulas na boca, se engasgando, apertando a garganta e batendo na mesa com as mãos, ficando azul, até que os comprimidos descem e ela solta um suspiro de alívio. Hihi.

Daí aprendemos que Nora tem anemia (porque ela passa um parágrafo falando sobre isso) que semper ataca quando ela está nervosa ou emocionalmente estressada ou quando ela passa muito tempo sem seus remédios. Eu respeito completamente quem tem anemia, pois é uma doença séria, mas anemia é uma doença bem sueística neste livro – especialmente por se ativar com emoções e tal. Mas eu perdôo isso porque o livro sugere que isso virá a ser um grande problema, mas, como vou explicar, essa condição de ter ataques num momento de estresse emocional será esquecida de vez em quando. Fitzpatrick, Fitzpatrick, aprenda a colocar fraquezas nas personagens de forma certa.

Ela continua pensando sobre Patch (ainda negativamente, felizmente), suspeitando que ele tenha sido a figura misteriosa que apareceu no seu jardim na noite do capítulo anterior.

Não estava paranóica ao ponto de imaginar que Patch me faria algum mal (…)


Felizmente os pensamentos retardados dela são interrompidos pelo nosso adorado Treinador, que continua sua aula perguntando para os alu…nos…. o que eles…. procuram…. num parceiro…

…..

O QUE DIACHOS ISSO TEM A VER COM BIOLOGIA?!?!?!?!?!?!?

Argh. O Treinador então pergunta à Nora qual seria seu parceiro ideal, e ela fica travada, virando seus olhos pro psicopata horrível e incrivelmente assustador sentado ao seu lado.

[Patch] estava esparramado em sua cadeira, extremamente confortável, me estudando com satisfação. Ele me lançou um sorriso de pirata e mimicou com os lábios: “Estamos esperando”.


(Nota adicional – já notaram que ele “estuda” a Nora em basicamente todo santo parágrafo?)

Nora acaba não tendo que responder, porque o Treinador imediatamente se direciona a Patch e pergunta qual seria o tipo ideal DELE de parceira.

– Inteligente. Atraente. Vulnerável.

…Nossa, eu entendo por que as leitoras deveriam se apaixonar por ele [/sarcasmo].

Felizmente o treinador não acha isso extremamente creepy (se bem que, sendo justo, Patch pode ter feito controle mental nele também), e simplesmente escolhe outra pessoa pra responder. A escolhida é… Vee!

Vee levantou os cinco dedos da mão:

– Bonito, rico, atencioso, super-protetor e um pouquinho perigoso – um dedo fechando a cada descrição.

Desculpe, quando foi mesmo que essa escola começou a adotar esteriótipos de anime?

Não só isso, mas por que ele só chama Nora, Patch e Vee pra responder coisas na aula? O resto da sala não existe?! Fitzpatrick, OS FIGURANTES TAMBÉM SÃO GENTE. Só porque eles não são importantes não quer dizer que mereçam ser reduzidos a CENÁRIO.

Em outra nota, acho uma coisa engraçada nesta cena – após a citação acima, ouvimos que “os outros alunos riram”, e imediatamente saltamos para o Patch comentando sobre como humanos são frágeis. É hilário pro leitor normal, porque parece que a resposta da Vee foi completamente ignorada por todos exceto o cenário os outros alunos.

– Humanos são vulneráveis – continuou Patch – pois são capazes de se machucar.

Sim, os outros animais, por outro lado? Todos são rambos, não sentem dor e portanto são invulneráveis!

Exceto que todos eles sentem dor e muitos deles são dezenas de vezes mais vulneráveis.

Fitzpatrick, volte pra escola. Você faltou aulas de biologia.

O Treinador concordou:

– A complexidade da atração humana, e da reprodução, é uma das características que nos diferenciam de outras espécies.

A reprodução humana é tão complexa quanto a de qualquer outro mamífero. E isso são duas características.

Depois disso o bom Treinador começa a comentar sobre como, biologicamente, os homens procuram mulheres belas e saudáveis que possam dar bons filhos, e estas procuram homens fortes que podem protegê-las. Vee, de todas as pessoas, acusa o Treinador de ser machista, acusação que ele rebate de modo incrivelmente estúpido.

