Crescendo – Capítulo 5

Okay, depois de um hiato enorme (esse livro é um saco, faculdade, essas coisas), volto a postar um capítulo. Bem, então depois de achar que tinha visto o pai e ter sido descoberta por nosso amigo com padrinhos mágicos, Scott, Nora vai para o banheiro feminino chorar, e o garoto de boné rosa a segue, questionando o que ela faria no banheiro masculino.

“Eu achei ter visto meu pai,” Eu retruquei, juntando toda a raiva que eu podia para mascarar a dor perfurante dentro de mim. “Pronto. Satisfeito?”
Eu amassei a toalha de papel e a joguei no lixo. Estava me dirigindo para a saída quando Scott deixou que a porta se fechasse e se debruçou sobre ela, me bloqueando.
“Assim que encontrarem quem fez isso e o prenderem pro resto da vida, você vai se sentir melhor.”
“Obrigada pelo pior conselho que já recebi,” eu disse amargamente, pensando que a única coisa que faria eu me sentir melhor seria ter meu pai de volta.

… Incrível como quando o Patch fala sobre seu pai morto e suas tentativas de suicídio de uma forma super creepy você comenta que ele “soava sincero” quando te dava pêsames, mas quando o Scott de fato TENTA fazer você se sentir melhor, você é rude, tudo bem que o Scott não é exatamente a definição de um Nice Guy, mas caramba.

Scott chama a Nora para ir com ele jogar sinuca e- peraí, sinuca? … Meu deus, é o Patch todo de novo. Nora percebe isso e se recusa porque não quer se lembrar dele.

Me lembrei daquela primeira noite, em que o segui para terminar o trabalho de biologia e o encontrei jogando sinuca no porão do Bo’s. Me lembrei de quando ele me ensinou a jogar. Me lembrei de como ele ficou atrás de mim, tão perto que senti eletricidade.

Nora depois se encontra com Vee, elas pegam chuva, e Nora comenta sobre como… Suas roupas… Pareciam gelo pintado na pele? Sério, Fitzpatrick, pintado? Como alguém pinta gelo na pele?

Elas chegam à casa da Nora, e a tempestade piora. Vee iria ficar com a Nora, mas prometeu se encontrar o Rixon, então deixa Nora sozinha no casarão. Nora vai tomar banho e a luz acaba, então ela, com medinho, vai procurar velas.

“Não estava escuro o sufifiente para que eu precisasse das velas para ver, Mas eu gostava da idéia de clarear o local o máximo possível, especialmente porque eu estava sozinha. A luz costumava manter os monstros da minha imaginação sob controle.”

Sendo a Nora, não duvido que os monstros sejam esses.

Ela vê uma sombra de coelho assassino gigante correndo do lado de fora e tenta se convencer que é apenas um coelho assassino gigante coiote. O telefone da Nora toca e ela o atende, esperando que seja a Vee ou a mãe dela.

“Alô?”

Eu esperei.

“Alô?”

A estática chiava no meu ouvido.

“Alô, Becca Fitzpatrick? Aqui quem fala é Matthew Murdock, sou advogado e estou representando os senhores da Dreamworks, a Stephenie Meyer e os doze Apóstolos. O assunto é um processo por plágio.”

Depois disso, ela fica com mais medo ainda, e, como qualquer pessoa normal… Pensa no ex-namorado. Deixe-me resumir os três parágrafos seguintes: “Blábláblá Patch Blábláblá terminamos blábláblá ele não me liga blábláblá medo blábláblá vou ligar pro Scott!”

Peraí, COMO?

Vamos entender isso direito: Scott tem –passado com delinquüencia, você suspeita que ele abuse da mãe, e você PRETENDE CHAMÁ-LO QUANDO ESTÁ SOZINHA EM CASA VESTINDO APENAS UMA MALDITA TOALHA?

SUA IMBECIL, PORQUE VOCÊ FARIA ISSO?!

Eu queria dar o dedo para o Patch. Se ele achava que eu iria me sentar e chorar por causa dele, ele estava enganado.

Mas sentar e chorar foi o que você fez até agora!

Talvez o Scott realmente fosse um Nephilim. Talvez ele fosse até mesmo um problema. Talvez ele fosse exatamente o tipo de cara que eu deveria evitar. Senti um sorriso duro cruzar meu rosto conforme percebi que não importava o que eu havia feito ou o que o Scott poderia fazer, o Patch teria que me proteger.

Em primeiro lugar, um sorriso duro. Juro que dá pra tirar sarro desse livro só representando tudo que a Fitzpatrick escreve literalmente.
Em segundo lugar: Então, ela vai andar por aí com um delinqüente, porque assim o Patch vai ter que intervir, porque só ele pode protegê-la de um possível Nephilim. Mas aparentemente não de coelhos gigantes assassinos.

Ela realmente vai se colocar numa situação dessas SÓ PRO PATCH PROTEGÊ-LA?

Caramba, parece até uma certa garota chata de Forks que ama um vampiro purpurinado.

Okay, continuando com essa tortura, ela e o Scott vão para um lugar chamado “The Z Pool Hall”, o Scott deixa a Nora esperando do lado de fora enquanto ele vai procurar um caixa eletrônico. Num beco vazio. Nora decide que tentar espionar o que ele está fazendo pelas janelas e entra no lugar muito agradável e legal que é cheio de caras enormes e mal encarados e cheira a suor e cigarros. Sozinha.

Sério, quantos neurônios essa garota tem?

Ela não encontra uma janela, mas decide que vai usar a porta dos fundos e fingir que foi tomar ar… E é aí que nós temos:

Mãos agarraram a gola da minha jaqueta jeans, me puxaram , e me encurralaram contra a parede externa de tijolos.
“O que você faz aqui?” Patch exigiu. A chuva chiava atrás dele, escorrendo da cobertura de metal.

OH MEU DEUS ELE VOLTOU ISSO É TÃO LEGAL.

Exceto que não.

Então, bem, Patch confirma que Scott é um Nephilim, e que ele faz parte de uma Sociedade Super Secreta™ que quer fazer com que os Nephilins não tenham mais que ceder seus corpos aos anjos caídos, o que faria com que eles tivessem que possuir humanos, mas humanos são criaturas frágeis então eles morreriam, ou seja, haveriam milhares de mortes humanas todo Cheshvan. Depois disso os dois têm uma briguinha porque Patch quer que a Nora vá embora porque o lugar é muito perigoso (Nããããão, juuura?) e quer que ela pare de andar com o Scott.

“Senti a ira borbulhando. Como ele ousava assumir que eu era fraca e indefesa.”

VOCÊ É, CARAMBA. Você montou toda essa droga de esqueminha pra fazer ele te proteger e agora, quando ele decide fazer isso, você ARREGA. Você, Nora, é uma perfeita mula.

Ela então decide mostrar de vez que é uma anta e dispensa o Patch das suas tarefas como anjo da guarda.

“Após um silêncio pesado, Patch pôs o braço atrás de mim e enfiou algo no fundo do bolso de trás do meu jeans. Eu não sabia dizer se era só impressão, ou se a mão dele ahavia ficado lá um pouco mais do que o necessário.”

Patch então diz que é dinheiro e que, como mais da metade dos caras muito amigáveis lá dentro estavam armados, caso ela visse alguém suspeito deveria jogar o dinheiro longe e sair correndo. Porque aparentemente, a mente deles funciona assim:

“RAAAAAAWR GAROTA EU VOU TE PE- OOOOOOOOH, DINHEIRO!!!”

Nora então nota que, tendo dispensado-o ou não, ele ainda é obrigado a protegê-la, e é isso que ela vai fazer com que ele faça… E ela ainda fica irritada porque ele a acha fraca e indefesa.

O Patch abre a porta para ela entrar e depois a fecha atrás dela. E ela faz questão de notar que “o músculo do braço dele estava rígido”. Ugh.

Bem, esse capítulo acaba aqui. Vou tentar manter os posts seguintes mais freqüentes, mas não posso exatamente prometer um prazo.

Crescendo – Capítulo 4

O capítulo 4 começa com Nora tendo um sonho, em preto, branco e cinza… Porque o fato dela sonhar em preto e branco é tipo, super-relevante, exceto que não. No sonho, ela vê uma carruagem puxada por cavalos parar e dela sair um homem de capa. Há um diálogo curto entre ele e o motorista do coche, onde descobrimos que o tal homem está indo a uma taverna a negócios, que ele tem uma esposa e um filho que está sofrendo da peste negra. Ele é, aliás, a coisa mais próxima de um personagem gostável que esse livro teve até agora.

No silêncio profundo que se seguiu, os cavalos pisoteavam o chão impacientemente, seus pêlos fumegando. Pequenas nuvens de gelo saíam de suas narinas.

Espera aí, que tipo de cavalo é esse que solta fumaça e gelo? Um cavalo-escapamento-freezer?

(Eu quero um pra mim.)

Era tudo tão autêntico, que me assustei. Nunca nenhum dos meus sonhos havia sido tão vívido.

Nora percebe que o sonho desaparece por onde ele passa e decide ficar perto dele pra não correr o risco de desaparecer, apesar de eu desejar loucamente que ela ficasse longe dele e isso a fizesse entrar em coma ou quem sabe até morrer. Ela então entra em uma taverna cheia de pessoas que se vestem estranho.

Eu estava definitivamente sonhando com um período distante na história, e os detalhes eram tão vívidos que eu deveria ter pelo menos uma vaga idéia de onde estava. Mas eu não tinha. Provavelmente Inglaterra, em algum ponto entre os séculos XV e XVIII.

Isso é uma carruagem do século XVIII. Não é exatamente o tipo de coisa que você vê por aí, mesmo assim ela nem pára pra questionar como isso parece antiquado quando vê a carruagem, não, ela só se toca que está no passado distante quando vê as roupas estranhas.

Eu havia tirado A em história, mas as roupas do período não caíam nas provas. Nada disso que eu estava vendo caía.

Como você me tira um A em história e nem sequer percebe uma droga de carruagem do século dezoito?!

De qualquer forma, nosso amigo, Personagem-sem-nome-muito-mais-interessante-que-a-protagonista, vai falar com o bartender, que se nega a dizer onde está o homem com quem ele deve se encontrar, até que ele paga, e ele decide cantar como um passarinho. Ele diz que o homem está na floresta e que dizem que ninguém que entra lá volta vivo ou algo do tipo, ao que nosso caro personagem, que daqui em diante será chamado de Coleguinha, pergunta o que ele sabe sobre o Cheshvan. E você tem que ser muito burro pra ainda ter qualquer dúvida do que acontece depois.

“[…]Ele disse que precisaria que eu realizasse um serviço para ele por duas semanas.”

“Duas semanas é muito tempo.” Disse o Bartender, coçando a barba.

“Tempo demais. Eu nem teria vindo, mas tinha medo do que ele faria se eu não viesse. Ele mencionou minha família por nome. Ele os conhecia. Eu tenho uma linda esposa e quatro filhos. Não quero que nada de mal lhes aconteça.”

[…]

“Meu filho mais novo contraiu a peste negra,”- O homem de capa explicou, sua voz adquirindo um ar de desespero. – “Os médicos dizem que ele não viverá muito mais. Minha família precisa de mim. Meu filho precisa de mim.”

Esses trechos mostram porque eu disse que o Coleguinha é o personagem mais gostável até esse ponto. Ele não passa do Figurante n°267, mas mesmo assim, é o personagem mais fácil de simpatizar. Qualquer pessoa no lugar dele faria a mesma coisa, e fica bem claro que ele se sente assustado com essa situação toda. Não digo que é um personagem BOM, ele ainda sim é meio “meh”, mas até agora é o mais decente.

Coleguinha sai para ir encontrar o homem na floresta e Nora o segue como… Como um parasita irritante que está se aproveitando dele pra não morrer.  Antes que consiga entrar na floresta atrás dele, ele volta correndo, sua capa prende e ele cai.

Seus braços se moviam com violência, todo seu corpo se contorcendo e agitando convulsivamente.

Reação da Nora?

“Vire-se!”  –  Eu lhe ordenei, tentando soltar a capa debaixo dele.

Mas ele não me ouvia. Pela primeira vez o sonho pareceu tomar um rumo familiar. Como todo outro pesadelo em que me vi presa, quanto mais eu lutava, mais aquilo que eu tentava alcançar se distanciava de mim.

Uh, Nora…

É meio que óbvio que ele não vai te ouvir, sabe. Você é uma garota de dezesseis anos, e estava num bar cheio de bêbados dos quais um personagem já deixou bem claro que a maior parte são criminosos e arruaceiros. Você saiu inteira. Você realmente acha que eles estavam te vendo ou ouvindo? Sério?

Coleguinha, que aliás diz se chamar Barnabas Underwood (PFFFFF BARNABAS!!), está convenientemente alucinando que tem alguém ao lado dele no exato lugar em que a Nora está e diz para sua Nora imaginária que está sendo atacado por um anjo de satã que está tentando possuir seu corpo. Ele se debate novamente e seu capuz sai revelando que ele é…

O pai da Marcie Millar.

Aí Nora acorda, pensa no sonho por tipo uns cinco segundos, e vai chorar mais sobre como o Patch não ligou pra ela.

Ugh.

Algum angsting depois, Nora vê que sua mãe deixou um recado e que convenceu a mãe de Scott que ela não precisava de carona para casa, mas que ela ainda terá que levá-lo num tour pela cidade. Vee chega e quando repara que Nora está de mau-humor.

“Pronta pra outro dia repleto de diversão na escola de verão?” – Ela perguntou.

Peguei minha mochila em um dos ganchos do armário.

“Vamos acabar com isso logo.”

“Nossa. Quem urinou no seu cereal?”

“Scott Parnell.” Patch.

“Então o problema de incontinência dele persiste.”

HAHAHA. ENTENDEU. É ENGRAÇADO PORQUE O SCOTT URINAVA NAS CALÇAS. HAHAHAHAHA.

… Fitzpatrick, pare de tentar comédia. Você é horrível nisso.

(Adição do Thiago: “Aliás, pare de tentar escrever logo de uma vez. Você é horrível nisso também.”)

Nora comenta sobre como vai ter que levar Scott num tour, Vee comenta que isso é bom (porque ele é um OMG GAROTO!), Nora fala sobre como Scott é estranho e creepy e aparentemente abusivo com a mãe. Vee diz que elas tipo assim, deviam totalmente descobrir o que tem de errado com ele, e Nora praticamente a ignora e sugere que ELA leve o Scott.

“Eu tenho uma grande idéia,” – Eu disse, me virando para ela. –“Porque você não leva o Scott? Sério, Vee. Você ia adorá-lo. Ele tem aquela atitude irresponsável e sem regras de Bad Boy. Ele até perguntou se nós tínhamos cerveja. Escandaloso, não é? Acho que ele faz o seu tipo.”

O seu também, Nora.

Vee diz que não quer porque tem o Rixon, e diz que é bom Nora não passar muito tempo com Scott ou Patch vai ter ciúmes. Nora monologa mais e mais sobre Patch. Vee diz que ela devia fingir que o gato ficou doente pra escapar do compromisso, mas Nora diz que ele sabe que ela não tem gato. Nora depois pensa sobre como Scott pode ser um Nephilim porque ela o ouviu falando com os pensamentos da mãe. Aliás, como ela fez isso? Telepatia é tipo linha de telefone compartilhada, se tirar do gancho você ouve?

De qualquer forma, ela pensa sobre como talvez ele não saiba e como talvez fosse bom ela dizer, por causa dos anjos caídos e etc, e depois de um corte muito confuso e mal colocado Nora já está saindo da aula. Adivinha quem está esperando por ela no estacionamento?

Scott. Ainda com o boné.

Ela então decide ligar para o celular dele para dizer que… Esperem só…

O gato dela ficou doente.

E ELE ACREDITA.

Depois ela e Vee se juntam e decidem que vão seguir o Scott pra descobrir o que há com ele. Scott vai a uma feira, compra stuff como qualquer pessoa normal, tira fotos de meninas de biquíni sem o conhecimento delas como qualquer pessoa extremamente perturbada homem perfeito da Fitzpatrick. Normal stuff. Vee decide ir comprar cachecóis e deixa Nora sozinha. Nora então olha para dentro de uma cafeteria e avista alguém que parece seu pai lá dentro. Ela corre para tentar entrar mas acaba sendo vista por Scott. Como papai sumiu, ela manda Scott procurar ele dentro do banheiro masculino por ela. Scott pergunta se ela se drogou, mas o faz mesmo assim, aí quando percebe que foi só a imaginação dela (ou não, ela é a Sue, afinal, ela está sempre certa) vai chorar no banheiro.

Bem, esse é o fim desse spork. Felizmente parece que daqui pra frente a coisa toda fica menos entediante, mas veremos.

Crescendo – Capítulo 3

E eu tinha achado o capítulo anterior um saco. Esse capítulo começa com a Nora depois de terminar com o Patch. Ela fica choramingando pateticamente sobre como não era sério, e eles iam se encontrar no dia seguinte, e nada ia estar diferente. Depois ela começa a falar dos arcanjos, que aparentemente são as boas almas pessoas horríveis que mandarão o Patch pro inferno.

Mas e quanto aos arcanjos? Eu me perguntei novamente. Como Patch e eu poderíamos ter um relacionamento normal se eles estavam nos vigiando constantemente? Congelei. Eles poderiam estar me vigiando agora mesmo. Eles poderiam estar vigiando Patch.

Aliás, se eles estão stalkeando os dois de forma tão constante, como eles não fizeram nada quando eles praticamente mandaram ver no carro? Consistência? O que é isso?

Nora teoriza que eles acham que Patch os trapaceou pois ele foi o primeiro anjo a conseguir suas asas de volta depois de cair… Espera aí, eles não recuperam as asas quando salvam a vida de um humano?

… E nenhum idiota tinha feito isso até o Patch?

Como disse meu namorado, “Você sabe que o céu está mal quando o anjo mais esperto que eles têm é o Patch.”

Nora resmunga mais sobre o negócio do Patch stalkear a Marcie e se preocupa de ter concorrência. Algo de que eu tinha me esquecido, aliás, cometi um errinho no spork anterior: a Marcie foi atacada por anjos caídos que tentavam forçar um Nefilim a virar hospedeiro deles, não por Nefilins. De qualquer forma, logo chegam os visitantes da Nora, inclusive o tal do amigo de infância, Scott.

O rapaz que estava em frente à porta era alto e musculoso- pude notar pois sua camisa era um tanto quanto justa e anunciava “Academia Platinum, Portland”. Um brinco prateado atravessava sua orelha direita, e sua calça Levi se acomodava perigosamente baixa em seus quadris. Ele vestia um boné rosa com uma estampa havaiana, que parecia ter acabado de sair das prateleiras de um brechó e só poderia ser parte de alguma piada interna, e seus óculos de sol me lembravam de Hulk Hogan. Apesar disso tudo, ele tinha um certo charme de garoto.