– Se observar o problema com olhos científicos (…) verá que quanto mais crianças tiver, maior será sua contribuição para a sobrevivência da espécie

Isso se ignorarmos o crescente problema da superpopulação e escacez de recursos. Esse livro se passa no seculo XXI, certo?

Daí o Treinador tenta exemplificar selecionando Patch (sh, pobre cenário), pedindo pra ele explicar o que ele faria pra selecionar a parceira ideal em uma festa, e fazê-la se interessar por ele.

..

.

ISSO

NÃO

TEM

NADA

A

VER

COM

BIOLOGIA!!!

Patch, sendo a cria de Lúcifer incrivelmente sinistra que é, descreve vários tipos de reações psicológicas que a sua “fêmea” teria se estivesse interessada, e adota uma delas ao que Nora está fazendo (enrolando o cabelo com os dedos). Daí ele continua listando outras coisas da Nora (como mover os braços nervosamente, e outras ciosas), que naturalmente, deixa ela bem apavorada.

[Os outros alunos] estavam rindo, mas [Patch] não parecia ouvir, usando seus olhos para tão severamente prender os meus que eu quase acreditei que ele construiu um pequeno mundo privado para nós no qual ninguém poderia entrar.

“Vulnerável”, ele mimicou com os lábios.

Sabe, esse livro seria até bom se fosse de suspense ou terror. Infelizmente é um “Romance Perigoso” (quase ™ ), então isso só contribui para o quanto é difícil gostar do Patch, em termos de “kerer ke ele fosse meeeeeewwwwww”, como diriam as leitoras desta coisa.

O Treinador resolve encerrar a aula, então terminado o ataque de stress da Nora (note, por favor, que a anemia da Nora não foi nenhum problema apesar do que ela mencionou antes. Consistência? Kê isso?)

– Isso foi divertido. Vamos fazer de novo qualquer hora. – Antes que eu pudesse pensar numa resposta mais eficaz que “Não, obrigado”, ele se moveu atrás de mim lentamente e desapareceu ao passar pela porta.

Ela demorou um bocado de tempo pensando no que dizer se ele se moveu LENTAMENTE até a porta.

Terminada a aula, Vee vai à sua amiga para uma conversa inteligente.

– Qual foi a dessa aula de hoje? Foi pornografia amenizada. Ele praticamente colocou você e o Patch em cima da mesa de laboratório de vocês, na horizontal, sem roupas, botando pra quebrar-

Por favor, observe como Fitzpatrick se esforça pra tornar a Vee um tanto antipática. Vou rantear mais sobre isso mais à frente.

Nora não quer falar no assunto, e marca pra se encontrar com sua BFF mais à frente no corredor. Enquanto isso, nossa protagonista se dirige ao Treinador, para pedir um novo parceiro de Biologia.

Eu me direcionei à mesa do Treinador, onde ele estava sentado com a cara enterrada num livro sobre jogadas de basquete.

Esse é um clichê de histórias bem patético que aponta a falta de criatividade de um escritor. Vou explicar – só porque um personagem é médico, não quer dizer que ele só leia livros de medicina. Só porque uma personagem é pianista, não quer dizer que ela só leia partituras. E mesmo assim, autores ruins FAZEM eles lerem esses livros porque, como todos sabemos, a profissão de alguém define claramente sua personalidade.
(Mais a frente o Treindor menciona estar estudando estratégias para um jogo do time de basquete dali a alguns dias, mas mesmo assim, seria pedir demais fazer ele estar lendo Nietzche, ou algo do tipo?)