Boné rosa? Me lembra alguém…

E aliás, que eu saiba a orelha direita é a tão mal-falada orelha gay.

Scott olha Nora de cima a baixo e diz que percebeu que está frio, o que eu realmente espero que ele tenha notado por causa das roupas dela, mas não parece ser o caso porque ele diz isso com um sorrisinho. Depois disso ele se convida pra entrar e imediatamente pergunta se ela tem cerveja. Encantador.

A mãe da Sue entra e começa a puxar o saco de Timmy Turner e sua mãe. Sue dá uma desculpa de estar se sentindo mal, mas a mãe definitivamente quer tentar juntá-la com Scott, aparentemente porque não gosta do Patch. Olha, eu pessoalmente odeio muito o Patch, mas ainda acho que em comparação com o Sr. Timmy-Turner-Alcoólatra-Pervertido ele é um gentleman. A mãe da Nora é louca.

“Nora e eu estávamos um pouco nostálgicas hoje de manhã, relembrando as coisas que vocês costumavam fazer juntos. Nora me disse que você costumava tentar convencê-la comer tatuzinhos-de-jardim.”

Antes que Scott pudesse se defender, eu disse,

“Ele costumava fritá-los vivos com a lupa, e ele não tentava me convencer. Ele sentava em cima de mim e segurava meu nariz até eu ficar sem ar e ter que abrir a boca para respirar. Daí ele os enfiava na minha boca.”

Mamãe e a Senhora Parnell se entreolharam brevemente.

“Scott sempre foi muito persuasivo,” Sra. Parnell disse rapidamente. “Ele pode fazer as pessoas fazerem coisas que elas jamais imaginariam. Ele tem um dom. Ele me convenceu a comprar um Mustang 1966 novo para ele. Claro que ele me pegou em um bom momento, quando eu estava me sentindo culpada por causa do divórcio. Como eu ia dizendo, Scotty provavelmente fazia os melhores tatuzinhos fritos do bairro.”

Todos me olharam, esperando uma confirmação.

… Okay, repito, a mãe da Nora tem problemas mentais. Esse cara faz o Patch parecer um anjo. A-HÁ, por essa vocês não esperavam, não é?! … Como assim não teve graça? Claro que teve, vocês que não têm senso de humor refinado como o meu. Preps.

“Teremos lasagna, pão de alho e salada de gelatina.”  Minha mãe sorriu.  “Nora fez a salada.”

Isso era novidade para mim.

“Eu fiz?”

“Você comprou as caixas de gelatina.” Ela me lembrou.

“Isso não conta.”

“Nora fez a salada.” Minha mãe assegurou a Scott.

1- Era pra isso ser engraçado?

2- A Blythe é, oficialmente, uma idiota.

Depois disso, temos uma cena bem chata onde Sra. Parnell e a mãe da Nora discutem imóveis longamente. O assunto muda pro Scott e como ele fazia luta-livre no colégio, e depois sobre como ele aparentemente tem algum “~*Passado Misterioso*~” ™ envolvendo delinqüência. Nora o pressiona sobre qual seria o tal passado, e ele sai do recinto com a desculpa de estar com indigestão. Boa, Scotty! Ninguém nem suspeitou de você, cara, parabéns.

Sra. Parnell pergunta se Nora tem namorado. A mãe de Nora fala sobre Patch e explica sobre o apelido (sobre como Rixon sempre precisava “Patch him up”) e a mãe do Scott imediatamente o acusa de ser um criminoso. Ela então começa a falar sobre gangues e menciona sobre sociedades secretas, isso enquanto discretamente lança um olhar para a cadeira do filho. Foreshadowing óbvio é óbvio. Ela então diz que tem certo conhecimento sobre o assunto porque o ex-marido era policial, e temos a segunte cena:

“Seu marido é policial?” Eu perguntei.

“Ex-marido, que Deus apodreça sua alma.”

Já basta. A voz de Scott percorreu o corredor sombrio e eu dei um pulo. Estava quase me perguntando se ele realmente teria ido ao banheiro ou se tinha ficado em frente à porta da sala de jantar, ouvindo a conversa, quando me ocorreu que eu não achava que ele havia falado em voz alta, na verdade—eu tinha quase certeza que ele havia falado em minha mente. Não. Não na minha mente, na da mãe dele. Mas, de alguma forma, eu havia ouvido.

Sra. Parnel levantou as mãos. “Tudo que eu disse é que queria que sua alma apodrecesse- não vou retirar o que disse, é como eu me sinto.”

“Eu mandei parar de falar.” A voz de Scott era baixa e assombrosa.

Minha mãe se virou, como se só agora notasse que Scott estava lá. Eu pisquei, cética. Eu não poderia tê-lo ouvido falando com a mente da mãe dele. Quer dizer, Scott era humano… Não era?

Nora, Nora, como você é lerda. Claro que ele é humano- ele consegue falar com os pensamentos das pessoas porque tem…

PADRINHOS MÁGICOS!!

Ou talvez seja só mais foreshadowing óbvio.

Depois disso, os Parnell vão embora e Nora vai para o quarto. Ela pensa um pouco em Patch e solta uma frase que, pra falar a verdade, me impressionou.

Mas havia uma coisa que não fazia sentido. Patch e eu havíamos passado os últimos dois meses demonstrando nosso afeto abertamente, sem nenhum receio. Porque ele só se preocupava com os arcanjos agora?

Aparentemente, a autora tem alguma coisa planejada. Sabendo de quem se trata, não espero muita coisa, sei que ela provavelmente vai dar uma explicação muito imbecil para isso, mas pelo menos já é um começo. A mãe da Nora entra no quarto e menciona sobre como acidentalmente acabou arranjando para a Nora uma carona pra escola com o Timmy Scott. Ah, e ela diz que não quer Nora perto dele. Nossa, como será que ela chegou à conclusão que ele não é uma pessoa legal, será que foi o bullying, o histórico de criminalidade ou o fato de ele muito claramente ser abusivo com a mãe?

Nora diz para a mãe dela que quer um carro então pretende arranjar um trabalho, a mãe dela diz que ela vai ganhar um se sobreviver oito semanas sem matar a Marcie Millar. Depois disso, Nora choraminga mais sobre “OMG PATCH E EU PODEMOS NÃO TER MAIS NADA” sendo que foi ela que acabou a droga do relacionamento…

… E… Fim.

Fora um pouco de foreshadowing óbvio, o capítulo quase inteiro foi inútil. Yay?

Crescendo – Capítulo 2

Bem, esse spork vai ser mais chatinho, porque esse capítulo é extremamente monótono. Começa com Sue, digo, Nora, sonhando que Patch pode sentir e que os dois estão se agarrando numa moto. Ele diz “eu te amo”, ela tenta responder mas não consegue, ele vai embora, ela vai atrás, pensa que encontrou-o na multidão, mas é uma garota.

Estava muito escuro para ler bem os traços do seu rosto, mas eu sabia que ela era bonita.

“Eu amo Patch.”- ela me disse, sorrindo através do batom vermelho vibrante. – “E eu não tenho medo de dizer.”

Adoro quando personagens dizem que não conseguem enxergar depois descrevem aquilo que supostamente não poderiam ver. Essa pokémon de gelo menina aparece mais algumas vezes na sequência, ou seja, obviamente ela vai ser mais significante depois. Aliás, um tanto quanto engraçado ela ter confundido o Patch com uma menina, principalmente depois de ficar tagarelando sobre como ele é musculoso.

“Eu disse!” Respondi.”Eu disse a ele ontem!”

Eu a empurrei e continuei, meus olhos escaneando a multidão, até que avistei o boné azul de baseball característico do Patch.

E quando todos achávamos que havíamos nos livrado dele, o boné de baseball voltou. Ela também menciona a camisa preta em outro trecho, ou seja, em um livro inteiro e dois capítulos, Patch trocou de roupa uma vez. Lovely.

Nora acorda e lembra que tem aulas de verão, então ela corre, enquanto se apronta, a mãe dela diz que ela providenciou para a Sue um jantar com um amigo de infância chamado Scotty que ela não vê há anos e que realmente odeia. Depois, no caminho, Marcie Millar lhe oferece uma carona, mas ela rejeita porque Marcie falou que a Vee é gorda, depois, de forma totalmente imprevisível, as duas são forçadas a sentar juntas durante a aula. Ah, e esse capítulo é um saco. Descobrimos que Marcie aparentemente trabalha na secretaria da escola… Isso não devia ser ilegal? Pai rico ou não, ela é uma aluna, não acho que permitiriam que ela tivesse acesso aos arquivos dos colegas, principalmente com o histórico de bullying. Nesse momento ela revela que o stalkismo de Patch aparentemente não se resume à Nora.

“Eu, por exemplo, sei que você ainda não superou a morte do seu pai, e que você se consulta com o psicólogo da escola. De fato, sei tudo sobre todos. Exceto Patch. Semana passada eu notei que a ficha dele estava vazia. Eu quero saber porquê. Quero saber o que ele esconde.”

“Porque você se importa?”

“Ele estava na rua da minha casa ontem, encarando a janela do meu quarto.”

Eu pisquei. “Patch estava na sua rua?”

“A não ser que você conheça outro cara que dirige um jipe Commander, só veste preto e é super sexy.”

Juro que se mais algum personagem mencionar como o Patch é sexy, eu vou matar alguém. Essa sequência também me cheira a triângulo amoroso, e se essa autora já é ruim escrevendo relacionamentos entre dois personagens, imagine três.

Nora e Vee se encontram, Nora descobre que Vee estava se encontrando com alguém.

[…]Dei-lhe um sorriso conspiratório.”Então, conte-me tudo.”

“O nome dele é Rixon e ele é Irlandês.”

OH MEU DEUS EU NÃO ACREDITO NISSO! SERIA O MÁ-XI-MO ESSES PERSONAGENS SE JUNTAREM… Se eu desse a mínima pra eles. Depois, Nora se encontra com Patch, e os dois têm uma briga de casal.

Esse vídeo na verdade é um resumo até bem preciso de como acontece.

Patch evita o assunto da Marcie. Nora menciona o fato de Patch não poder sentir algumas vezes, então parece que a autora tentou levar isso a algum lugar, mas a cena em geral é tão clusterfuck e isso é colocado tão de última hora, depois de ela ter passado tanto tempo escrevendo como se ele pudesse, que acaba simplesmente sendo estranho. Patch diz que Marcie acidentalmente se envolveu com nefilins e foi para o hospital, o que não ajuda em nada na defesa dele, depois revela que *gasp* ele e Nora não deveriam estar envolvidos dessa forma, o que meio que já tinha ficado óbvio quando ele disse que caiu porque se apaixonou, e que se ele for descoberto, vai ser mandado para o inferno FOREVER.

Depois Nora tem uma crise, “Blábláblá nosso relacionamento está fadado ao fracasso, blábláblá eu desistiria dos meus sonhos que nunca foram mencionados até agora e não vão ser nessa cena também, mas não adiantaria nada, blábláblá eu o amo, mas faço da vida dele uma droga, blábláblá eu quero um namorado que possa sentir, então acabou.”

O capítulo inteiro me passa essa impressão de uma tentativa exagerada de deixar a história mais dramática. O resultado foi algo extremamente entediante de ler. Bem, espero que o próximo seja mais zoável.

Crescendo – Capítulo 1

Patch estava atrás de mim, suas mãos nos meus quadris, seu corpo relaxado. Ele tinha um metro e oitenta e oito e tinha um físico magro e atlético que nem mesmo jeans e uma camiseta largos podiam esconder. A cor do seu cabelo poderia ser competição para  a meia-noite, com olhos combinando. Seu sorriso era sexy e alertava para problemas, mas eu havia me decidido que nem todo problema era ruim.

Ah, Nora, suas descrições do Patch sempre são tão divertidas de ler.

/sarcasmo

Bem, é nesse capítulo que a história realmente começa. Patch e Nora estão na praia, assistindo fogos de artifício. Nora fala sobre como é início de verão, como ela vai fazer uma aula durante as férias, mas fora isso, o resto do tempo dela todo será dedicado a ~*PATCH*~.

 

 

Ela sente cheiro de comida e, como não comeu o dia inteiro, decide comprar um hambúrguer.

 

“Vou pegar um cheeseburger,” Eu disse a Patch “Quer alguma coisa?”

“Nada que esteja no cardápio.”

 

Patch podia escrever um livro. Se chamaria “As piores cantadas que o mundo já viu”.

Ele se oferece para comprar o hambúrguer, mas Nora recusa, já que aparentemente a caixa já deixou Patch sair sem pagar várias vezes. Porque obviamente ela vai dar lanchinhos de graça arriscando ser demitida só porque um cara é “OMG SO HAWT”. Lá, ela encontra Marcie Millar, sua rival, Nora tenta ser simpática, mas Marcie desvia o assunto para o pai morto da Nora. Porque não podia ser mais óbvio que nós devemos odiar essa personagem. Nora fica deprimida, vai chorando pro banheiro, temos a típica rotina de “Não vou deixar ela me afetar”. Então, Nora volta para Patch, que agora está em uma daquelas barracas em que você tem que derrubar pinos de boliche por prêmios. Junto com ele está Rixon, seu melhor amigo.

 

Rixon era um anjo caído que tinha uma longa história com Patch, e sua conexão era tão profunda quanto aquela entre irmãos. Patch não deixava que muitas pessoas entrassem na sua vida e confiava em ainda menos, mas se alguém sabia todos os seus segredos, esse era o Rixon.

 

 

Nora recebe uma ligação da Vee mas a ignora, assim como já fez com outra no mesmo dia, para fangirlear o Patch.

 

Observei enquanto ele lançava a bola contra a mesa que continha seis pinos cuidadosamente alinhados, senti borboletas no estômago quando sua camisa se levantou um pouco atrás, mostrando uma faixa de pele. Eu sabia por experiência que cada milímetro dele era de músculo duro e definido. Suas costas também eram macias e perfeitas, agora que as cicatrizes de quando ele caiu foram substituídas por suas novas asas- asas que nem eu, nem qualquer outro humano podíamos ver.

 

Fanservice? A Fitzpatrick? Imagina, de onde você tira essas idéias insanas.

Nora desafia o Patch a derrubar todos os pinos e aposta cinco dólares, ele diz que quer outra coisa. Ah, já mencionei que o apelido que ele dá para ela é “Anjo”?

 

 

De qualquer forma, Patch consegue e pode escolher um prêmio para ela. Ele escolhe um urso de pelúcia velho e nojento, porque diz que já observou que ela gosta das coisas que ninguém mais quer, or something, e depois pede o pagamento que ela prometeu. Ela pede pra ir até a casa dele, ele diz que não, e ela fica resmungando porque eles namoram há dois meses e ela nunca foi. Ele a leva de carro até em casa, porque está quase na hora do toque de recolher que a mãe dela impôs, eles chegam um pouco atrasados. Patch nota que ela está chateada e pergunta o que houve, Nora conta a história da Marcie, Patch se oferece para “falar” com ela, Nora nota que esse “falar” implica algo não muito pacífico e diz que não há necessidade. Aí, depois de conversar e perder ainda mais tempo, os dois decidem que é super-inteligente se agarrar no carro apesar do atraso.

 

Removi o cinto de segurança e me debrucei sobre o console do carro, encontrando a boca de Patch na escuridão.Beijei-o lentamente, saboreando o gosto de sal marinho em sua pele.

 

“Nora, quantas vezes eu já te disse pra não deixar seus bichinhos tomarem água do mar?! Se ele vomitar no carpete, vai ser você que vai ter que limpar!!”

 

Os dois se agarram mais, com a Nora sentada no colo dele, e é bem desconfortável de ler, já que 1- O Patch já disse que é incapaz de sentir, 2- Ele é alguns séculos mais velho que ela. De qualquer forma, ela coloca as mãos por baixo da camisa dele e toca no local onde as asas dele se juntariam às costas, porque por algum motivo é assim que você lê as memórias dos anjos desse livro, mas o Patch não deixa.

 

“Boa tentativa” Ele disse, seus lábios tocando os meus conforme ele falava.

Mordisquei seu lábio inferior.

“Se pudesse ver o meu passado só de tocar nas minhas costas, duvido que você resistiria à tentação.”

“Eu já tenho dificuldade de manter minhas mãos longe de você sem esse bônus.”

 

E aparentemente, o fato do Patch não poder sentir nada é apenas um atributo informado.

 

Montes e montes de agarração, Patch dá um pingente que ele NUNCA TIROU EVER pra Nora como prova do seu Verdadeiro Amor™ e faz uma promessa que vai Estar Com Ela Para Sempre™, ela dá um anel que ganhou do pai pra ele, os dois se agarram mais, Nora coloca o anel na mão dele e a aperta com força na esperança que o anel corte as mãos dos dois.

Peraí, como?

 

Entrelacei meus dedos com os dele, o contorno afiado do anel ferindo nossas mãos. Nada que eu fizesse parecia me aproximar dele, quantidade alguma dele era o bastante para mim. O anel se enterrou mais fundo, até que eu tivesse certeza que havia cortado a minha pele. Uma promessa de sangue.

 

 

… Okay, começo a achar que os dois são um casal perfeito. Um Stalker maníaco e uma garota obsessiva e psicopata. Um verdadeiro felizes para sempre, só não da forma que a autora queria. Nora diz “Eu te amo”, mas essas aparentemente são as palavras proibidas e Patch arranja a desculpa de ter ouvido algo na floresta pra ir embora. A mãe da Nora fica irritada com o atraso apesar dele ser de… Quatro minutos?

A narração dizia que o atraso era de quatro minutos quando eles estacionaram na frente da casa da Nora. Agora, a mãe dela diz que o atraso foi de quatro minutos, e nada indica que os relógios estejam ajustados de forma diferente. Ou seja, Patch e a Sue ficaram se pegando no carro por menos de um minuto.

Essa autora não tem a mínima noção de tempo.

Crescendo – Prólogo

Bem, saiu mais um livro do que, aparentemente, será uma trilogia. O Sahgo está trabalhando em outro projeto no momento, então eu conversei com ele, e acabou ficando decidido que eu vou cuidar dos sporks dessa bagaça. Então, bem, espero que se divirtam.

O livro começa mostrando eventos que se passam catorze meses antes do início da história em si. Nelas, vemos Harrison Gray, o pai da desgraça protagonista tentando ler durante uma tempestade, mas desistindo logo depois.

 

O vento primaveril furioso lançara-se contra a casa a noite toda, uivando e assoviando, fazendo com que as janelas batessemcom um bang! bang! bang! repetitivo.

 

Um bang bang bang repetitivo? Santo pleonasmo, Batman!

 

O calendário mostrava março, mas Harrison sabia que não deveria esperar pela primavera. Com uma tempestade a caminho, ele não ficaria surpreso se encontrasse o campo congelado na brancura gélida pela manhã.

Congelado. Na. Brancura. Gélida. “Coberto de neve” aparentemente não era pomposo o suficiente.