Aqui temos uma cena razoavelmente bem escrita em que o Treinador dribla todos os pedidos de Nora de mudar de parceiro; e pior, coloca ela pra ser monitora do Patch. A cena é particularmente boa porque, em um certo ponto, Nora aponta que Vee precisa bem mais da sua tutoria do que Patch (Nora está prestes a reprovar, enquanto Patch está na média), e o Treinador meio que parece não ouvir. Foi uma maneira esperta de mostrar que tinha algo errado, o universo fazendo com que Patch e Nora ficassem juntos (na verdade foi porque Patch aplicou controle da mente no Treinador, spoiliz).
Mas a cena tem um probleminha…. que é bem grande: por que a Nora não levou isso ao diretor? Ela até aponta aqui que há uma regra no código dos alunos que diz que ela pode trocar de parceiro se se sentir ameaçada (e BOY, Patch fala por si só nessa área), e mesmo assim não tenta levar isso a uma autoridade maior. EU SEI que a autora poderia jogar que Patch fez lavagem cerebral nele também, mas mesmo assim não é desculpa pra ela não tentar. Espero que ela tente mais à frente do livro, porque mesmo se for tarde, será melhor que nada.

Por sinal, o modo como Patch faz lavagens cerebrais a torto e a direita tornam ele bem (ainda) menos simpático, aos meus olhos. Mas eu não sou uma fangirl de 13 anos, então muto minhas opiniões.

Pulamos então para à noite (vamos pular todas aquelas OUTRAS AULAS que Nora deveria estar tendo, porque isso iria resultar na INTRODUÇÃO DE MAIS PERSONAGENS, e não queremos isso, né?); Nora e Vee estão saindo de um cinema, onde Nora foi ver um filme para criticar no jornal da escola, porque ela é crítica de filmes do jornal da escola. No cinema elas viram um filme chamado “The Sacrifice”, que deve ser um filme fictício (ou isso, ou é um filme independente e obscuro de 2005), um de terror aparentemente. Convenientemente, o filme é sobre stalkismo, o que deixa Nora bem perturbada, e Vee também.

– Dá pra imaginar? – disse Vee – Viver sua vida inteira sem nem ter idéia de que o único motivo pelo qual você está sendo mantida viva é pra ser usada como sacrifício?

Nós duas trememos.

1) Imaginar as duas tremerem ao mesmo tempo é hilário.
2) Foreshadowing óbvio é óbvio.

Vee continua sendo impertinente e insistindo em falar sober o filme enquanto Nora basicamente diz que NÃO. QUER. FALAR SOBRE ISSO. Note mais uma vez que a autora está tentando fazer Vee parecer “a defeituosa” da dupla, coisa que eu vou enfatizar mais à frente.

Elas resolvem ir na biblioteca para Nora escrever sua crítica sobre o filme, e embarcam no carro rosa de Vee.

Pff.

No carro, no caminho, Vee e Nora resolvem conversar sobre… Patch.

…EXPANDAM SEUS MUNDOS! ARRANJEM OUTROS ASSUNTOS!!!!!!!!!!!

*recupera a compostura* Basicamente, Vee pergunta sobre o que Nora acha de Patch, ela diz que ele é um mala-creepy-e-muito-muito-estranho. Vee concorda, mas adiciona isto:

– Eu preciso admitir, o lado negro dele me chama.

Não tinha vontade alguma de admitir, mas Vee não estava sozinha no sentimento. Eu me sentia atraída por Patch de um jeito que nunca me senti atraída por ninguém. Havia um magnetismo sombrio entre nós. Perto dele, sentia-me atraída pelos limites de perigo. A qualquer momento, sentia como se ele pudesse me fazer ultrapassar esses limites.

Bad boy syndrome. E das feias.

Como essa cena é muito imbecil para terminar, ela continua; Vee pergunta se o Patch não faaaaaz o coração da Nora BATER MAIS FORTE (sempre quis dizer esse doloroso clichê, nunca tive uma cena que merecesse). Nora basicamente responde que ele é TIPO ASSIM AI AMIGA SUPER GATO SÉCSSI!, mas:

– Significa que eu não consigo deixar de lado a personalidade dele. Nenhum volume de beleza seria capaz de redimir isso.

HIPOCRISIA DA DESGRAÇA.

Daí temos basicamente:

Vee: Você tá afim dele!
Nora: Não tô!
Vee: Tá sim!
Nora: Não tô!
Vee: Tá sim!
Nora: Não tô!
Vee: Tá sim!
Nora: Não tô!
(…)
Vee: Tá sim!
Nora: Não tô!
Vee: Tá s- oh, chegamos!

Chegando na biblioteca, Nora abre seu laptop e começa a escrever sua crítica, na qual ela dá ao filme 2 estrelas e meia… o que é muito bitch da parte dela, considerando que o filme, que é de TERROR, assustou ela; isso teoricamente significaria que o filme é no mínimo decente. Mas se ele não agrada a Sue, MERECE A MOOOOOORTEEE!!! Enquanto isso, Vee abre um pacote de frutas cristalizadas coloridas (ou algo do gênero) e as come dentro de uma biblioteca pública, algo que eu tenho quase certeza ser ilegal.

Vee estava em uma dieta colorida de frutas numéricas. Três frutas vermelhas em um dia, duas azuis, um pouquinho de verde…

Isso é tão relevante e/ou engraçado.

*tosse*

Após alguns minutos, surge na bibliotecaaaa….. MARCIE MILLAR!!!!!

Logo então Marcie Millar (…) tomou um lugar no canto da nossa mesa. Seu cabelo loiro avermelhado estava ajustado em marias chiquinhas baixas, e, como sempre, sua pele estava escondida sob meio litro de maquiagem. Tenho quase certeza de que acertei a quantidade pois não havia uma sarda sequer à vista. Eu não via nenhuma das sardas da Marcie desde a sétima série, no ano em que ela descobriu Mary Kay. Havia 8 milímetros entre a barra da saia dela e o começo da sua roupa íntima… se é que ela estava usando.

Hum, me pergunto se eu deveria gostar dessa personagem.

Basicamente, Paris Hilton chama Vee de gorda. Vee rebate dizendo que Bitch McWhore tem MÁ HIGIENE BUCAL! (!!!), o que faz ela se retirar.

E é isso.

Estou tão feliz de a autora ter incluído a introdução dessa personagem no decorrer de uma única página. Digo, ela foi TÃO necessária para o desenvolvimento desta cena, afinal!

Depois de… seja lá o que tiver sido isso, Vee resolve que precisamos de mais uma cena sem propósito e desnecessária; ela se retira para pegar um romance em que uma mulher sonha com uma orgia de cowboys semi-nus. Daí Nora menciona sobre como isso é sujo, Vee dá risinhos… e o momento nunca mais é referido de novo.

Há uma justificativa. Explicarei.

Mas como o enredo deste livro não conseguiria girar em torno de apenas duas personagens, adivinha só quem aparece pra agitar a festaaaa…? Começa com “Marty” e termina com “Stu”. Sim, nosso amigo Patch está lá, fazendo um check-out de um livro. Nora fica naturalmente assustada porque, sabe, isso confirma que ele é CREEPY STALKER FROM HELL. Mas ela resolve esperar até ele sair (afinal, ele está fazendo um check-out); mas não antes de se aproximar dele feito uma idiota.

Vee falou:

– Estou tentando ler o título do livro que ele tá carregando… espera… Como ser um Stalker“.

CROWNING MOMENT OF AWESOME DA VEE!!!

Certo, aqui foi o momento que eu fiquei enrolando pra chegar. A Vee. Nessa parte do capítulo, Vee fala o que todo leitor com meio cérebro está pensando – Patch é um creepy stalker, e ele é uma pessoa ruim. Ele não gosta dela, nem vice-versa (nem é explicado por quê; ela simplesmente não gosta). Ela guia Nora a não gostar dele, de todo modo possível. E ela é a única personagem a acusar um personagem do livro (que apóia Patch, no less) de machismo. Isso soa familiar? Tenho uma teoria.
See, Vee representa gente como eu, anti-fãs d… aquela outra série de livros. Ela chama o Patch de stalker e perigoso basicamente como nós chamamos Edward na outra série. Ela não gosta dele sem nenhum motivo, o que é a visão dos fãs daquela série sobre nós. E como Fitzpatrick ilustra Vee? Ela é uma vadia, “não-virgem”, lê livros obscenos, é geralmente irritante e insensível. Até as acusações dela sobre o Patch são ilustradas negativamente pela autora. Isso é porque ela era pra ser um Take That contra nós. Especialmente considerando as opiniões da autora daquela outra série sobre todo tipo de coisa – o fato de Vee não ser virgem é jogado aleatoriamente no começo do livro e – naturalmente – é tratado como uma coisa extremamente séria. Para a autora daquela série, É uma coisa extremamente séria. Por isso Vee é ilustrada numa luz tão negativa, apesar de a opinião dela sobre Patch ser tão verdadeira. E pode acreditar, leitor, que no decorrer da série isso deverá ficar mais aparente. Anote minhas palavras.