 

Para abafar o choro penetrante dos ventos, Harrison socou o controle remoto, aumentando o volume da Ombra mai fu de Bononcini.

 

K.O.

 

Depois disso, Harrison ouve o telefone tocando e o atende, esperando que fosse uma das amigas da filha, mas ao invés disso ouve estática e depois uma voz que diz que ele vai morrer em sete dias eles devem se encontrar. Essa voz aparentemente é sinal que algo está errado, e Harrison fica bastante nervoso. Ele vai até o lugar de encontro, leva uma arma, nada de muito importante acontece até ele e a pessoa, que era um amigo do colégio, se encontrarem.

 

“Você foi seguido?” Ele indagou.

“Não”

“Ela está em perigo.”

O coração de Harrison acelerou. “Que tipo de perigo?”

“Assim que ela fizer dezesseis, ele virá atrás dela. Você deve levá-la para algum lugar bem longe daqui. Um lugar onde ele não a encontre.”

Harrison balançou a cabeça.

“Eu não entendo–”

Ele foi interrompido por um olhar ameaçador.

“Quando fizemos esse acordo, eu disse que haveria coisas que você seria incapaz de entender. Dezesseis é uma idade amaldiçoada no meu- no meu mundo. Isso é tudo que você precisa saber.”

 

“No seu mundo?”

“Sim, o mundo da ficção Teen, onde todo garoto ou garota passa por alguma experiência estranha quando faz dezesseis.”

 

Harrison nota que o amigo dele parece não ter envelhecido desde a faculdade, mas conclui que era apenas sua imaginação por causa do escuro… Apesar de logo depois conseguir enxergar que uma queimadura no pescoço do amigo, do tamanho de uma moeda, tem forma de punho. What.

 

De qualquer forma, o amigo misterioso diz que não quer saber nada sobre a filha dele para que a pessoa que a persegue não possa tirar informação dele.  Harrison vai embora, mas ouve tiros e volta para trás para ajudar o amigo, que diz telepaticamente para ele fugir. Ele decide ficar, e então…

 

Harrison puxou o gatilho. Ele ouviu o tiro ensurdecedor e esperou que o atirador caísse. Harrison atirou de novo. E de novo.

O homem de cabelos pretos se virou lentamente. Pela primeira vez na sua vida, Harrison sentiu medo de verdade. Medo do homem em frente a ele, apontando a arma. Medo da morte. Medo do que aconteceria à sua família.

 

Vejamos… Cabelo preto, leva tiros e não se machuca…

 

O jovem observou Harrison por alguns momentos antes que um sorriso sutil quebrasse sua expressão dura e gelada.

“Você se enganou. Realmente é tarde demais.”

Harrison olhou para cima, assustado que o homem pudesse adivinhar seus pensamentos.

 

Telepatia. Lembra alguém?

 

Patch

 

Se você adivinhou “Patch”, você não ganha absolutamente nada, porque é dolorosamente óbvio. No primeiro livro, a desgraça já era um stalker assustador e psicopata que queria matar a garota. Nesse, vemos que ele é um stalker assustador e psicopata que quer matar a garota, assassinou o pai dela e a persegue desde que era bebê.

 

Patch flagrado com Nora durante sua infância

 

E ele é o interesse amoroso. Essa coisa é a idéia da autora de um homem ideal.

Já vi que esse livro vai ser ainda mais difícil de engolir do que o anterior.

Capítulo 30 – FINALMENTE. FINALMENTE. ACABOU.

CAPÍTULO 30

IT! ENDS! HERE!!!!!!

Mas é cedo pra comemorar. Há um capítulo inteiro pela frente, então mãos à massa!

O capítulo se inicia com Nora dormindo (?), ouvindo um som de relógio acompanhado por um sereno som de asas. O primeiro faz ela pensar em morte, mas o segundo lhe dá esperança. Daí…

Um líquido de forma espiral se formou dentro de mim, girando mais e mais profundamente. Senti-me puxada para a corrente. Estava escorregando sobre mim mesma, para um lugar escuro, quente.

Alguém ligue pra Blythe e avise que Nora anda inalando coisas estranhas.

Nora então acorda, cheia de dores e com a voz baixa por causa de desuso (mas como veremos mais adiante, ela só está desacordada há poucas horas, então isso é meio nonsense). Ela lembra de tudo e grita por Patch, que está em pé perto da porta.

Seus olhos demonstravam mais profundidade que nunca. E estavam afiados por um fio protetor.

Whatever that means.

Por sinal, a protagonista apagando no meio do confronto final e acordando no dia seguinte numa cama com o seu hottie do lado? Geez, se eu fosse superficial, diria que isso foi copiado daquela outra série de “romances perigosos”. Mas DEVE SER SÓ IMPRESSÃO.

Nora pergunta como ela pode estar viva se ela se matou na noite anterior. Patch começa a explicação.

[Patch] fechou a porta atrás dele, e eu sabia que esse era o seu modo de tentar trancafiar todo o mal. Ele estava colocando um limite entre mim e tudo o que havia acontecido.

Essa é uma porta e tanto.

Nora questiona se está morta, após lembrar sobre os eventos antes de apagar. E agora, senhoras e senhores, preparem-se para uma demonstração épica de Voodoo Shark:

– Quando você pulou, o seu sacrifício matou Jules. Tecnicamente, quando você voltou, ele também deveria ter voltado. Mas como ele não tinha uma alma, ele não tinha nada com o que reviver o seu corpo.

Quando eu era criança, eu desenhava coisas. Histórias. Eram estúpidas e ridículas – eram crossovers doidos entre Mega Man, Digimon, Dragon Ball e qualquer outra coisa que eu gostasse na época.

E elas faziam mais sentido que isso.

Mas não vou continuar comentando isso. Enfim acabo esta coisa, e é só o que importa.

Nora questiona sobre o lance de “voltar”, e Patch comenta que ele não aceitou o sacrifício dela, ele REJEITOU O SACRIFÍCIO, e portanto ELA RESSUCITOU.

CONVENIENTE. E FAZ TODO O SENTIDO DO MUNDO.

EXCETO QUE NÃO!

Minha… cabeça…

Ele levantou minha mão enfaixada. Sob toda aquela gaze, meus punhos doíam de socar Jules. Patch beijou cada dedo, vagarosamente, mantendo seus olhos colados nos meus.

– De que serve um corpo se não posso ter você?

Eles se abraçam, Nora perde seu medo, lágrimas, isso é açucarado demais para uma novela das 8, etc. Daí Nora percebe que se Patch salvou a vida dela…! Ela manda ele se virar.

Suas costas eram puro músculo liso e bem-definido.

É, as cicatrizes dele sumiram. Ele virou um anjo guardião! Mas suas asas não podem ser vistas, porque elas são feitas de “matéria espiritual” (sabe, aquela… coisa que nunca foi mencionada e que bem que poderia ser explicada agora).

Nora está super feliz por enfim realizar seu sonho de infância e ter um Anjinho particular (Maurício de Souza não mentiu, afinal!), e pergunta exatamente o que ele faz. Bem, ele guarda (dã?), protege.

– Protejo o seu corpo. – seu sorriso se alargou – Eu levo meu trabalho bem a sério, o que significa que terei que me familiarizar com o elemento em questão em um nível pessoal.

Meu estômago ficou completamente embrulhado.

Estou com saudades do Chansey.

Patch diz que ainda não pode “sentir” (insira imagem rolleyes aqui), mas que agora não é mais odiado. Ser perdoado por seja-lá-qual-for-o-crime-que-lhe-fez-cair é um tanto fácil, mas já ranteei sobre isso no passado.

Blythe chega em casa, e Nora entra em pânico ao descobrir que ser um anjo guardião não torna Patch invisível (o que… faria sentido, na verdade), e pergunta se ele pode pular pela janela.

Patch sorriu.

– Eu posso voar.

http://www.youtube.com/watch?v=zK2ZuescJGA

Patch, antes de sair, nos dá a tão ótima notícia de que a casa Sue sofreu apenas pequenos danos no incêndio, porque os bombeiros agiram rápido.

Viva.

Ah, e Elliot foi mandado pro hospital, mas ele tá sobreviverá. Chansey era incompetente no que devia fazer. E por fim, a polícia vai questionar Nora.

Blythe pergunta pra Nora o que significam as faixas policiais na porta da casa.

Olhei para a janela. Patch havia desaparecido, mas uma solitária pena negra estava pressionada contra o vidro, fixada pela chuva de ontem. Ou magia de anjo.

Preciso dizer, anjo caído + pena negra = faz sentido; anjo guardião + pena negra = é estranho.

Nora dorme até o amanhecer, onde comenta otimisticamente sobre como tudo está legal agora que tudo foi resolvido. Ela conversa com Vee no telefone. Long story short, Patch manipulou as informações no cérebro dela sobre o que realmente aconteceu, e a história espalhada é que Jules cometeu um trágico suicídio na escola e Vee e Nora nunca estiveram lá. Vee também se desculpa por não acreditar em Nora quando ela desconfiou de Elliot e Jules.

Moral da história – se alguém for suspeito de um assassinato, mesmo que seja julgado inocente pela justiça, essa pessoa é perigosa e portanto você não deve ficar perto dela.

Os policiais chegam (os mesmos das outras vezes), e perguntam sober o evento da Dabria. Nora conta uma versão censurada da história (cortando os elementos “Patch”, “anjo” e etc.), e eles dizem que vão investigar (bem que Patch poderia tê-la amarrado e deixado no porão da casa ou algo do tipo). Blythe se preocupa com a segurança e chama alguém para instalar um novo sistema de segurança (porque as DESPESAS COM A CASA SUE NÃO ERAM SUFICIENTEMENTE ALTAS *bate a cabeça na parede com força*). Esse alguém chega improvavelmente rápido, e é…

Patch! Acompanhado de um último trecho de costume porn.

Ele vestia jeans desbotados e uma camisa branca.

MEUS OLHOS ME ENGANAM?! PATCH ENFIM USOU UMA CAMISA QUE NÃO É PRETA?!?!

Apocalipse. APOCALIPSE, EU DIGO!

É, ele mudou de emprego e agora ele instala aparelhos de segurança. Ele despista Blythe e leva Nora para fora, onde enfim chegamos no nosso trecho final do livro.

– Ainda temos muita coisa pra conversar – eu disse.

– Conversar? – ele balançou a cabeça, seus olhos cheios de desejo (que ele disse que não podia sentir…?). “Beijar”, ele sussurrou em meus pensamentos. (Isso nem é creepy. E “dane-se o que você quer fazer”)

Não era uma pergunta, mas um aviso. Ele sorriu quando eu não protestei (“submissa, assim que eu gosto”), e abaixou sua boca em direção à minha. O primeiro toque foi apenas isso: um toque. Uma leveza provocativa, tentadora. Eu lambi meus lábios (“tem gosto de galinha”) e o sorriso de Patch aumentou.

– Mais? – ele perguntou? (Mais livros? Teremos continuações?)

Envoltei minhas mãos em seus cabelos, puxando-o para perto.

– Mais. (Mais livros! Haverá uma continuação! NÃÃO!)

E com isso acabou o DESPERDÍCIO DE ÁRVORES DEUS EXISTE ESTOU LIVRE! LIVREEE!!

———————————————————————–

Deixando de lado a acidez em prol do humor, tenho uma opinião formada sobre o livro. Não é bom. A história e o universo dos “anjos” são mal escritos e apresentam contradições; e os personagens são pouco impressionantes e, até onde eu vejo, não muito gostáveis. Por outro lado, preciso admitir que a autora escreve bem as cenas de suspense/ação; o fato de ela enrolar bem menos que uma certa Stephenie Meyer faz do seu estilo mais fluido. Em outras palavras, é ruim, mas a série Crepúsculo ainda é pior.

A fixação da autora com bad boys e a pressa no avanço do relacionamento impediu a formação de um romance identificável e sequer cativante. Esse foi o maior defeito da história. Os dois personagens, em especial Patch, parecem tratar o outro com mais desgosto que qualquer coisa. Patch tenta matar Nora algumas vezes. Patch age como uma pessoa assustadora nos primeiros capítulos. Ele leva uma eternidade pra revelar qualquer coisa sobre si. E mesmo assim, Nora gosta dele. Isso vai além do típico “perdoar os pecados” e vai direto a “masoquismo”. Foi ridículo de ler.

Enfim, foi uma experiência desagradável. Se alguém lendo isso planejar escrever um “romance perigoso”, faça o favor de criar casais com mais química entre si.

E tentem escolher um ser sobrenatural melhor que “anjos”. Anjos tem um complexo bizarro em termos de origens religiosas e tal.
(O mesmo vale pra vampiros).

Bem, é isso aí. Acabei e agora estou LIVRE para jogar video-games. Até.

Capítulo 29

CAPÍTULO 29

Só mais um!

Nora, fugindo, se pergunta “Se eu fosse o Jules, onde eu esconderia uma garota que eu raptei? ….Oh! Na sala da revista da escola! OF COURSE!”. Nora entra na sala e encontra Vee,

– Sou eu – disse, dando cada passo cuidadosamente enquanto driblava o labirinto de mesas, evitando derrubar uma cadeira e alertar Jules quanto a minha localização.

Odeio ser o portador de más notícias, mas o local em que sua refém se encontra seria o primeiro lugar em que ele iria lhe procurar. Se bem que Chansey é meio imbecilzinho, então… é.

Reunião amigável, blá, as duas resolvem fugir. Mas Chansey trancou todas as saídas exceto aquela pela qual a Nora entrou (por um motivo imbecil, não quero comentá-lo), então Nora resolve que vão fugir por uma janela muito, muito longe de onde estão. Algumas escadas depois, as duas são surpreendidas por Chansey; Nora manda sua amiga fugir e chamar a polícia, enquanto ela ficará para ganhar tempo e porque ela é a presa e blah.

Vee soltou minha mão. Seus passos emudeceram depressivamente rápido.

Você… está infeliz por ela ter corrido rápido?

Chansey lembra que a polícia leva uns 20 minutos pra chegar, e matar uma anta leva bem menos tempo. Nora então foge em direção ao ginásio, onde pretendia se esconder em um dos muitos armários do vestiário feminino (…se ela espera que isso o segure por 20 minutos, devem ser MUITOS armários mesmo). Infelizmente as portas estão trancadas, e ela logo se vê presa no ginásio com o sanguinário Chansey.

Ele amarrou sua camisa em volta de sua coxa. Uma mancha de sangue se revelava através do tecido. Ele havia ficado com uma camisa branca que estava por baixo e calças sociais. Uma arma estava posicionada na cintura de suas calças.

1) Eu honestamente acho que este é o pior momento possível para analisar como Chansey está vestido; público-alvo be damned.
2) Ele tinha uma ARMA?! E não usou?! Sei que ele quer matar a Nora na frente do Patch (por mais que capítulos anteriores contrariem isso), mas isso é ridículo.

Nora avista Patch atrás de Chansey (não, não desse jeito), e resolve distrair Chansey com perguntas. Ela pergunta se Chansey atacou Marcie Millar; sim, ele atacou, porque aparentemente ela causava sofrimento para Nora, e só Chansey pode causar sofrimento para Nora…

…me pergunto se Dabria também sofreu alguma coisa.

Mas chega de conversa; Chansey pega Nora pelo braço (PONTO FRACO FEMININO!) e a curva para ficar de costas para ele (e, portanto, de frente para Patch), aparentemente já sabendo que o ex-ex-anjo estava lá. Ele aponta sua arma para ela. Aqui temos a situação tão irritante de vilões clichê:

Vilão: “NEM MAIS UM PASSO OU EXPLODO OS MIOLOS DESTA GAROTA!!”
Herói: *dá um passo*
Vilão: “EU TÔ AVISANDO!”
Herói: *mais um passo*
Vilão: “FALO SÉRIO, NEM MAIS UM PASSO!”

ATIRA LOGO NELA, SEU MONGOL!

A solução que Patch encontra é possuir o corpo de Nora e usá-lo para desarmar Chansey e fazê-lo desmaiar via estrangulamento (isso contraria o lance “só pode possuir pessoas no Cheshvan”, mas Patch nos explica convenientemente que, fora do Cheshvan, ele pode possuir um corpo de um descendente por alguns segundos, mas aí fica desmaiado depois. O que torna este plano ainda mais engenhoso). Patch manda Nora fugir assim que ele terminar o enforcamento.

Um zunido alto soou em mim, e senti meu corpo se separando do de Patch.

Você fala como se o corpo dele estivesse dentro do seu…

…*risadinhas imaturas*

Enfim, a possessão acaba, mas o perigo não. Chansey não desmaiou. Nora corre para a porta, mas Chansey usa MIND GAYMES para fazê-la pensar que a porta está trancada. Nora tenta chamar por ajuda, mas é uma idéia imbecil. Ela tenta “vasculhar sua mente atrás de Chansey e expulsá-lo” (porque aparentemente ela sabe fazer isso?), mas também não consegue. Nora avista uma escada de ferro que, indiretamente, dá acesso a um tubo de ventilação; Nora planeja subí-la, entrar nele e achar outra saída (apesar de que na vida real tubos de ventilação são pequenos demais para pessoas entrarem, especialmente uma garota de 16 anos).

Nora consegue correr e começa a subir, mas Chansey joga mais MIND GAYMES para fazê-la pensar que a escada está caindo. Isso é seguido pelo que é provavelmente a descrição mais Purple Prose-ica de alguém caindo de uma escada da história da literatura. Mas Patch faz contato mental com Nora e convence-a de que é apenas uma ilusão (ele… não podia ter feito isso mais cedo, quando ela tentou fugir do ginásio?).

Ela alcança o topo, mas Chansey está em sua cola! Ela toma um momento para notar a marca de nascença que tem em comum com ele (prioridades). Chansey a alcança.

Eu olhei para baixo, apesar de me deixar tonta. Patch estava bem mais abaixo, no chão do ginásio, rígido como se estivesse morto. Naquele exato momento, queria voltar no tempo e reviver todos os meus momentos com ele. Mais um sorriso secreto, mais uma risada compartilhada. Mais um beijo elétrico. Encontrá-lo foi como encontrar alguém que eu nem sabia que estava procurando. Ele entrou na minha vida tarde demais, e agora estava partindo cedo demais. Lembrei de quando ele disse que desistiria de tudo por mim. Ele já o havia feito. Ele desistiu de um corpo humano próprio para que eu pudesse viver.

Eu acho esse parágrafo bem hilário. Tipo, sinto que a autora planejou ele antes de escrever todo o resto do livro; e é por isso que ele parece tão out-of-place pra mim. Ela lembra de tantos momentos bons… erm, eu não. Admitidamente, HÁ uns momentos entre eles que foram cuttie-cutter e alegres; mas eles são minoria. Na maior parte do tempo Patch agia como um bad boy dos anos 70 e Nora agia como uma tsundere genérica. E quando foi que eles “compartilharam risadas”? Não lembro disso. Tipo, at all.