Após a o evento, temos mais uma pequena troca de Vee chamando Patch de stalker, Nora imbecilmente negando (mais ou menos). Elas saem, e Vee resolve dar o carro para Nora ir pra casa enquanto Vee vai pra casa a pé, porque a neblina perto da casa de Nora é assustadora e perigosa, e Vee prefere que sua amiga arrisque a vida sozinha (bitch).

Naturalmente, Nora vai sozinha de carro… e CONVENIENTEMENTE, começa a cair uma tempestade no meio de muita neblina.

Nossa. Será que vai acontecer alguma coisa ruim?

Com a atenção dividida entre a estrada e o controle do volante, tentei localizar o limpador de pára-brisa.

Eu sou meio novo no lance de dirigir, mas eu acho acionar os limpadores uma tarefa bem fácil.

Quando ela passa por um sinal amarelo, o SEXTO SENTIDO dela avisa que ela está sendo seguida. SÉRIO. Sexto sentido. Digam comigo:


Previsivelmente, o sexto sentido (*rolleyes*) estava CERTO, e ela é atacada por um vulto. O vulto esbarra no vidro do carro, o que faz ele (o carro) morrer. Nora observa o vulto se levantar sem nenhuma ferida, e o vulto veste… uma máscara de ski.


NÃÃÃÃO, o Jason usa uma máscara de HÓQUEI. Como ela é diferente da máscara de SKI, então isso TOTALMENTE NÃO É UM RIP-OFF.

*tosse*

Enfim, a figura se aproxima enquanto Nora tenta dar a partida no carro. Infelizmente o carro não colabora, e a figura sombria alcança a porta dela! A figura começa a arranhar a porta, enquanto Nora continua desesperadamente tentando dar o fora. O homem (supomos aqui que seja um homem) então QUEBRA O VIDRO DO CARRO, e segura na mão de Deus no ombro de Nora; felizmente o plot dita que esses são bons momentos pras coisas darem certo; ela dá a partida no carro, e consegue fugir da figura. O capítulo termina com ela seguindo em direção à casa, a figura desaparecendo na neblina.

Eu admito que essa cena é MUITO bem escrita. Eu falo muito sério – há suspense aqui, há intriga, há ação. A cena me fez notar que Becca Fitzpatrick poderia simplesmente, sabe, ESCREVER UM LIVRO DE SUSPENSE/AÇÃO ao invés de um “Romance Perigoso” (agora já é ™ ), e teria sido várias vezes melhor. Heck, já imaginou como seria legal se o Patch fosse o antagonista? Seria até uma desconstrução do Edward, seria magnífico!

Mas nah. Estamos no rip-off de [mudança-de-período-do-dia.]. Além disso, essa cena, apesar de boa, tem um pequeeenino erro.. só pequeno…..

ANEMIA?!
LEMBRA? “Anemia quando estou em estado de abalo emocional”? Um assassino quebrando o vidro do seu carro e tocando em você; eu diria que é um SENHOR abalo emocional. Não me entenda mal, acho que a cena teria ficado menos intensa se a carta da anemia fosse jogada, mas isso reforça o que eu disse – esse elemento foi introduzido SEM NENHUM MOTIVO além de forçar Nora a ter um motivo pra ser donzela em apuros mais à frente no livro. Que desperdício. Que patético. Que desgosto pela própria personagem.

Shame on you, Fitzpatrick.

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