Enfim, Nora explica sua condição de descendente de Chansey e sobre como ele morreria se ela sacrificasse “seu sangue” (Fitzpatrick, não foi isso que você disse mais cedo); e Patch viraria humano. Chansey tenta sacar a arma (porque aparentemente se ela não se sacrificar, ele não morre…? Então por que o Patch tentou matar ela antes? Argh, minha cabeça), mas não consegue a tempo; Nora se joga do topo do ginásio para o chão duro.

Daí ela morre e o livro acaba.

Até parece. Nos vemos no cap. 30, onde este troço ENFIM terminará.

Capítulo 28

CAPÍTULO 28

Quase no fim! Aqui construímos nosso clímax (sort of).

Caso não tenha lhe sido possível ver o video do cap. 27 (ou simplesmente não tenha conseguido tolerar minha voz e atuação), vou resumí-lo:

Nora e Patch arranjam um carro, e vão pra escola.

Agora, ao 28.

Nora está no carro, e o relógio prossegue. Nenhum sinal do Sephiroth.

E se Patch não conseguisse encontrar a Vee? O que aconteceria quando Patch encontrasse o Elliot? Eu não achava que Elliot conseguiria sobrepujar Patch, mas sempre havia uma chance – se Elliot tivesse o elemento surpresa a seu favor.

PATCH. É UM ANJO. CAÍDO. Ele tem tipo SUEPERPODERES. Ele manipula mentes, causa ilusões, e tem super força ou sei lá (além da capacidade de vestir apenas um conjunto de roupas, pelo resto da vida). A questão é – Elliot, até onde sabemos, é um reles humano. Como ele poderia “sobrepujar” Patch com o “elemento surpresa”? Até onde sabemos, Patch é (provavelmente) imortal.

Elliot liga para Nora, e revela estar observando-a; com algumas palavras de ameaça, a convence a ir até ele. Ela entra na escola oh-tão-escura.

O piso refletia um brilho de cera. Armários estavam alinhados em ambos os lados do corredor, como adormecidos soldados robôs.

…Estou com uma vontade imensa de colocar alguma imagem de frustração, mas se fizer isso o tempo todo a spork ficará muito overloaded.

Nora tenta ligar as luzes, mas de nada adianta. Ela então decide ir tateando as paredes escuridão adentro, até encontrar o caminho que a levará até Vee.

Por sinal, ela está com o celular. E sim, isso é tão imbecil quanto parece.

Nora então tropeça na figura tão incrivelmente alta de Jules, deitado no chão. Após colocar a mão no peito dela, ela vê que ele não está respirando, mas segura o pânico e não sai correndo porque tem medo do que aconteça com a Vee. Isso é, mais uma vez, retardado até a alma, porque não é como se a anêmica e inútil Nora pudesse fazer qualquer coisa sobre isso. Seria mais útil se saísse correndo e gritando.

But I digress.

Apesar de afetada, Nora decide ir para a biblioteca. Infelizmente, lá, ela ouve um grunhido e avista Elliot, ferido e no chão, assim que todas as luzes se acendem (note que aparentemente a pessoa que está por trás disto [dica: É O CHANSEY] aparentemente tem poder sobre a eletricidade. Ou talvez seja outro truque mental. Os controles da mente são um Deus Ex Machina irritante). Ela sai, enfim, correndo, gritando por Patch.

Jules estava morto. Elliot estava quase morto. Quem os matou?

Como assim quem “os” matou? Elliot ainda não morreu.

Nora recebe, por trás, dois empurrões, o segundo arremessando-a de cabeça nos armários. Ted se revela. Nora tenta fugir, mas Ted a segura contra o armário.

Por sinal, me diverti com o tidbit “cabeça nos armários”.

E Ted finalmente revela sua identidade. Ele é…

MILEY CYRUS!

Brincadeira. É o Jules.

Ele entra no modo rant-de-vilão-genérico quando Nora explica como ele pode ser ele se ele estava morto há 2 páginas. Ele explica que usou seus MIND POWERS pra fazê-la pensar que viu aquilo.

Lambi meus lábios. O gosto de minha boca era uma combinação estranha do seco e do viscoso. Conseguia cheirar o medo em minha respiração.

Fitzpatrick, pare de beber enquanto escreve.

Nora pergunta sobre o paradeiro de Vee; Jules dá um bitchslap nela (estou amando essa cena) e diz que isso não vem ao caso e fala sobre a natureza do medo. Não tem nenhuma relação com nada, mas faz ele ficar vilânico.

Nora arranha Jules no ombro, e ele dá um socão no estômago dela.

Jules acaba de se tornar meu personagem favorito, agora e pra sempre.

Aqui temos uma cena que é… bizarra, pra dizer o mínimo – Nora pergunta o que Jules quer com ela, e Jules a arrasta pra sala de biologia.

Por quê…?

…PORQUE PATO.

Nora avista um bisturi (convenientemente esquecido no chão! What are the odds?) e o coloca no bolso enquanto Jules a manda sentar numa cadeira. Ela comenta algo sober aula de defesa pessoal ou algo do tipo, quando Jules força Nora a sentar.

Sentia o metal frio sob os meus jeans.

…bom pra você?

Jules pega o celular de Nora e o dobra com uma força sobrehumana, pra evitar que ela chame ajuda. Nora tenta fugir, mas é inútil, de novo. Daí ela pergunta sobre Elliot, e Jules diz que resolveu matá-lo porque ele sabia demais.

Não sei então porque ele não matou de uma vez ao invés de “quase”, mas o Jules não é a coruja mais esperta do bando, como veremos mais á frente.

Nora pergunta qual dos dois matou Kjirsten. Admitidamente, a resposta de Jules é meio vaga sobre quem cometeu o ato, mas aparentemente foi uma ameaça tipo “ou a garota ou o dinheiro que estou lhe dando” (Jules era o financiador de Elliot, que otherwise era pobre); Elliot escolheu o dinheiro, e Kjirsten abotoou o paletó.

Jules diz que Elliot era seu informante of sorts com a Nora, porque a pessoa que ele queria machucar através da Nora não podia ser ferida. Nora começa a sentir efeitos da anemia (e compara Jules a uma pintura impressionista… eh, quê?), quando ele dá outro bitchslap (XD) e continua explicando. A pessoa que ele quer ferir não pode sentir nada, e ele odeia essa pessoa porque ele possui seu corpo no mês do Cheshvan e ele odeia perder o controle do corpo e etc. Se você tiver um Q.I. abaixo do da Fitzpatrick e não tiver processado, ou estiver atordoado demais com 28 capítulos desta estupidez, Jules é Chansey.

Ele também comenta que, na possessão, ele “sente cada momento” das 2 semanas sem controle, e que isso o frustra.

O que é meio engraçado se lembrarmos que Patch e Rixon passavam essas 2 semanas tirando o atraso.

Ele menciona sobre como Patch o torturou para ser seu Nefilim quando ele (Chansey) tinha 16 anos, e que Patch ousou – ousou! – dizer que seu pai era um anjo caído.

O que é verdade independente do que Patch dissesse. Isso é descontar o ódio no mensageiro.

Por sinal – “16 anos”? Então ele paralisou no tempo desde que Patch lhe revelou a verdade? Nefilins são todos assim? Tipo, crescem normalmente até os 16 anos daí paralisam? Por que 16 anos seriam considerados o prime de uma pessoa? Isso não seria 18?

Bah, deixa pra lá.

Nora comenta sobre a diferença de altura de Ted e Chansey, porque ela é retardada demais pra raciocinar que, assim como Daria a fez imaginar que Ted era Patch, Chansey também podia. E portanto Chansey tem que explicar isso pra ela, o que faz Nora parecer uma completa retardada.

O que ela é.

Eu não estava louca. Jules estava por trás de tudo. Ele era o louco. Ele podia criar jogos mentais porque seu pai era um anjo caído e ele herdou seus poderes.

…Sim, já sabemos disso, porque ELE ACABOU DE DIZER ISSO, HÁ POUCOS PARÁGRAFOS! Fitzpatrick, você realmente acha que suas leitoras tem a attention span de um peixe? Ou talvez você ache seu próprio livro tão chato que precisa re-afirmar as mesmas coisas over and over?

Chansey admite que machucar a Nora é o seu modo de machucar o Patch; pois, ao ver Patch seguindo-a por tantos meses, a conclusão lógica é que ele a amava. Aparentemente Chansey não sabe que Nora é sua sucessora e sobre o lance de matar-e-virar-humano.

Naquele momento, percebi que nunca era a presença de meu pai que eu sentia, me seguindo como um espírito guardião. Era Jules. Estava sentindo a mesma presença fria e abstrata agora, só que amplificada em cem vezes.

Em outras palavras, você achava que o fantasma do seu pai estava lhe seguindo? E mesmo assim teve dificuldades em acreditar que Patch era um anjo?

Daí Nora descobre que Elliot era confidente, e tal. Chansey continua, dizendo que foi ele quem atirou na sem-teto no beco antes, achando que ela era a Nora.

……mas…. se ele estava decidido a matar ela rápida e sangrentamente naquela hora……

….POR QUE NÃO FAZ ISSO AGORA?! Sabe, faca + pescoço = sangue + morte. Simples assim. Ao invés disso ele entra no modo EEEEVIL GLOATING e explica seu plano maquiavélico FOR THE EVULZ.

Nora começa a tentar achar o bisturi enquanto Chansey procede o evil gloating.

– Deixe-me adivinhar no que você está pensando – disse Jules, levantando-se e direcionando-se à frente da sala – Você está começando a desejar que nunca tivesse conhecido Patch. Você deseja que ele nunca tivesse se apaixonado por você. Vá em frente. Ria da posição na qual ele lhe colocou. Ria da sua própria escolha ruim.

“Escolha ruim”? Você acabou de dizer que foi ele quem “se apaixonou” por ela e colocou ela nessa posição. Seu argumento é doido.

Nora saca seu bisturi e atinge Jules; primeiro cortando-o nos dedos (ou algo do tipo) e depois enfiando o objeto de metal em sua coxa. Nora recua, mas tropeça na mesa e cai no chão. Jules se joga por cima dela (RAEP?!), lembra ela que ele é imortal e esmaga sua cabeça contra o chão. Nora então se liberta com… UM CHUTE NO MEIO DAS PERNAS DELE!!!!

…ótimo. Eu estava aceitando a cena como dramática, agora estou rindo.

Chansey desmaia, mas não antes de lembrar Nora que ela provavelmente não conseguirá escapar.

Capítulo divertido. O mundo precisa de mais Nora apanhando.

Capítulo 27 – Dramaticamente!

Peço perdão pela voz e atuação patéticas.

O script para ler acompanhando vai aqui:

CAPÍTULO 27

– Quem era? – Patch perguntou.

Meu corpo inteiro estava vibrando. Demorei um instante para responder.

– Vee arrombou a escola com Elliot e Jules. Eles querem que eu vá encontrá-los. Acho que Elliot vai machucar a Vee se eu não for – eu olhei para Patch – E acho que ele vai machucá-la se eu for.

Ele cruzou seus braços, franzindo a testa.

– Elliot?

– Semana passada, na biblioteca, eu encontrei um artigo que dizia que ele foi interrogado numa investigação sobre um assassinato em sua antiga escola, Kinghorn. Ele entrou na sala de informática e me viu lendo. Desde aquela noite, tenho tido impressões ruins dele. Impressões muito ruins. Até acho que ele tenha invadido meu quarto para roubar o artigo de volta.

– Mais alguma coisa que eu deva saber?

– A garota que foi assassinada era a namorada do Elliot. Ela foi enforcada em uma árvore. Ainda agora no telefone ele disse: “Se você não vier, há uma árvore na área externa com o nome da Vee nela”.

– Eu já vi o Elliot. Ele parece convencido e um pouco agressivo, mas não me deu a impressão de ser um assassino – ele revirou o meu bolso da frente e extraiu as chaves do carro – Vou até lá e verificar as coisas. Não vou demorar.

– Acho que devíamos chamar a polícia.

Ele balançou a cabeça.

– Isso vai mandar Vee para um reformatório por destruição de propriedade e etc. Mais uma coisa. Jules. Quem é esse cara?

– Amigo do Elliot. Ele estava no fliperama na noite em que avistamos você.

Sua testa se franziu ainda mais.

– Se tivesse outro cara, eu lembraria.

Ele abriu a porta para sair e eu o segui. Um faxineiro vestindo calças pretas e uma camisa esporte de serviço, estava varrendo pedaços de pipoca na bilheteria. Ele ergueu o olhar duas vezes ao ver Patch saindo do banheiro feminino. Eu o reconhecia da escola. Brandt Christensen. Tínhamos aula de inglês juntos. No semestre passado eu o havia ajudado a escrever uma redação.

– Elliot está esperando por mim, não por você – eu disse a Patch – Se eu não aparecer, quem sabe o que ele vai fazer com a Vee? Este é um risco que não estou disposta a correr.

– Se eu te deixar ir, você vai ouvir a todas as minhas instruções e seguí-las à risca?

– Sim.

– Se eu mandar você pular?

– Eu pulo.

– Se eu mandar você ficar no carro?

– Eu fico no carro – era quase verdade.

No estacionamento do cinema, Patch mirou sua chave em direção ao carro, e suas luzes piscaram. De repende, ele parou e praguejou quase sem proferir som.

– Algum problema? – eu disse.

– Os pneus.

Baixei meu olhar e vi que, de fato, os dois pneus no lado esquerdo estavam vazios.

– Não acredito! – eu disse – Eu passei por cima de dois pregos?

Patch se agachou perante o pneu frontal, passando suas mãos pela circunferência.

– Chave de fenda. Foi um ataque proposital.

Por um momento, pensei que talvez este fosse outro truque mental. Talvez Patch tivesse seus motivos para não querer que eu fosse para o colégio. Seus sentimentos por Vee não eram segredo, afinal. Mas algo estava faltando. Eu não conseguia sentir Patch dentro da minha mente, em lugar nenhum. Se ele estivesse alterando meus pensamentos, ele havia encontrado um novo modo de fazê-lo, pois até onde eu sabia, o que eu estava vendo era real.

– Quem faria uma coisa dessas?

Ele se levantou completamente.

– A lista é longa.

– Está dizendo que você tem muitos inimigos?

– Chateei algumas pessoas. Muita gente aposta em jogos que não podem vencer. Daí me culpam por levar o carro deles, ou pior.

Patch andou alguns centímetros para outro carro, abriu a porta do motorista e se sentou atrás do volante. Direcionando-se para abaixo dele, sua mão desapareceu.

– O que você está fazendo? – perguntei, parada próxima à porta aberta. Era uma perda de tempo, pois eu sabia bem o que ele estava fazendo.

– Procurando pela chave reserva – a mão do Patch reapareceu, segurando dois fios azuis. Com um pouco de habilidade, ele removeu as pontas dos fios e os conectou. O motor ligou, e Patch direcionou-se a mim – Aperte o cinto.

– Eu não vou roubar um carro.

Ele suspirou.

– Precisamos dele agora. Eles não.

– É roubo. É errado.

Patch não parecia nem um pouco incomodado. De fato, ele parecia bem relaxado no banco do motorista. “Essa não é a primeira vez que ele faz isso”, pensei.

– Primeira regra de roubo de automóveis – ele disse, com um sorriso – Não fique na cena do crime por mais tempo que o necessário.

– Só um minuto – eu disse, erguendo um dedo.

Eu corri de volta para o cinema. No caminho, as portas de vidro refletiram o estacionamento atrás de mim, e vi Patch saindo do carro.

– Oi, Brandt – disse para o garoto ainda varrendo pipoca para uma pá de lixo de cabo grande.

Brandt olhou para mim, mas sua atenção foi rapidamente capturada sobre o meu ombro. Ouvi as portas do cinema se abrirem e senti Patch andando atrás de mim. Sua aproximação não era muito diferente de uma nuvem ocultando o sol, suavemente escurecendo o campo, indicando a chegada de uma tempestade.

– Como vai? – disse Brandt, hesitante.

– Estou tendo problemas com meu carro – disse, mordendo meus lábios e tentando mostrar um rosto simpático – Sei que estou colocando você numa situação desconfortável, mas já que eu ajudei você com aquela resenha sobre Shakespeare no semestre passado…

– Você quer o meu carro emprestado.

– Na verdade… sim.

– É uma lata velha. Nada comparado com o que ele usa – ele olhou direto para Patch, como se estivesse se desculpando.

– Mas funciona? – perguntei.

– Se por “funcionar” você quer dizer “as rodas giram”, então sim, funciona. Mas não está disponível para empréstimo.

Patch abriu sua carteira e entregou o que parecia três notas de 100 dólares, novinhas em folha. Contendo minha surpresa, resolvi que a melhor coisa a se fazer era colaborar.

– Mudei de idéia – disse Brandt, olhos bem abertos, guardando o dinheiro. Ele revirou os bolsos e entregou a Patch um par de chaves.

– Qual é a marca e qual é a cor? – perguntou Patch, pegando as chaves.

– Díficil definir. Metade Volkswagen, metade Chevette. Costumava ser azul. Foi antes de a corrosão tê-lo feito laranja. Vocês vão encher o tanque antes de devolvê-lo? – disse Brandt, como se estivesse de dedos cruzados, rezando por sua sorte.

Patch entregou mais vinte.

– Caso a gente esqueça – ele disse, colocando no bolso da frente do uniforme de Brandt.

Do lado de fora, eu disse a Patch:

– Eu podia tê-lo convencido a me dar as chaves do carro dele. Só precisava de mais um tempinho. E por sinal, porque você limpa mesas no Fronteira se você é cheio da grana?

– Eu não sou. Consegui o dinheiro num jogo de sinuca algumas noites atrás. – Ele colocou a chave de Brandt na tranca e abriu a porta do passageiro para mim. – O banco está oficialmente fechado.

Patch dirigiu pela cidade através de ruas escuras e silenciosas. Não demorou muito até chegarmos no colégio. Ele freiou radicalmente o carro de Brendt no lado leste do prédio e desligou o motor. O campus estava arborizado, os galhos estavam partidos e sem vida e não seguravam nada além de uma neblina espessa. Atrás deles estava o Colégio Coldwater.

A parte original da estrutura havia sido construída no século XIX, e após o pôr-do-sol ficava bem parecida com uma catedral. Cinza e assustadora. Bem escura. Bem abandonada.

– Estou com uma sensação muito ruim – Eu disse, vasculhando as paredes escuras da escola atrás de janelas.

– Fique no carro e não deixe que lhe vejam – Patch me disse, entregando as chaves. Ele estava usando uma camisa preta, apertada, de manga comprida, jeans pretos e botas. Com seus cabelos pretos e pele sombria, era difícil distinguí-lo da paisagem. Ele atravessou a rua e, em questão de segundos, se dissolveu completamente na noite.